Filme gráfico em formato 120 • primeiras imagens

Em agosto de 2018 eu contei como rebobinei filme gráfico PSD da marca IBF em bobinas de filme 120 para usar em câmeras de médio formato.

Bom, aproveitei o início do ano para fazer alguns testes com esse filme. O PSD é um velho conhecido, era muito usado pela turma da faculdade para fazer internegativos de imagens que seriam copiadas em processos históricos (cianotipia, marrom van dyke, por exemplo). E esse rolo era daquela época!

Eu já sabia que na luz do dia o ISO 6 seria uma boa escolha. Nos anos 90/00 nós revelávamos o PSD em Dektol diluído 1:6 ou 1:12 numa tentativa (muito ruim) de conter o contraste inerente à emulsão com materiais fáceis de encontrar.

De lá para cá eu fiquei sabendo da fórmula do Soemarko LC-1 no livro do Christopher James. Quer bisbilhotar a fórmula, ela é discutida nesse post aqui.

Graças à possibilidade de acender uma luz vermelha durante a revelação, eu pude acompanhar o aumento da densidade e quando achei que estava bom passei o filme adiante para o interruptor.

Como eu mostrei no post de agosto, o filme estava guardado em local úmido e ficou colado em si próprio em alguns pontos. Quando isso ficava claro durante o processo de rebobinar, eu marcava a bobina com um asterisco, para referência na hora da foto.

O que eu não pude ver na luz vermelha enquanto rebobinava eram os pontos de mofo no filme que ficaram evidentes após o processamento, lindos!

Programação 2019

E para o início do ano já temos algumas datas com programação analógica! Essas serão as últimas atividades do ateliê da Rua Tabapuã.

de 21/01 a 25/01 • O bazar já foi, mas ainda tenho muitos itens grandes no ateliê e outras coisas que não levarei na FRoFA, se quiser dar uma olhada, manda um oi e que eu marco com você. Obrigado!  Tem fotolivros, livros sobre técnica fotográfica, diversos artefatos de laboratório p&b e químicos fotográficos, tripés de câmera, pequenos kits de iluminação, prints soltos, emoldurados, prints 20x30cm da Saudades.co, fotos emolduradas da Saudades.co também e alguns scanners grandes também. Para tornar a coisa interessante:
•pagamento em cartão e parcelmento em 3x
•compras acima de R$300 ganham uma sacola com meus livros autografados e uma foto emoldurada

06/02 • último dia para contribuir com o projeto Fotografia Portuguesa – https://www.catarse.me/guilherme_maranhao?ref=project_link

24/02 • FRoFA –>  https://www.facebook.com/events/2287850264872106/

 

 

Foto Castilhos • Caxias do Sul, RS

Para variar o dono tinha dado uma saidinha quando eu passei por lá, não é a primeira vez que isso acontece quando quero visitar uma lojinha. Conversei com alguns locais e me informaram que essa loja da cidade é única que ainda é mantida pelos donos originais.

A loja fica de frente para a Igreja São Pelegrino, logo presumo que fotografia social foi presente nas atividades deles no passado.

Na vitrine diversos mostruários de retoque digital em fotografias antigas.

E eles ainda fazem fotos para túmulos!

Fotolivros

Papamosca

Passei um reveillon (2005) muito louco com a Raquel Moliterno e fui testemunha de uma luta complexa entre uma mosca e uma papamosca. Quando chegou a hora de ampliar essas imagens eu acabei pensando em um livro com o PhotoTypeSetting paper. O lance era não cortar o papel, ampliar tudo na sequência para depois só dobrar o papel em sanfona e o livreto assim estaria pronto.

Improper Shipment Procedure Record

Quando eu era jovem (1999) e a fotografia digital começava a aparecer nesse mundão sem porteiras, eu me meti a fotografar processos de embalagem numa fábrica e criar procedimentos para que tais processos respeitassem a ISO da vez lá.

Bom, eu era o figura com uma Mavica pendurada no pescoço, uma pilha de disquetes no bolso vagando por um galpão de logística de auto-peças. (Sobrevivi.) Volta e meia chegava algo muito zoado, peças espalhadas, chapas enferrujadas e eu fotografava pros relatórios dos figuras de lá.

Eu habitava uma casinha dentro do galpão, um pequeno isolamento que me dava um mínimo de sossego. Lá me deixaram uma impressora laser e uma máquina xerox que ampliava e reduzia. Eu logo saquei como imprimir as fotos digitais coloridas em um pb reticulado maneiro. Tá bom, eu não pagava nem o toner, nem o papel, isso foi um super apoio que a TDS deu pro meu trabalho! uhu!

Os relatórios para onde iam as fotos das peças danificadas chamavam Improper Shipment Procedure Records, o livro virou o ISPR.