Carousel 2ª edição feat. miniFRoFRinha

Pois bem, vem aí Carousel 2ª edição!!

IDEIA (a mesma) Um encontro com SLIDES em comemoração à FOTOGRAFIA e tudo que ela representa.

COMO FUNCIONA Nesta edição além de projetar slides dos fotógrafos convidados, abriremos inscricões para outros fotógrafos apresentarem imagens.

AH! Também das 14h00 às 18h00 vai rolar a miniFRoFRinha, feira de equipamentos analógicos

Passeios matinais pelo centro de São Paulo II

Esse foi o grupo que se juntou hoje para caminhar pelo centro da cidade, saímos da Padaria Sta Tereza e subimos a Av. Liberdade até a ligação Leste-Oeste, ali cruzamos até a Brigadeiro Luis Antonio com direito a uma passarela com vista para o vale da Av 23 de Maio, depois subimos a Brigadeiro até a feirinha do Bixiga. A foto aqui foi feita naquela ponto de bonde que ainda resta atrás da Catedral da Sé.

 

Buraco de Minhoca

“Na física, um buraco de minhoca é uma característica topológica hipotética do contínuo espaço-tempo, a qual é, em essência, um “atalho” através do espaço e do tempo.” Wikipedia

São muitas coisas que passam pelas nossas mão, se observadas bem de perto se pode perceber sua estrutura muito bem. Outros objetos escondem melhor seus detalhes, mas esses que permitem ser explorados podem garantir diversão por horas a fio, como se fossemos teletransportados para um outro lugar.

Abaixo um detalhe de um pano de limpeza, desses que vem umedecido dentro da embalagem.

Detalhe da visão da lupa no despolido, as fibra que compõe o tecido vão se mostrando.

As primeiras duas imagens eu fiz com uma G-Claron, mas ela é f/9, ficava difícil focar. Depois comecei a testar essa objetiva de ampliação, colocada da mesma posição que no ampliador (com ajuda de cola quente preta). Essa objetiva tem um descolamento no primeiro grupo e um elemento rachado até, mas ainda funciona super bem.

Os negativos ficaram bons, apesar do filme que tinha umas manchas de umidade e das bordas veladas. Numa das imagens (que aparece acima) o tecido fotografado se moveu durante os 4 minutos de exposição, talvez por conta do calor.

Refilei o negativo, ele ficou com aproximadamente 14×17 polegadas. Assim ele coube no Cezanne para um escaneamento molhado a 600dpi, ou seja, 8400×10200 pixels. Nada mal.

Vou imprimir umas provas e ver como ficou, mas acho que o próximo passo é experimentar uma objetiva de ampliador um pouco mais curta e foca em detalhes ainda menores.

Exakta • um teste que deu meio errado

As câmeras Exakta 35mm são as primeiras SLR produzidas regularmente. Essa produção começou em 1936 e seguiu até 1976. Nos anos 50 em especial, as Exaktas eram ferramentas do profissional e tinham uma ótima reputação. Mais tarde com a produção na Alemanha Oriental, elas não acompanharam a evolução das SLR mundo afora.

Em 1954 a Exakta era a câmera do fotógrafo vivido por James Stewart em Janela Indiscreta. Diversos fabricantes lançaram objetivas e acessórios para ela, muitos designs clássicos de objetivas são facilmente encontrados em mount  Exakta.

A idéia de juntar essas três lentes feitas para Exakta e realizar um pequeno teste veio há um tempo, mas faltava oportunidade. Trioplan e Domiplan são objetivas de 3 elementos, variantes do tripleto de Cooke, já a Biotar é um design double gauss clássico da Zeiss, que posteriormente foi copiado pelos russos e virou a Helios 44-2, famosa objetiva da câmera Zenit.

A Biotar é conhecida por ter contraste suave e um pouco de swirly bokeh. A Trioplan tem mais contraste, uma boa definição na região central e menos nas bordas e dá o soap bubble bokeh. A Domiplan poderia ser considerada uma versão pior e mais barato da Trioplan.

Mas para fazer a foto acima, com a três objetivas juntas, eu acabei deixando a câmera sem lente nesse dia que apesar de nublado estava bem claro. A claridade entrou câmera a dentro e atravessou a cortina velhinha da Varex, destruindo um fotograma. Nas outras imagens foram apenas algumas manchas mais suaves. Salvaram-se as imagens feitas dentro do estúdio, mas o teste ficou incompleto.

Acima e abaixo duas imagens com a Trioplan toda aberta. Já foi interessante comparar os poucos frames que ficaram legais nesse teste, mas esperarei para mostrar quando ficar completo.

Mas quando cheguei em casa, logo antes de revelar esse filme, vi que tinha uma meia dúzia de fotos sobrando no filme. As nuvens passavam rápido. Coloquei a câmera na janela da cozinha e usei o timer da Exakta para fazer essa exposição de 6 segundos, f/2.9 com a Trioplan 50mm.

As fotos foram feitas em Plus-X vencido, revelador da casa, scanner Pakon, PPRC workflow.

Lembrança • uma imagem de 200 megapixels

Recentemente um thread no fórum de grande formato me fez lembrar de um experimento que eu realizei em dois dias em Fevereiro de 2006 e do qual eu havia esquecido completamente. Aqui abaixo, uma Agfa Ansco 8×10″ com objetiva Raptar 209mm f/4.5, filtro laranja e um scanner Canon Lide posicionado na traseira.

Em 2005 já se falava da possibilidade de transformar um scanner Canon Lide em um back improvisado para uma câmera 8×10″. Esse tipo de scanner, da mesma maneira que as multifuncionais de hoje em dia, usa um sensor com tecnologia CIS, que ocupa toda a largura do carrinho que se movimenta no interior do scanner. Ao invés de lente, ele te uma série de fibras óticas que conduzem a luz ao sensor, a modificação consistia em remover essa fibra ótica expondo o sensor à luz projetada pela lente da câmera grandona.

A coisa bacana é que esse scanner usa apenas a conexão USB, de onde ele tira a comunicação e a energia.

No dia 12 de fevereiro de 2006, fiz umas fotos com essa trapizonga numa oficina no Sesc Pompéia, uma das primeiras que ofereci sobre esse assunto. Aqui alguns alunos pacientes posam para um dos primeiros scans. Mesmo em baixa resolução o processo é lente e exige ficar imóvel.

Essa imagem abaixo, feita na oficina, já tinha 31 megapixels e levou bastante tempo para ser feita. A câmera pode ser vista no reflexo, junto à mesa onde estava o laptop (iBook G3).

No dia seguinte, dia 13 de fevereiro de 2006, em casa, provavelmente meio sem ter o que fazer, eu resolvi repetir o experimento, dessa vez exigindo do software do scanner ainda mais dpis, a imagem resultante tem 206 milhões de pontos, dai os 200 megapixels.

Alguns testes com objetivas

Volta e meia aparecem lentes que não foram feitas para câmeras fotográficas ou de cinema, se tornou comum tentar de alguma maneira instalar essas lentes em câmeras para estudar a maneira como elas vêem o mundo.

Aqui acima uma objetiva de ampliador de segunda linha junto a um helicoidal de uma Helios 44-2 e um anel adaptador de M42 para EOS, assim nasce uma 75mm para Canon que é um triplet. Mas qual a utilidade de uma triplet?  Além do desfoque mais bonitinho, as triplets podem oferecer um desenho das texturas mais macio para um retrato.

Acima e abaixo objetivas de máquinas de microfilmagem da Olympus. Determinar a distância que a imagem de forma a partir da traseira da lente é o primeiro passo para saber se terá utilidade. Qual a utilidade dessas lentes? Não faço a menor idéia…