tentei rebaixar uma cópia pb, cianotipar, e revelar a imagem novamente. não deu, o revelador ou a parte B da viragem rebaixam permanentemente o cianótipo. o Kenji deu outras idéias, mas não são muito a minha praia, porque não envolvem muito reaproveitamento. vou pensar em qual é o químico comum aos dois banhos, talvez seja mesmo a alcalinidade, e tentar evitar o rebaixamento do cianótipo, e assim aproveitar a imagem da cópia dita “ruim” e adicionar uma imagem azul sobre ela. estava usando um negativo em raio-X vencido da Orwo.

no mais conversei sobre o CTF do Senac com um figura, e sobre tecnologias com um outro figura.

Sobre a visita à Cinemateca Brasileira: a aula de preservação e restauro tem sido muito eficaz em me dar a medida da duração de uma imagem. A imagem dura pouco. Por isso acho que melhor é usá-la das maneiras mais interessantes antes que ela seja apenas um pedaço de material fotográfico com algum, ou nenhum, valor histórico. Os lixos, reutilizados e etc devem durar ainda menos…

“Agora para o escuro!” queria dizer que eu ia entrar no laboratório para ampliar algumas coisas. Entrei e passei o resto do dia, como há muito não fazia, foi bom.
Ampliei várias coisas pendentes e descobri vários envelopes de papel que simplesmente foram direto para o lixo, completamente velados. Os fibra não vão exatamente para o lixo, eu fixo, lavo e seco para usar o verso nos processos históricos do séc. XIX.
Usei uns raio-X pela primeira vez, e é muito interessante revelar coisas com as bordas redondas. Fiz fotogramas usando a luz do ampliador inclinado, seguindo umas dicas do Saggese. Pretendo usar de negativos para cianótipos.
Hoje duas pessoas me pediram um visita para retirar materiais velhos.

A montagem na sexta foi estressante. A imagem feita pela xerox, e depois escaneada, fico intrigante. O escâner fez sucesso na abertura da exposição e alguns ficaram aglomerados a sua volta para brincar um pouco. Divertido. As imagens vermelhas estão em todo o lugar, no site do Itaú Cultural (página de abertura), na fachada em um imenso banner, nos elevadores, nos catálogos e no livretos que trazem a programação do mês. Ontem o ritmo continuou, com a oficina que aconteceu lá também.

Agora, para o escuro!

Para ilustrar o processo de criação das imagens da exposição do Itaú, seria exposta a câmara com a qual foram criadas as imagens. Acabou que não rolou, e a vitrine não seria possível. A solução foi usar uma outra câmara de fenda, mais comum, chamada de máquina de xerox, para registrar a imagem da câmara. Escaneei, fiz besteiras no Photoshop, e mandei embora.