Não me incomoda a tecnologia em si. Me incomoda o fato dela não conseguir conviver em harmonia com o talento e o conhecimento individuais dos fotógrafos, dadas as circunstâncias em que o marketing utilizado pela indústria fotográfica insere a tecnologia, como solução única, na cultura fotográfica. Me incomoda que ainda existam fotógrafos que medem a imagem pela câmara que foi usada para fazê-la, e não pelos atributos da imagem em si. Mas ao mesmo tempo esse texto não oferece uma proposta específica de como as coisas poderiam ser nesse setor, apenas de como os subprodutos desse processo, leia-se o lixo fotográfico, podem e devem ser aproveitados. A minha proposta é que as pessoas percebam que a indústria vende uma imagem da fotografia em alto contraste: ou funciona porque é novo ou não funciona porque é obsoleto. Na verdade há milhares de meios tons nessa imagem, bastar ver.
Estou descalço no laboratório de informática, os meus pés ficaram encharcados pela chuva e depois pela água envolvida no processo de reconstruir papel.
Tirei os sapatos na esperança que a meia secasse um pouco. Refazer papel é interessante, o liquidificador, a polpa, as telas, a água.
A semana no Rio foi das mais interessantes, e como de praxe fui à feira da Pça XV. Sensacional! Sai de lá com a minha DCS, que eu tanto procurava, é uma DCS 420c, um modelo de 1.5MP que usa o corpo de uma N90 para funcionar, a grande vantagem desse modelo é como o sensor fica exposto e pode ser modificado mais facilmente por essa razão. Achei também umas outras tranqueirinhas…
Me ligaram para ir buscar papéis. Papéis interessantes e pelo visto bem fungados. Não falta vontade de testar o que eles podem fazer.
Arrumei um fotolog abandonado para mim, já que criar novos fotolog está tão difícil ultimamente. O link está ao lado.
