As extensas leituras dos sites especializados em Macs antigos redenram uma compra certa de um G3 azul e branco Rev. 2. Ou seja, a placa mãe não é a primeira revisão da produção dessa máquina. Segundo um dos sites já mencionados, a Rev. 1 poderia oferecer problemas de corrupção de dados em HDs slave muitos rápidos para a época de fabricação da máquina (entenda-se aqui que os HDs de 7200 rpm aos quais estamos acostumados se encaixam nessa descrição). Ainda busco uma placa SCSI para poder conectar o resto da estação gráfica…

Da mesma maneira que os controles remotos universais salvam tvs antigas cujos controles se perderam, agora os drivers universais salvam os hardwares abandonados pela indústria.
Essa semana foi a vez de experimentar o Macam. Um software que faz funcionar quase qualquer webcam em um Macintosh. É sensacional. Não é perfeito, mas nem 20% das webcam saem de fábrica com drivers para Mac, logo Harald (o figura que mantem o software) teve que fazer uma reengenharia com inúmeros modelos adaptando drivers de outros sistemas operacionais.
O Vuescan é outro driver universal, esse para scanners. Muito interessante, principalmente para o tipo de trabalho que eu realizo, já que ele em hipótese alguma faz coisas como aconselhar você, usuário, a buscar a ajuda da rede autorizada para consertar o seu scanner.
O pessoal que faz o Vuescan faz algo semelhante para impressoras.
O Sane é um projeto ainda maior para levar drivers de scanner para o ambiente Linux, vale a pena ler a respeito.

No telêmetro faltava óleo (ou melhor, graxa) e sobrava poeira no interior. Funciona. E foi interessante ver como seu projeto é simples. Uma grande sacada para fazer um instrumento barato.
Esses dias visitei um site que ensinava a construir um cabo disparador para algumas das câmaras da Canon. Fiz um, seguindo as instruções. Me espantei com a facilidade do empreendimento e com a utilidade da coisa.

É muito fácil construir o aparelho com as próprias mãos. Segundo Flusser as imagens técnicas são produzidas por aparelhos. Ele vai além: “A imagem técnica imagina textos que concebem imagens que imaginam o mundo”. Bom, esses textos podem ser encontrados com a ajuda do Altavista, e tem gente que também usa o Google.

No Bixiga encontrei um telêmetro e uns tubos de extensão que podem ser úteis um dia. Mantenho o estoque (segunda Levi-Strauss) crescendo. Assim vou expandindo as possibilidades.
Separei entre os negativos da série “Ao Lado” alguns para criar tiras em poliéster colorido transparente (DuraClear). Isso virou 4 negativos de 4x45cm que prentendo ampliar essa semana. É uma tentativa de reaproveitar um trabalho. A série tinha um significado momentâneo. E mesmo observando sob o ponto de vista desse significado, as imagens são muito ingênuas. Usei intervenções parecidas com as da série Plural, e imagino ter conseguido aproveitar as formas presentes nas imagens para criar outra imagem, outro discurso, deixando em segundo plano o conteúdo do registro das imagens.
Na série Plural, a soma dos diversos conteúdos diferentes, dos diferentes negativos, cria um novo conteúdo ainda maior do que a soma deles. Nesse reaproveitamento de Ao Lado, a justaposição de diversos negativos com conteúdo muito similar pode ter um efeito contrário, onde o conteúdo final é menor que o da soma. Estratégias para não jogar nada no lixo.
O resto dos negativos ainda não tem destino certo. Mas me sinto a vontade para experimentar a ação do calor sobre eles, calor intenso, uma coisa meio forno e fogão. Só não quero deixar um cheiro forte na cozinha.