“Pela presente solicito autorização para uso da série de fotografias “Tal”, constante do catálogo “Tal”, a título gratuito, a fim de compor o meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) para obter o título de Bacharel de Fotografia no Centro Universitário Senac, cujo título é “Tal”. Coloco-me a disposição para outros esclarecimentos e informo que além dos créditos fornecerei cópia do trabalho para seu arquivo.”

Será necessário?

O corpo tem infinitas possibilidades. Sorte daquele que acredita nisso, saber disso só não basta. Já um homem frente ao computador, ou acredita poder entender a máquina, ou acredita que a máquina pode mais que ele.
Como Flusser bem colocou, o universo das possibilidades (imagens) do aparelho fotográfico é finito. Já o universo de possibilidades (imagens) que um corpo (e mente) pode produzir não o é. O aparelho é finito, a imaginação não.

Pensando na hibridização, para a mesa-redonda de quinta-feira na Fnac:
Há que se encontrar um saída, ou se abre mão do controle sobre a câmara, e se foca completamente em encontrar a imagem a ser registrada, ou se explora a mistura de meios e processos, buscando algum controle ainda possível através de algum processo em vias de se tornar completamente obsoleto.

Não me incomoda a tecnologia em si. Me incomoda o fato dela não conseguir conviver em harmonia com o talento e o conhecimento individuais dos fotógrafos, dadas as circunstâncias em que o marketing utilizado pela indústria fotográfica insere a tecnologia, como solução única, na cultura fotográfica. Me incomoda que ainda existam fotógrafos que medem a imagem pela câmara que foi usada para fazê-la, e não pelos atributos da imagem em si. Mas ao mesmo tempo esse texto não oferece uma proposta específica de como as coisas poderiam ser nesse setor, apenas de como os subprodutos desse processo, leia-se o lixo fotográfico, podem e devem ser aproveitados. A minha proposta é que as pessoas percebam que a indústria vende uma imagem da fotografia em alto contraste: ou funciona porque é novo ou não funciona porque é obsoleto. Na verdade há milhares de meios tons nessa imagem, bastar ver.

Estou descalço no laboratório de informática, os meus pés ficaram encharcados pela chuva e depois pela água envolvida no processo de reconstruir papel.
Tirei os sapatos na esperança que a meia secasse um pouco. Refazer papel é interessante, o liquidificador, a polpa, as telas, a água.

A semana no Rio foi das mais interessantes, e como de praxe fui à feira da Pça XV. Sensacional! Sai de lá com a minha DCS, que eu tanto procurava, é uma DCS 420c, um modelo de 1.5MP que usa o corpo de uma N90 para funcionar, a grande vantagem desse modelo é como o sensor fica exposto e pode ser modificado mais facilmente por essa razão. Achei também umas outras tranqueirinhas…