Luz de LED para vídeo

Recentemente fui ao centro da cidade em busca de duas pequenas luzes para vídeo. A idéia era iluminar uma gravação que eu teria que fazer. Rodei a região da Rua Conselheiro Crispiniano, mas só achei produtos na faixa dos R$600, o que é bem caro para alguns LEDs e uma bateria recarregável. Caminhei até a região da Rua Santa Efigênia e lá para meu espanto a coisa passou para a faixa dos R$650. Não importava se o material era importado ou nacional. Na Sanjardini, que faz seus próprios iluminadores, fiquei chocado com a simplicidade dos produtos e de como pilhas recarregáveis comuns são transformadas em baterias caras que você “tem” que comprar deles. Sem contar que o iluminador mais fraco da Sanjardini era muito forte para mim, em geral o pessoa quer muita luz! Eu prefiro pouca, mas boa.

Saí de lá meio chocado. Dei de cara com o vizinho deles, Eletronik LV, Rua dos Timbiras, 239 loja 09. Lá fui bater papo com o o Luiz Claudio, perguntei sobre os materiais necessários para construir os iluminadores de LEDs. O primeiro fato é que os LEDs precisam de uma voltagem mais ou menos certa para funcionarem corretamente. Existem diversas religiões nesse assunto, mas a maioria acha que entre 3 e 4 volts estão OK. Tem quem acha que é menos, mas ninguém acha que é mais. Ou seja, juntar 3 pilhas recarregáveis de NiMH, de 1,2V cada, dá 3,6V com elas em série e isso é perfeito para acender os LEDs com bastante potência.

Juntando um pequeno Kit com LEDs de alto brilho brancos, um switch, uma placa para montar o circuito e alguns cabinhos para jumpear e porta pilhas para 3 pilhas, cada iluminador iria custar a bagatela de R$30. Mais tarde eu ia descobrir que isso é metade do aluguel de um iluminador desses por um dia. Uau!

O que eu fiz?

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Comecei com os LEDs e a placa. Encontrei uma disposição deles na placa para conseguir um pequeno quadradro de luzes, para facilitar a colocação de um difusor depois.

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Soldei os LEDs no lugar, respeitando o posicionamento correto dos pólos positivos numa mesma fileira para depois poder ligá-los corretamente. Sim, LEDs têm perna positiva e perna negativa, não é difícil saber qual é qual, a positiva está ligada ao terminal menor da cabeça do LED.

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Com um estilete e com paciência cortei um buraco retangular para o switch.

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Pronto, eis os dois iluminadores estruturados.

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Aqui dois itens que eu não comprei: dois pés de flashes eletrônicos, para fixar os iluminadores na câmara.

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Próximo passo foi usar o arame de cobre de um fio de rede azul para ligar os pólos positivos e negativos do LEDs, sem misturá-los.

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Depois fiz uma ligação com fios inicial para ver se tudo funcionava como deveria antes de colar tudo no lugar.

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Bingo!

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Muita cola quente para segurar os porta pilhas exatamente atrás dos LEDs e depois liguei os fios como tinha que ser.

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Comecei a planejar o suporte e o difusor, tudo em uma solução única. Veja o detalhe da marca de caneta verde na placa de cobre onde será feito o furo para o suporte do difusor. O difusor, ainda protegido pelo papel é um acrílico jateado. Um parafuso com três porcas para cada iluminador.

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Furos.

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Parafusos.

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Prontos. Depois fiz uma besteira de poliéster transparente para segurar uma gelatina ambar na frente, para esquentar a luz um pouco. Uma espécie de dobradura que cobre todo o iluminador, assim não precisei dar um acabamento super super nele. Já usei umas três vezes e as três recarregáveis de 2500mAH cada duram bastante tempo, uma noite inteira, até porque só uso a luz de vez em quando, um minuto aqui, outros ali.

Oficina no MAC-USP

Fotografando com Scanner

Oficina prática com Guilherme Maranhão, bacharel em Fotografia pela Faculdade do SENAC, paralela à exposição Heresias: Uma Retrospectiva de Pedro Meyer
A oficina pretende utilizar o scanner de mesa para tirar fotografias, mostrando como uma câmera fotográfica assim construída pode medir os padrões de movimento dos objetos fotografados e servir de base para diferentes tipos de experimentação.

Local
MAC USP Ibirapuera – Pavilhão Ciccillo Matarazzo, 3º piso
Prédio da Bienal, acesso pela rampa lateral
Estacionamento no Parque Ibirapuera com Zona Azul

Preço
R$ 10,00 (isenção para professores da rede pública)

Informações e Inscrições
Secretaria do Programa de Pós-graduação Interunidades
Rua da Reitoria, 109A – Cidade Universitária
11 3091.3327 – pgeha@usp.br

Local : MAC USP Ibirapuera – Pavilhão Ciccillo Matarazzo, 3º piso
Horário : 10 às 17h30
Duração : 8 de novembro de 2008

Polaroid Palette

Há mais de ano eu achei um Polaroid Digital Palette num sucateiro. Minha experiência com ele não foi das melhores. Um aprendizado, sendo bem otimista. O que é um Palette? Um Film Recorder, ou uma impressora de slides/cromos. Um aparelho que imprime uma imagem digital sobre filme fotossensível 35mm.

Passado esse tempo eu achei um outro Palette. Aquele era um CI5000, o dessa semana é um HR6000.

Esse deu alguns sustos de início. Começou nem ligando. Tive que usar a violência com ele, o botão de liga e desliga estava enpoeirado por dentro, imagino. Cedeu, ligou.

Fez todos seus testes, rodando os filtros, etecetera e tal, foi. Conectei ao computador, liguei tudo. Mandei exportar uma foto. Ele engasgou e reclamou que o CRT estava escuro demais para a calibragem. Nesse momento quase desisti, mas resolvi fuçar enquanto ele estava ligado. Retirei a câmara e constatei que o CRT estava sim ligado, o que não devia estar funcionando deve ser o fotossensor que lê o brilho do CRT.

Olhar dentro de um Palette enquanto ele acha que está expondo o filme fotográfico é uma coisa linda. O CRT (um monitor de computador) de 4 polegadas não acende por completo, mostrando a imagem inteira. Pelo contrário, ele funciona mais ou menos como um scanner, mostrando tiras da imagem aos poucos ao filme. Na medida em que ele recebe as informações do computador. Essa tiras, ou linhas, parecem lasers percorrendo a superfície dessa pequena tela, ora verdes, ora azuis, ora vermelhas.

Vou revelar o primeiro filme 35mm de testes e postar algum resultado aqui. O Palette fecha um pequeno círculo, permitindo que um negativo P&B seja tratado digitalmente e devolvido ao mundo da prata para um ampliação em papel fibra clássica!