Campus Party • Planejamento

Tá na hora de começar a pensar no que vai para o Campus Party: laptop que só liga na tomada (quem sabe com uns adesivos bonitinhos para aparecer em público), um HD externo para backups (com uma etiqueta bem grande com o meu nome), cabos de força e firewire, câmara 6×6, câmara 5×7″, filmes diversos (pb e cor), saco preto para trocá-los, nível de bolha para por a câmara no prumo, cabo disparador, lupa para fazer o foco, kit limpeza de lentes, câmara scanner (duas) e seus cabos e bateria, ferro de solda e outras ferramentas prevendo o pior, dinheiro para um salgado aqui e ali, tripé, carregador de celular, caderno de notas, umas fotos para mostrar aqui e ali…

Rio Grande do Sul

Seis horas de carro entre POA e São Miguel das Missoes. Planalto. Dois campos de milho recém colhido metade já tem soja brotando, o que dá um verde e amarelo divertido para a paisagem.

RS-342, perto de Ijuí. Resolvo fazer uma lista das coisas que li ou ouvi no Sul essas dias: cangibrina, exu mal despachado, mais feio que o diabo no meio das taquareiras, chuco, gringo, brigadiano, mais feio que um paraguaio baleado, engoliu com chumbada e tudo, na beira da lomba, tachão no eixo.

De volta a POA, que os locais carinhosamente chamam de Forno Alegre. Vale a pena ver o Brique Fotográfico do Didi, uma lojinha de usados na Rua Dr. Flores.

Sentido Pirenópolis

Passa uma placa, deixo o DF e entro em Goiás. Paramos no Jerivá, talvez eu esteja enebriado pela paisagem, mas acho a coxinha páreo para a do Veloso em São Paulo.

Aqui os platôs tem todos a mesma altura e a estrada sinuosa sobe e desce os suaves vales entre eles. É o Planalto Central! A terra é avermelhada, a vegetação típica do cerrado, retorcida. Um buritizal aqui, outro ali.

Passamos Abadiânia, me contam de um curandeiro São João de Deus e de estrangeiros que vem aos baldes para vê-lo.

Enveredamos pela GO-338. Nos aproximamos de um pouco de chuva. Um tantinho de emas no campo ao lado. Uma semeadeira a pleno vapor. Vaquinhas. Um cavalinho. Uma reta enorme. O céu escurece. A estrada faz uma curva e escapamos da chuva.

Bacalhau

Digressão pesada

Existem inúmeras questões complexas que a filosofia nunca resolveu, no entanto o fotógrafo Ricardo Rios esbarrou na solução de uma delas e resolveu dividir com um grupo seleto do qual eu faço parte. E aqui eu divido com vocês:

“Caros,
Minha circular pesquisa de mestrado me levou a resolver a questão posta e assuntada. A posta azeitada é peixe, mas seu devir é processo. Na impossibilidade de verificar a ontologia etimológica em norueguês, se é que a palavra não é anterior a estados-nação escandinavos, e Saramago não atendendo ao telefone por uma tarde inteira (prostado a ler brutalidade em flores), ficamos com as clássificassões taxonômicas da ciência presente no anexo, bem temperado de considerações estéticas práticas.

Abs,
Correntes marinhas”

bacalhau

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