W. H. Auden fala sobre fotografia

Tudo começou porque eu estava ouvindo o CD do Renato Russo chamado: The Stonewall Celebration Concert. No próprio disco há, impressa, uma citação a um poema de W.H. Auden. Quem é esse cara? Que duas linhas mais maravilhosas, por sinal.

Digitada a primeira linha no Google apareceram inúmeros lugares para ler o resto do poema, entre eles esse. Acessei também o Wikiquotes e descobri que é dele o poema da cena do funeral no filme Quatro Casamentos e um Funeral. Coincidência, mas até ai, nada de mais. Fuçando um pouco mais na Wikiquotes encontrei um pequeno achado, uma citação de W.H. Auden falando de fotografia, segue o link e uma transcrição:

“Normally, when one passes someone on the street who is in pain, one either tries to help him, or one simply looks the other way. With a photo there’s no human decision; you’re not there; you can’t turn away; you simply gape. It’s a form of voyeurism.” In Paris Review “Writers at Work” interviews, 4th series (p.247) [entrevista concedida em 1972]

Pelo centro

Post sem imagens. Comecei o dia no cartório. Se você é brasileiro, nada adianta, você acaba tendo que ir resolver coisas lá. Depois fui levar minha inscrição no prêmio/concurso. Na esquina da Helvétia com a Barão de Limeira vi um motoqueiro no chão. Vi o homem em pé ao seu lado com um celular em uma mão, na outra uma pistola. Um estalo, o estampido logo antes da esquina era um tiro. O motoqueiro não era acidentado, era baleado, porquê? Imóvel. Entreguei minhas fotos (pensando porquê?). Fui atrás de mídias digitais virgens, discos rígidos, material de trabalho. Em todas as bancas via a foto da capa do jornal, o soldado, o cessar fogo. Descobri a cara que tem um Silicon Graphics, chamam de estação de trabalho, mas não passa de um computador. Vasculhei lojas de sucata (pensando porquê?). Lojas de fotografia. Almoço. Mais sucata. Para encerrar me deixaram ver o ensaio da orquestra, Carmina Burana, o que foi aquilo? Uma alternância de passagens suaves, fortes, contraste impressionante. Em certo momentos alguns instrumentos tem a chance de tocarem sós, para toda a sala, debelando sozinhos o silêncio. É verdade que um ensaio é cheio de pausas, por outro lado você tem a chance de ouvir o mesmo trecho sendo tocado diversas vezes com pequenas diferenças aqui e ali. Bom para aprender (e eu pensando porquê?). O caminho de volta foi pelas mesmas ruas das lojas de sucata, que nesse horário tinham mudado, o contraste tão intenso da peça clássica agora parecia bem pequeno. Esse contraste, da Rua do Triunfo depois das 20h, talvez seja o porquê. Um deles.

Buscas pela internet

O WordPress tem estatísticas muito completas de tudo que ocorre em termos de visita ao seu blog, o que é muito bacana. Você fica sabendo o que procuravam as pessoas através do Google que chegaram ao seu site. Veja agora o penúltimo item desse trecho da lista das estatísticas da semana passada.

Fiquei confuso, como essa busca poderia ter dado um hit ao meu blog? Fui ao Google e fiz a mesma busca que essa pessoa fez. Lá trás, falei do Botequim do Hugo, descrevi alguns dos slides que o Hugo colecionava e projetava (entre os quais haviam uns dois ou três com esse assunto descrito acima, ao lado de paisagens da Dinamarca, barcos em alta velocidade, protestos das Diretas Já). Na busca do Google, isso aparece na primeira página! Deve causar um certa frustação chegar lá e não encontrar foto nenhuma.