






Um sono, uma viagem.
guilhermeMaranhão • refotografia
câmeras, scanners, filmes… quebrados, obsoletos, vencidos, mofados, estragados…







Um sono, uma viagem.
O Kraftwerk abriu com Man Machine, e um maluco atrás de mim gritou: quem não tomou doce, sobrou! Interessante como o Kraftwerk trabalha as sombras dos seus quatro integrantes de diversas maneiras no show. O próprio clipe linkado aqui é aberto dessa maneira. Aqui em Sampa, luzes estroboscópicas projetavam as sobras deles numa tela branca de diversos ângulos, sequencialmente, fotografias! Ou até fotogramas! Animados, de objetos quase estáticos.
Já a penúltima do radiohead foi Where I End And You Begin (se eu não estiver enganado, é claro), fiz uma foto da luz das centenas de LCDs brilhando na frente do palco.

Uma linha azul de imagens sendo capturadas, gigas e gigas de arquivos digitais sendo criados a cada minuto. Para onde foi tudo isso? Fotos? Vídeos? Onde vê-los? No site do próprio Radiohead vi outras fotos: os pinholes do Jonny, mais aqui, e uns registros do dia-a-dia da turnê.
CP em clima de despedida. Hoje é meu último dia aqui. Vou dar uma demonstração de como funciona o scanner para fotografar e está encerrada minha participação.

O MetaBar de terça ontem foi substituído pelo MetaBoteco.

O clima era tenso, rolou até pancadaria aqui ontem.

Muita gente de mala feita essa manhã, muitas barracas já foram embora.
Hoje foi uma dia curto para mim no CP. Aqui continua a oficina tocada pelo Glerm, Bits e Volts na Unha, na foto abaixo. Mas nada mais é muito assim aqui.

Ganhei um livro que o 2F editou com a história da Metareciclagem, o Mutirão da Gambiarra. O Mutirão da Gambiarra é um esforço colaborativo para promover a coleta, organização e análise da documentação gerada pela rede MetaReciclagem. O livro é uma apostila de 115 páginas, impressa em xerox ou laser gráfico, nada demais, o que conta ali é a história, que está impressa agora, e os textos que são imperdíveis. Alguns só estão na íntegra na web, como esse do Hernani, que dá uma idéia do que foi o projeto Metá:Fora e quais braços ele lançou por ai. Lá pelas tantas, 2F reproduz um texto do Sergio Rosa pinçado do Overmundo, sensacional, boas perguntas, boas respostas.
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A parte mais interessante até agora, do CP, é essa constatação de algumas coisas que Flusser colocou sobre o aparelho (pelo menos para mim, nas entrelinhas). Quando Flusser separa os operadores de aparelhos entre Funcionários e Fotógrafos, pensando na câmara fotográfica, e estabelece o quão escura a caixa preta pode ser para um ou para outro como a diferença que os separa em suas diferentes categorias ele me parece tocar numa questão muito importante. Aqui vieram pessoas que consideram o computador quase transparente, eles só vêem quem está no chat do lado de lá ou o soldado palestino que está tentando matá-lo em um game. E outras pessoas que fazem questão de torná-lo transparente com acrílico ao invés de metal, o que pode tornar o computador ainda mais escuro e desconhecido apesar de suas cores vivas. Por outro lado o pessoal do desenvolvimento parece conhecer a fundo os meandros das máquinas. Alguns se perdem em seu caminho exigindo que o mundo inteiro avance em tandem com a tecnologia, desculpa, isso é inviável! Cada um de nós tem as suas prioridades. Funcionários e operadores avançados vêem nos aparelhos soluções para problemas diferentes.
Essa “forçação de barra” dos desenvolvedores não é diferente da dos que defendem a inclusão digital irrestrita. Para muita gente blog, orkut, youtube simplesmente não querem dizer nada, nem nunca vão querer, é mais razoável e humano deixar as pessoas viverem as suas vidas. Mas isso é só a minha opinião
E pensando na bola que Flusser já tinha cantado, sobre a intenção do aparelho, que é intenção programada nele pelo seu fabricante: o aparelho indústria, chego a uma conclusão que essa “forçação de barra” é exatamente o resultado do que Flusse colocou como o aparelho tentando programar o seu funcionário para melhorado infinitamente.
Nada é definitivo aqui, são só versões, 1.0, 2.0, 3.0, e esse encontro serve para gerar a necessidade da 4.0.
Lá pelas tantas ontem rolou um papo sobre como deve ter sido o primeiro CP que de fato foi no campo, um acampamento, um sítio, lá na Espanha. O pessoal que tava ali reclamou que o encontro acaba sendo muito careta e muito podado da maneira como é feito. Eu brinquei: essa é a hora em que alguém fala: eu tenho um sítio no Sul de Minas… As pessoas se entreolharam, mas houve silêncio.
O fato é que acabamos a noite, um grupo da galera do Metarec, sentados na calçada do lado de fora, curtindo uma cerveja (que é proibida aqui dentro). Blergh!

Mas ontem não foi só isso, foi um dia de falar um pouco de Flusser, de imagens para as quais são criados contextos falsos e se realmente há essa necessidade pela inclusão digital.
Primeira manhã do CP. Acordei e fiz essa foto da minha “varanda”. Sai para andar, tomar café, muita gente com a sua digital, fazendo stream de vídeo com o celular, muita gente produzindo conteúdo. E tem gente que traz conteúdo pronto, para mostrar: robôs, computadores, imagens, textos, seja lá o que for.

São 10h da manhã e tem palestra que já acabou. A programação é intensa.