Vejo fotografia em tudo

O Kraftwerk abriu com Man Machine, e um maluco atrás de mim gritou: quem não tomou doce, sobrou! Interessante como o Kraftwerk trabalha as sombras dos seus quatro integrantes de diversas maneiras no show. O próprio clipe linkado aqui é aberto dessa maneira. Aqui em Sampa, luzes estroboscópicas projetavam as sobras deles numa tela branca de diversos ângulos, sequencialmente, fotografias! Ou até fotogramas! Animados, de objetos quase estáticos.

Já a penúltima do radiohead foi Where I End And You Begin (se eu não estiver enganado, é claro), fiz uma foto da luz das centenas de LCDs brilhando na frente do palco.

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Uma linha azul de imagens sendo capturadas, gigas e gigas de arquivos digitais sendo criados a cada minuto. Para onde foi tudo isso? Fotos? Vídeos? Onde vê-los? No site do próprio Radiohead vi outras fotos: os pinholes do Jonny, mais aqui, e uns registros do dia-a-dia da turnê.

Campus Party • Metaboteco

CP em clima de despedida. Hoje é meu último dia aqui. Vou dar uma demonstração de como funciona o scanner para fotografar e está encerrada minha participação.

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O MetaBar de terça ontem foi substituído pelo MetaBoteco.

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O clima era tenso, rolou até pancadaria aqui ontem.

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Muita gente de mala feita essa manhã, muitas barracas já foram embora.

Campus Party • pensando no Flusser

Hoje foi uma dia curto para mim no CP. Aqui continua a oficina tocada pelo Glerm, Bits e Volts na Unha, na foto abaixo. Mas nada mais é muito assim aqui.

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Ganhei um livro que o 2F editou com a história da Metareciclagem, o Mutirão da Gambiarra. O Mutirão da Gambiarra é um esforço colaborativo para promover a coleta, organização e análise da documentação gerada pela rede MetaReciclagem. O livro é uma apostila de 115 páginas, impressa em xerox ou laser gráfico, nada demais, o que conta ali é a história, que está impressa agora, e os textos que são imperdíveis. Alguns só estão na íntegra na web, como esse do Hernani, que dá uma idéia do que foi o projeto Metá:Fora e quais braços ele lançou por ai. Lá pelas tantas, 2F reproduz um texto do Sergio Rosa pinçado do Overmundo, sensacional, boas perguntas, boas respostas.

A parte mais interessante até agora, do CP, é essa constatação de algumas coisas que Flusser colocou sobre o aparelho (pelo menos para mim, nas entrelinhas). Quando Flusser separa os operadores de aparelhos entre Funcionários e Fotógrafos, pensando na câmara fotográfica, e estabelece o quão escura a caixa preta pode ser para um ou para outro como a diferença que os separa em suas diferentes categorias ele me parece tocar numa questão muito importante. Aqui vieram pessoas que consideram o computador quase transparente, eles só vêem quem está no chat do lado de lá ou o soldado palestino que está tentando matá-lo em um game. E outras pessoas que fazem questão de torná-lo transparente com acrílico ao invés de metal, o que pode tornar o computador ainda mais escuro e desconhecido apesar de suas cores vivas. Por outro lado o pessoal do desenvolvimento parece conhecer a fundo os meandros das máquinas. Alguns se perdem em seu caminho exigindo que o mundo inteiro avance em tandem com a tecnologia, desculpa, isso é inviável! Cada um de nós tem as suas prioridades. Funcionários e operadores avançados vêem nos aparelhos soluções para problemas diferentes.

Essa “forçação de barra” dos desenvolvedores não é diferente da dos que defendem a inclusão digital irrestrita. Para muita gente blog, orkut, youtube simplesmente não querem dizer nada, nem nunca vão querer, é mais razoável e humano deixar as pessoas viverem as suas vidas. Mas isso é só a minha opinião

E pensando na bola que Flusser já tinha cantado, sobre a intenção do aparelho, que é intenção programada nele pelo seu fabricante: o aparelho indústria, chego a uma conclusão que essa “forçação de barra” é exatamente o resultado do que Flusse colocou como o aparelho tentando programar o seu funcionário para melhorado infinitamente.

Nada é definitivo aqui, são só versões, 1.0, 2.0, 3.0, e esse encontro serve para gerar a necessidade da 4.0.

Campus Party • Metaboteco

Lá pelas tantas ontem rolou um papo sobre como deve ter sido o primeiro CP que de fato foi no campo, um acampamento, um sítio, lá na Espanha. O pessoal que tava ali reclamou que o encontro acaba sendo muito careta e muito podado da maneira como é feito. Eu brinquei: essa é a hora em que alguém fala: eu tenho um sítio no Sul de Minas… As pessoas se entreolharam, mas houve silêncio.

O fato é que acabamos a noite, um grupo da galera do Metarec, sentados na calçada do lado de fora, curtindo uma cerveja (que é proibida aqui dentro). Blergh!

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Mas ontem não foi só isso, foi um dia de falar um pouco de Flusser, de imagens para as quais são criados contextos falsos e se realmente há essa necessidade pela inclusão digital.

Campus Party • acampado

Primeira manhã do CP. Acordei e fiz essa foto da minha “varanda”. Sai para andar, tomar café, muita gente com a sua digital, fazendo stream de vídeo com o celular, muita gente produzindo conteúdo. E tem gente que traz conteúdo pronto, para mostrar: robôs, computadores, imagens, textos, seja lá o que for.

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São 10h da manhã e tem palestra que já acabou. A programação é intensa.

Campus Party • Planejamento

Tá na hora de começar a pensar no que vai para o Campus Party: laptop que só liga na tomada (quem sabe com uns adesivos bonitinhos para aparecer em público), um HD externo para backups (com uma etiqueta bem grande com o meu nome), cabos de força e firewire, câmara 6×6, câmara 5×7″, filmes diversos (pb e cor), saco preto para trocá-los, nível de bolha para por a câmara no prumo, cabo disparador, lupa para fazer o foco, kit limpeza de lentes, câmara scanner (duas) e seus cabos e bateria, ferro de solda e outras ferramentas prevendo o pior, dinheiro para um salgado aqui e ali, tripé, carregador de celular, caderno de notas, umas fotos para mostrar aqui e ali…