
Para não deixar a semana passar em brancas nuvens…
guilhermeMaranhão • refotografia
câmeras, scanners, filmes… quebrados, obsoletos, vencidos, mofados, estragados…

Para não deixar a semana passar em brancas nuvens…
Um figura chamado Tarja Trygg colocou no ar um site chamado Solargraphy.
Vale a pena olhar a galeria e ver se interessa ajudar o caro Tarja, como um voluntário, na sua empreitada.
Bom, se não for por isso, vale a pena porque as imagens e as informações do site são simplesmente incríveis!
Segure o fôlego e clique no link. Esse trabalho mexe com as bases da fotografia e questiona algumas das crenças mais simples que temos, como faz também o trabalho de Michael Wesely.
Laforet disse tudo “o 6400 é o novo 1600, talvez até o novo 800”, com a tranquilidade de quem diz que o cinza é o novo branco.
A nova câmara Canon 1D Mark IV de 16MP, como a Nikon D3s de 12MP, ambas ainda em pré-produção vão levar o ISO até a marca dos 102.400.
Laforet colocou online um filme produzido em ISO 6400, para testar a Mark IV, continuação do vídeo que ele produziu com a 5D MkII logo que ela apareceu. Gralbraith também fala da câmara. E o Digital Photography Review já deu a notícia.
O site da Canon tem algumas imagens, samples, mas nada feito em 102.400, que era justamente o que eu gostaria de ver. No mais, imagino que de agora em diante nem adianta se esconder no escuro.
Rumo a Paraty, na mala:
-laptop
-boneco do livro Ruídos, Interferências e o Acaso
-galochas e capa de chuva
Na estrada para Barreirinhas. Um poço de água escura, quatro meninos brincam. Nus. As casas têm massa corrida e tinta só na face que dá para a estrada. O chão virando areia ao longo da estrada. Poucas flores, folhas ainda verdes da chuva que passou, mas há nuvens. Ao longo do dia elas aumentam, depois somem. Casas de pau a pique. Alagados. Buritizais. Cavalinhos. Uma senhora de blusa azul lava uma roupa amarela numa dessas lagoinhas. O fio de eletricidade beira a estrada. Nas casas cadeiras de plástico de frente para televisores. Uma cerca. Uma paineira ainda com folhas e sem frutos. Uma parabólica. O verde e a areia. O povoado de Jaburú (sic). Mandioca brava. Guaraná Jesus. Caninha do Engenho. Quebra-molas. A cerca da casa é o varal. As cores não combinam. O Sol dá brilho a tudo. A ondulação da estrada obriga a ir pela contramão. Vaquinha magrinhas. Cactus. Um riozinho e mais roupa sendo lavada. Dois cavalos. Pequenas flores vermelhas no meio de arbustos. Algodão aqui e ali (afinal um dia boa parte do Maranhão foi plantada com ele).

Mais adiante chegamos a Caburé. A voadeira nos leva até a ponta da areia (onde o Rio Preguiças encontra o Oceano Atlântico). Desço do barco, meu pé encontra algo duro. Um peixe madeira. Um chaveiro de um quarto de pousada. Ninguém sabia dizer qual pousada. Ficou na minha bolsa e voltou comigo.
Não deu. Cheguei no Pompéia às 7h20 e a fila para a inscrição da oficina de Daguerreotipia que rolava às 13h00 já tinha mais pessoas que vagas. Faltou força de vontade da minha parte para chegar mais cedo. Uma pena para mim, uma super vitória para a Wicca! Parabéns!