PFU DL2400 pro

Uma questão de escala. Finalmente, com ajuda de um francês boa praça, consegui fazer meu scanner novo funcionar. Para ilustrar o tamanho da criatura fiz uma foto dele junto com o que eu achava ser um scanner grande, um Umax 1220S. Para dar escala coloquei uma Nikon FM2 no meio. O Lynx A3 tem 25Kg e a julgar pelas marcas nele todo, ele foi jogado para lá e para cá no galpão das sucatas, impressionante como o vidro não quebrou e ele continua funcionando normalmente.

A comparação

PowerMacs obsoletos

Tava lendo o comentário do Malva sobre leite, 50mm com fungo e etc, pensando em como está sendo difícil achar um novo lar para dois computadores dos quais quero me desfazer. Hoje coloquei o segundo post num forum de macintosheiros, são dois PowerMacs 8500 (sem HD nem CD) mas em plena forma. O fato é que em virtude das doações que recebi há duas semanas atrás comecei a rever o entulhamento do meu ateliê. Consegui que levassem um PowerMac 8600 hoje pela manhã, mas esses dois ainda não rolaram. Vai ver que é o calor ou a baixa umidade. Às vezes acho que só uns com parafusos a menos para ir atrás de certos lixos.

Nada a perder

Meu primo Claudio que adora uma aventura sempre aparece com um desafio para mim. Da última vez eram 2 lentes problemáticas. A 28-90 havia caído no chão, o foco não girava. Lente de plástico é um negócio complicado. Consegui desmontar e montar de novo, ficaram pedacinhos de plástico preto pela mesa toda, mas a lente funcionou. A 80-200 de plástico também estava dura, mas era o sal na rosca do foco (a lente deu um mergulho no mar), tive que encontrar um espaço para jogar graxa na rosca e com movimentos suaves fui fazendo a lente voltar a mexer. A sujeira que havia em um dos elementos ficou lá, impossível desmontar sem quebrar.
De outra vez foi uma Canon Rebel. A câmara também deu um mergulho, ou o caiaque virou, já não lembro, mas era água doce. A câmara até ligava, mas de repente parava no meio do rolo de filme. Estranho. Usei um método secreto: a câmara ficou uma semana toda sobre o mármore da janela do ateliê pegando sol. Secou mesmo! E funciona impecavelmente até hoje.

Dentro de um PowerMac 8500

Limpo, lembro que foi o que me veio a mente no momento em que vi esse PowerMac 8500 pela primeira vez (pensei nos meus “sucatões” sujos e faltando pedaços do acabamento externo). Mas o 8500 não ligou de primeira, nem soou o apito tradicional, talvez uma memória mal encaixada. Tive que abrir o gabinete do computador, que diga-se de passagem é dos mais chatos. No entanto, a razão pela qual ele não ligou logo ficou aparente. Nos slots a poeira provoca pequenos curtos e não há computador que ligue. Tudo porque o computador em si age como filtro de ar quando está ligando com suas ventoinhas funcionando. Um pincel macio, uma tosse da minha parte, e tudo estava funcionando de novo.

Polaroid Palette

E nada. Descolei um Polaroid Digital Palette no centro da cidade. Uma impressora de slides, diriam alguns. Veio de um jeito todo empoeirado, suja que só. Abri a traseira da câmera e (ao lado de um adesivo que diz: CAUTION Do not touch the shutter) jazia um obturador todo amassado. Coloquei as palhetas no lugar. Liguei um computador velho. O tal Digital Palette é um misto de periférico SCSI com monitor, voltagens altas, fiquei com medo dele fritar um computador bom. Conectei o bicho e liguei a força, uma luz verde acendeu e me trouxe esperança. Instalei drivers que achei na internet depois de fuçar horas. Liguei o Photoshop, cliquei em exportar, veio a interface do programa, uma barra de progresso se deslocou de um lado para outro, como se algo estivesse acontecendo no mundo real, mas nem um som, nem um movimento. E nada. Mentira: a luz verde passou a piscar, a esperança se foi.