ISPR

O décimo primeiro post desse blog era sobre um pequeno livro. Um livro inspirado em alguns relatórios chamados de Improper Shipment Procedure Records.

Naquela época eu procurava uma impressora laser meio baleada para voltar a fazer esses trabalhos. Fiz esses livros enquanto fotografava peças metálicas que chegavam enferrujadas em uma fábrica. Cada foto mostra um defeito. O livro virou ISPR.

Encontrando caminhos com o Silverfast e o PFU

Falei antes aqui do scanner PFU 2400D, ou Lynx A3, que eu achei no meio da sucata, no centro da cidade. E falei também do francês bacana que me mandou o CD de instalação do software original pelo correio.

O software é uma versão antiga de um programa de escaneamento chamado Silverfast. A PFU nunca chegou a desenvolver uma interface própria para seu scanner, prefiriu usar um programa pronto de muito boa qualidade. Esse programa é vendido pelo fabricante de maneira avulsa também, ou seja, para ser usado com outros scanners, um detalhe é que o fabricante embute os drivers do scanner em questão dentro do software, tornando-o unica e exclusivamente compatível com determinado modelo de scanner. Ou seja, não bastava simplesmente achar uma cópia do Silverfast, tinha que ser a que funciona com os scanners da marca PFU.

Posto tudo isso, o Silverfast é um programa incrível, com requintes espetaculares muitos dos quais funcionam com meu scanner que também é cheio de recursos realmente úteis. Por exemplo, o Silverfast consegue controlar o autofocus do scanner, ativando-o quando necessário ou permitindo o foco manual, o que é bem útil para escanear negativos sem que eles estejam diretamente colocados no vidro do scanner. O programa também oferece um controle que encontra tanto o ponto mais claro na imagem como a sombra mais profunda, põe esses pontos nas pontas do histograma e isso tudo sem causar brechas no desenho do histograma, que poderiam causar posterização da imagem.