Polaroid Palette

E nada. Descolei um Polaroid Digital Palette no centro da cidade. Uma impressora de slides, diriam alguns. Veio de um jeito todo empoeirado, suja que só. Abri a traseira da câmera e (ao lado de um adesivo que diz: CAUTION Do not touch the shutter) jazia um obturador todo amassado. Coloquei as palhetas no lugar. Liguei um computador velho. O tal Digital Palette é um misto de periférico SCSI com monitor, voltagens altas, fiquei com medo dele fritar um computador bom. Conectei o bicho e liguei a força, uma luz verde acendeu e me trouxe esperança. Instalei drivers que achei na internet depois de fuçar horas. Liguei o Photoshop, cliquei em exportar, veio a interface do programa, uma barra de progresso se deslocou de um lado para outro, como se algo estivesse acontecendo no mundo real, mas nem um som, nem um movimento. E nada. Mentira: a luz verde passou a piscar, a esperança se foi.

Consegui uma saída inesperada para o posicionamento da lente dentro do scanner e rolou a aproximação necessária, apanhei um pouco para focar, mas rolou também. A imagem final ficou em 5056×5056 pixels. Ainda não há uma calibração decente de cor e rola um batimento violento que talvez nunca tenha solução. Escaneei um retrato que fiz da Tia Márcia.

Comecei a minha tentativa de transformar um scanner HP2200C em um scanner para negativos de médio formato. Havia conseguido dois exemplares recentemente lá no centro da cidade, desmontei os dois e fiz testes iniciais, pelo menos um funcionava.
Deixei as carcaças sobre a mesa durante um tempo e sempre que podia sentava e observava.
Hoje retirei de um outro scanner, um Boedler, algumas engrenagens. Isso faz parte de uma das modificações: diminuir o curso do carro do scanner, ou seja, fazer ele se mexer menos. As engrenages foram parar intercaladas entre o motor do scanner e a correia que move o carro.
Uma outra modificação é diminuir o ângulo de visão da lente do CCD, gerando mais densidade de resolução. Para isso estou estudando a remoção de alguns espelhos e a utilização de ângulos alternativos para que o CCD possa “enxergar” o negativo por um caminho mais curto (vê-lo mais de perto).
É importante tentar manter o encurtamento do curso e a diminuição do ângulo de visão proporcionais. E é bem provável que após cada escaneamento seja necessário ajustar as proporções da imagem (por exemplo, se um negativo quadrado aparecer retangular digitalmente).
Será uma questão colocar a lente em foco sem as ferramentas apropriadas.

A Atek tem uma qualidade impressionante. Eles vendem qualquer peça para os flashes e tripés deles. Isso abre um leque de possibilidades. Essa semana eu estava vendo duas panelas para Photofloods que eu tinha aqui guardadas. Os encaixes para tripé de iluminação delas não eram padrão e não serviam direito nos tripés que eu possuo. Eu usava garras para prendem as lâmpadas no tripé enquanto usava, o que não é nada legal.
Na Atek eu adquiri um par de adaptadores com dobradiça, dos que eles instalam nos flashes que eles fazem. Aparafusei os adaptadores direto nas panelas e pronto, as panelas agora ficam seguras no lugar e eu posso direcionar a luz sem me preocupar se vai tudo cair no chão ou não.
Mas o leitor não deve se preocupar, eu não vou gastar fortunas comprando lâmpadas Photoflood. Só ativei essas panelas porque eu ganhei um saco cheio delas (lâmpadas), e sim, testei a maioria, estão novas.

Mudando de assunto: a instalação do Rio Branco na Millan Antonio é interessante. Confesso que fiquei com vontade de desmontar aquela instalação e usar a maioria das coisas que ali estão. Tecnologia é assim, as coisas vão para o lixo não porque não servem mais, mas porque outras servem melhor.