Depois do último post localizei uma imagem de como era o lab em 1998 logo que acabei de montá-lo com madeira reciclada de embalagens de autopeças.

É, eu tinha cabelo… Logo descobri que a caixa de som fazia o ampliador vibrar, mudei ela de lugar.
câmeras, scanners, filmes… quebrados, obsoletos, vencidos, mofados, estragados…
Depois do último post localizei uma imagem de como era o lab em 1998 logo que acabei de montá-lo com madeira reciclada de embalagens de autopeças.

É, eu tinha cabelo… Logo descobri que a caixa de som fazia o ampliador vibrar, mudei ela de lugar.
Esse vídeo eu fiz em 2012. Esqueci dele. Fiz o upload no Vimeo em 2014. Esqueci dele novamente. Está um pouco datado, mas conta coisas interessantes do lab, inclusive detalhes que não existem mais.
Tenho o lab nesse local desde 1998, muita coisa mudou.
Desde o ano 2000 que eu tenho feito umas fotos grandes, começando pela série Plural. Sempre foi uma grande dificuldade abrir as fotos para vê-las por inteiro, que dirá tomar a distância necessária para olhar com calma como ficou a estrutura das montagens.
Essa primeira imagem é uma tentativa ainda em 2000 de abrir a primeira Plural, com 1×9 metros de tamanho. Não foi possível ver ela inteira mesmo com a ajuda da Faró, Gabi e Percília.

Anos depois, em 2005 o Tadeu Chiarelli me convidou para uma leitura de portfolio lá no MAM, eu levei toda a série de Plural que está pronta na época (6 imagens) e abri as imagens no piso do museu numa segunda-feira tranquila. De quebra subi numa escada e fiz essa foto abaixo registrando o “evento”. Foi a última vez que vi essas fotos abertas e nem foi de frente.

Detalhe de um chassi de filme 8×20″ da segunda leva. Ainda falta todas as camadas da tampa (darkslide). Vou experimentar um light trap de feltro preto dessa vez (ao invés do de metal que eu fiz no protótipo). O darkslide vai escorregar por cima do feltro, eventualmente quando o darkslide for removido o feltro impedirá que a luz entre.

A MegaVision é um fabricante pioneiro de backs digitais, sendo o primeiro a oferecer um back digital para venda ao consumidor. Esse aqui é um S-2 de 1996 com um CCD de 31x31cm com 4MP e pixels de 15µ (uau).

O filtro IR-cut desandou e ficou todo irregular impossibilitando fotografar com foco.

Achei uns vidros de 0.5mm guardados desde a pré-história e consegui (sem me cortar, nem arranhar o vidro) cortar um pedaço de tamanho idêntico ao original.

Usei uma cola de silicone bem comum para colocar o novo vidro no lugar e fazer uns testes. O sensor tem umas duas manchinhas que ele adquiriu de 1996 para cá, mas vamos ver no que dá. O software não foi tão difícil, depois que eu descobri uma página escondida no site do fabricante com os arquivos para instalar esse back num Mac OS9: http://mega-vision.com/tech/downloads/ (o site do fabricante omite o s no final de downloads e os links não funcionam, demorei uma semana para sacar de onde era o problema).
Já foi em outro post aqui eu falei sobre o valores dos scanners na década de 1990 e como ele acabaram indo para sucata logo depois por conta do fim da interface SCSI nos computadores novos. Backs digitais no início dos anos 2000 eram bem caros, 12 mil dólares era o preço de um back econômico como o DCS Pro Back da fotografia abaixo. E não era só isso o investimento, por vezes um computador específico era necessário para operar o back e interpretar suas imagens.

Mas chega uma hora que mesmo com uma qualidade de imagem ainda alta, 16 MP e pixels grandes, o back perde tanto valor e utilidade que ele vai pro lixo mesmo. A Horseman chegou a criar uma câmera mais ágil para que as pessoas pudessem acoplar a seus backs mais antigos e dar uma sobrevida a eles com objetivas mais interessantes, mas até essa câmera foi descontinuada (uma pena).
Como aproveitar esses sensores maravilhosos (que foram feitos às centenas, nem aos milhares, nem aos milhões)?