Comecei a minha tentativa de transformar um scanner HP2200C em um scanner para negativos de médio formato. Havia conseguido dois exemplares recentemente lá no centro da cidade, desmontei os dois e fiz testes iniciais, pelo menos um funcionava.
Deixei as carcaças sobre a mesa durante um tempo e sempre que podia sentava e observava.
Hoje retirei de um outro scanner, um Boedler, algumas engrenagens. Isso faz parte de uma das modificações: diminuir o curso do carro do scanner, ou seja, fazer ele se mexer menos. As engrenages foram parar intercaladas entre o motor do scanner e a correia que move o carro.
Uma outra modificação é diminuir o ângulo de visão da lente do CCD, gerando mais densidade de resolução. Para isso estou estudando a remoção de alguns espelhos e a utilização de ângulos alternativos para que o CCD possa “enxergar” o negativo por um caminho mais curto (vê-lo mais de perto).
É importante tentar manter o encurtamento do curso e a diminuição do ângulo de visão proporcionais. E é bem provável que após cada escaneamento seja necessário ajustar as proporções da imagem (por exemplo, se um negativo quadrado aparecer retangular digitalmente).
Será uma questão colocar a lente em foco sem as ferramentas apropriadas.

Daonde eu deixei no último post.
A maioria dos que tinham e usavam médio formato já compraram suas “35mm digitais”, por falta de opção ou por falta de orçamento. O que eles vão fazer agora? Será que esse mercado de “médio formato digital” vai ser tão grande assim? Será que vão conseguir dividir o mercado novamente? Será que a Canon vai deixar, abandonar o chip de 16.7 MP ou seu sucessor ainda maior? Será que quem comprou backs digitais de 10 ou 20 mil dólares há um tempo atrás acha que se deu bem e pretende continuar investindo pesado no digital? Será que a Mamiya consegue lançar a ZD algum dia, a um preço que faça os fotógrafos voltarem a ter médio formato, equivalente ao da 5D, por exemplo?

Lendo artigos da década de 90 que A.D. Coleman escreveu sobre essa revolução digital na fotografia, percebo que tanto ele, naquela época, como nós, agora, não fazemos a menor idéia do que pode estar pela frente.
No dpreview está no ar um roundup da PMA. Basicamente foram lançadas 110 câmaras digitais nessa feira e nenhuma delas trouxe alguma inovação digna de nota. Finalmente há um consenso entre os fabricantes de que a luta por mais e mais MP não leva a lugar nenhum além da falência, é uma pesquisa muito cara e tem sempre a possibilidade de alguém chegar lá antes de você.
Na Photokina de 2004 a Mamiya anunciou a ZD de 22MP, a câmara existe, está no site da B&H desde então e até hoje não tem preço certo nem é vendida por eles. O fabricante esperava vender a câmara por um preço muito alto e agora tá tudo encalhado. Os clientes da Mamiya provavelmente já compraram suas Mark II há muito tempo.
No mundo dos processadores também houve um cessar geral de pesquisas e hoje se pensa mais em juntar dois processadores do que desenvolver um melhor. Assim é a Mark III da Canon, com dois processadores DIGIC III, no lugar do que deveria ser um DIGIC IV que não existe ainda e talvez nunca venha a existir.
A Mark III com apenas 10MP (ao contrário da antecessora com 16MP) leva a crer que essa resolução é o suficiente para uma “35mm digital” e que resoluções maiores ficaram a cargo de “médio formato digitais”. Seria esse o consenso?

A Atek tem uma qualidade impressionante. Eles vendem qualquer peça para os flashes e tripés deles. Isso abre um leque de possibilidades. Essa semana eu estava vendo duas panelas para Photofloods que eu tinha aqui guardadas. Os encaixes para tripé de iluminação delas não eram padrão e não serviam direito nos tripés que eu possuo. Eu usava garras para prendem as lâmpadas no tripé enquanto usava, o que não é nada legal.
Na Atek eu adquiri um par de adaptadores com dobradiça, dos que eles instalam nos flashes que eles fazem. Aparafusei os adaptadores direto nas panelas e pronto, as panelas agora ficam seguras no lugar e eu posso direcionar a luz sem me preocupar se vai tudo cair no chão ou não.
Mas o leitor não deve se preocupar, eu não vou gastar fortunas comprando lâmpadas Photoflood. Só ativei essas panelas porque eu ganhei um saco cheio delas (lâmpadas), e sim, testei a maioria, estão novas.

Mudando de assunto: a instalação do Rio Branco na Millan Antonio é interessante. Confesso que fiquei com vontade de desmontar aquela instalação e usar a maioria das coisas que ali estão. Tecnologia é assim, as coisas vão para o lixo não porque não servem mais, mas porque outras servem melhor.

Uma amiga cobrou imagens explicativas na última coluna. Um amigo me chamou de Zé Arame. Alguma repercussão. Vou tentar bolar uma saída para ter mais imagens, talvez aqui, para explicar coisas mais técnicas nas colunas. Também prometo continuar mexendo com arame e similares.
Levei os dois monitores (os que causaram meu repente de raiva do último post) para uma loja no centro, um presente para um técnico em Macs. Assim, quem sabe, eles têm um fim melhor.

Monitor de computador já é outra história. O coisinha chata que dá nos nervos quando não quer ceder e funcionar direito.
Um amigo me arranjou uma tecla de espaço que fazia falta num teclado desses que apareceu por aqui, cola quente nele. Um outro me mandou um tripé de iluminação com uma perna solta, algumas marteladas e tudo bem. Uma sombrinha precisando umas costuras. Um terceiro amigo me mandou um Gitzo baleadésimo, essse deu trabalho, mas passou.
E a vontade de martelar um monitor desses? Raiva!