Mais um copy and paste:

“Na época da invenção do daguerreótipo a exposição à luz era exageradamente longa e a cada mês ou mesmo semana avanços nas pesquisas tornavam possíveis exposições cada vez mais curtas. Nos anúncios dos comerciantes da fotografia esse tempo de exposição (cada vez mais curto) figurava sempre em destaque. Assim se media o avanço da técnica. Hoje é o megapixel que mede o avanço tecnológico da fotografia. E de lá para cá a história se repetiu exaustivamente. Não é difícil se imaginar a queda de preços que cavaletes e pincéis sofreram na década de 1840.”

Um G3 transmutado em G4 adentrou o atelier, fruto de uma troca feita com um laptop antigo que usava um sistema operacional muito datado, até para mim. Descobri que a ajuda dos foruns eletrônicos norte-americanos sobre informática é inestimável. O dito computador pulou de um score de 566 para um de 1071, no MacBench 5.0, e eu nem sabia o que poderia ser MacBench. O scanner da Polaroid está rápido e certeiro, tiff após tiff.

Os dois primeiros filmes da nova Leica foram um sucesso, foco e exposição correto, o que mais pode se querer de uma câmara. A lente do Dr. Raulino encontrou um lugarzinho onde será aproveitada.

Ainda tomado pelos computadores, descobri um site também certeiro: http://www.threemacs.com/ sobre networking com Macintoshes. Cheio de dicas para quem ainda não se desvencilhou dos beges mais antigos.

E ai, você também se pergunta quem é Sandra Alves?

Tem dias em que muita coisa dá errado. E mexendo com coisas velhas e computadores enferrujados, esse dias são cada vez mais frequentes. Ontem foi um desses dias, em que tudo pifou, saiu até fumaça de um micro, um fio derreteu, um resistor virou vapor. O ferro de solda saiu da caixa de ferramentas mas não foi capaz de consertar nada por aqui. Só trouxe mais cheiro ruim.
Quando finalmente relaxei, me sentei para escanear uns slides. Dai a revolta tomou conta do Performa e o monitor se recusou a calibrar, travou, apagou e foi embora. Não voltou mais, nem ligou de novo, não quer mais mostrar nada.
O G3 ficou instável com a memória que eu adicionei a ele, tive que tirar fora. E tudo voltou a ser como a alguns dias atrás. Engraçado.

O melhor desse fim-de-ano repleto de bad computer days é que a Leica do meu bisavô voltou do conserto. O Celso fez ela voltar a funcionar. E agora estou fotografando de novo com ela. E isso é ótimo.

Mais um copy-paste:

Não me incomoda a tecnologia em si, me incomoda o fato dela não conseguir conviver em harmonia com o talento e o conhecimento individuais de cada fotógrafo. Isso fica evidente dadas as circunstâncias em que o marketing utilizado pela indústria fotográfica insere a tecnologia, como solução única, na cultura fotográfica. O resultado disso pode ser constatado pela existência de fotógrafos que medem a imagem pela câmara que foi usada para fazê-la e não pelos atributos da imagem em si, dentre eles: processamento, grão, ruído, montagem, manipulação, composição, matéria, suporte, tamanho, referente, resolução, formato, momento, dificuldade, luz, foco, profundidade de campo, bidimensionalidade, perspectiva, reprodutibilidade, degradação, acaso, intencionalidade, intervenção, gradação de tons e contraste.

Só um rápido copy-paste antes de dormir. Enquanto eu pesquiso como instalar USB 2.0 no G3.

O bricoleur de Levi-Strauss precisa fazer um inventário das suas possibilidades, ele é um handyman. E trabalha com o que está à mão. Seu estoque são as possibilidades que ainda restam às coisas de que dispõe. Os universos de imagens dos aparelhos que rodeiam um fotógrafo que lida com o lixo estão desfalcados, os aparelhos não estão mais completos. Um aparelho não é só a câmara fotográfica. Cada tipo de câmara depende de um conjunto de coisas para funcionar. Um sistema, o filme que serve na câmara, o laboratório que revela aquele filme, e tudo mais, até o papel para ampliar aquela fotografia. A câmara pode até ainda existir, mas e o filme específico dela? O universo de imagens que essa câmara pode oferecer a seu operador fica restrito, é necessário reprogramá-la talvez (dai a necessidade de um bricoleur com um “q” de programmeur).

A Carla me diz que na D1X a velocidade de sincro podia ser superada tremendamente, chegando a ser possível usar o flash em 1/1250. Cheio de possibilidades.
Nessa última semana li sobre coisas muito específicas relacionadas ao conserto de Macs. Chip CUDA, bateria PRAM, naveguei num site francês que explica como usar uma fonte ATX em substituição a de um Mac 6400. Ainda não restabeleci a tranquilidade na placa lógica do 6500, mas parece que a tal bateria PRAM deve resolver tudo.
Esses são os lugares onde o Google pode nos levar. Só depende da habilidade de encontrar palavras boas o suficiente para achar certas coisas e ótimas para afastar outros assuntos.
E assim caio no assunto da lexicografia. Visitei o departamento de mesmo nome na ABL, no Rio. Me fez lembrar de um papo com a minha vó. Fui pesquisar e descobri que o vocabulário de Shakespeare tinha 29.000 palavras. Nada mal para alguém que viveu na época em que ele viveu e que não era um nobre. Há controvérsias.