a conversa finalmente rolou. com o luish, fomos ao atelier olhar umas coisas e falar, de flusser, do programa, e de softwares. o programa. luish contou de produção de filmes através da vetorização de imagens de vídeo. eu falei de iluminar uma cena com a luz (LED) infravermelho de um controle remoto. a discussão voltava sempre ao programa. hoje olho a minha 10D como um sensor CMOS preso a um palm dedicado. nada mais, só isso.
olho para o dauphin e imagino prendê-lo a um CCD também, e imagino também tudo que deveria aprender para conseguir programar esse conjunto.
a grande questão, em torno dos programas, que veio à tona várias e várias vezes hoje é como e o que aprender para programar. para ser capaz de desmembrar o firmware da DC50, para acionar a Polaroid 320 pelo cabo serial… etc.
a reciclagem desse lixo cibernético que eu já acumulo exige mais estudo. a experiência com os scanners para criar fotos digitais de fenda foi interessante, mas foi superficial até demais. agora, o desafio é entrar no mundo da eletrônica e no da programação.
Autor: Guilherme Maranhão
andei tentando me informar sobre o FILE que se aproxima, é no fim de outubro. queria levar o trabalho do CCD linear, para o simpósio.
fui no ano passado e curti o que vi, dos trabalhos apresentados lá. um ambiente interessante, idéias, intenções e sucitações.
verbo sucitar (escreve assim?). me lembra a expressão inventada pelo prof. “sucita angústia e causa mal estar”.
mais doações esse mês, talvez.
andei meio de cama, e por isso o sumiço.
hoje volto e trago boas novas, mas ainda estão no bolso.
tem dias que somos abençoados com acontecimentos que reforçam a confiança que a gente tem de não está fazendo cagadas tão grandes assim. essa foi uma semana desses acontecimentos, um atrás do outro.
com relação ao lixo, e aos assuntos que trato aqui nesse espaço, dois acontecimentos fundamentais: a chamada para a exposição do prêmio porto seguro e a aquisição de duas imagens pelo museu de arte moderna de são paulo. na verdade, para quem mora em são paulo, e ouviu aquele foguetório ontem à noite, isso era eu comemorando a confirmação pelo e-mail que chegou do MAM.
nessas horas tenho a certeza de que ainda não me perdi, e me foquei demais no lixo e nas apropriações, ainda ando em uma direção, parece.
agora, sobre o livro do Duchamp. pegou o breu. mas o tal do thomas, o biógrafo, bem que quis dar uma enrolada duchampiana no prefácio… safado o carinha!
e tem as pastas com as fotos das coisas que nunca tiveram um texto associado a elas: a reforma do ampliador Narita, o trampo de fazer lensboards com massa plástica, entre outros.
vi o livro do Brassai novo, saiu em abril, ele fala de Proust.
exercício de memória, os artigos:
-anos 70 – sobre materiais fotográficos dos anos 70, dai o nome, como Ektachrome 160T 35mm e Plus-X 5×7″.
-atalhos digitais e analógicos – sobre coisas que li em Monforte e Troop, pequenas notas sobre a utlidade do sal de cozinha no quarto escuro e sobre as possibilidades de dissolver a imagem feita em impressora laser.
-materiais de artes gráficas – um pequeno relato do quanto esses materiais que consegui do Sr. Seara em London, Ontário, foram úteis no processo de renovação do trabalho sobre Osasco.
-juntando lixo – inicialmente chamado Sobre o Tempo, esse artigo conta como esperar o tempo certo pode fazer diferença no aproveitamento de coisas. como duas câmaras 4×5″ e mais uns pedaços avulsos viraram três!
-grandes formatos – correndo para o chuveiro com uma cópia enorme em papel colorido, lavar cópia de 1.3×1.6 metros não é nada fácil, principalmente numa residência…
-revelador cor – experimentos sobre um pequeno kit de revelação c-41, e como estiquei a capacidade dele.
-reforma do Durst 605 – conta o desafio de encontrar e produzir as peças necessárias para fazer o tal ampliador funcionar por 85 reais.
-secadora de papel – um pequeno guia de materiais simples e de fácil acesso para construir rapidamente uma secadora de papel fibra.
-foto montagens – um relato do processo de produção das séries de Cadeiras e das Plurais.
-ccd linear – bom, tem esse que eu cheguei a preparar, mas nunca foi utilizado, sobre o lance de criar os scanners para construir câmaras de ccd linear.
ainda me ronda a cabeça a tal conceito da imagem feita através do software. o software pode recriar o equipamento analógico, será?
isso me faz pensar em Flusser, como sempre. Flusser dizia que a câmara fotográfica era já em si um pensamento, um software, o tal programa. a câmara digital por sua vez assume isso com mais clareza. o software está mais claro como o elemento que interage com o referente (ou os photons por ele emitidos) para a criação da imagem.
mas então, quando poderemos reprogramar as nossas 10Ds e D100s? e partir para uma maneira nova de fotografar com essas câmaras? o programa da câmara, ou o programa do Flusser, será dominado por nós um dia?
quão ruim é a cor de uma imagem produzida por uma câmara de 6MP sem o tal filtro AA? poderemos arrancar essa merda desse filtro de anti-aliasing que borra todas as nossas imagens e sermos felizes? e dai aproveitar e fazer umas imagens em infravermelho bem legais?