Rio Grande do Sul

Seis horas de carro entre POA e São Miguel das Missoes. Planalto. Dois campos de milho recém colhido metade já tem soja brotando, o que dá um verde e amarelo divertido para a paisagem.

RS-342, perto de Ijuí. Resolvo fazer uma lista das coisas que li ou ouvi no Sul essas dias: cangibrina, exu mal despachado, mais feio que o diabo no meio das taquareiras, chuco, gringo, brigadiano, mais feio que um paraguaio baleado, engoliu com chumbada e tudo, na beira da lomba, tachão no eixo.

De volta a POA, que os locais carinhosamente chamam de Forno Alegre. Vale a pena ver o Brique Fotográfico do Didi, uma lojinha de usados na Rua Dr. Flores.

Sentido Pirenópolis

Passa uma placa, deixo o DF e entro em Goiás. Paramos no Jerivá, talvez eu esteja enebriado pela paisagem, mas acho a coxinha páreo para a do Veloso em São Paulo.

Aqui os platôs tem todos a mesma altura e a estrada sinuosa sobe e desce os suaves vales entre eles. É o Planalto Central! A terra é avermelhada, a vegetação típica do cerrado, retorcida. Um buritizal aqui, outro ali.

Passamos Abadiânia, me contam de um curandeiro São João de Deus e de estrangeiros que vem aos baldes para vê-lo.

Enveredamos pela GO-338. Nos aproximamos de um pouco de chuva. Um tantinho de emas no campo ao lado. Uma semeadeira a pleno vapor. Vaquinhas. Um cavalinho. Uma reta enorme. O céu escurece. A estrada faz uma curva e escapamos da chuva.