Conversão Polaroid 600SE • back definitivo

Retomei a reforma/transformação da Polaroid 600SE em uma câmara para filme formato 4×5″.

Desfiz as mudanças que havia feito antes, para dessa vez adaptar um back 4×5″ proveniente de uma câmara Graflex direto na traseira Polaroid.

A adaptação anterior cortava muito da imagem, deixando com aproximadamente 3,5×4,25 polegadas.

Agora, com o back da Graflex, a adaptação dá uma imagem com 4×4,5 polegadas.

A primeira etapa do processo foi cortar boa parte da traseira da câmara. Ao contrário da minha tentativa anterior, em que eu evitei de mexer na câmara e somente alterei um back para filmes instantâneos, dessa vez eu alterei a câmara permanentemente. Usei uma furadeira para criar trilhas de perfurações e depois terminei com um serrote. O trabalho ficou bem grosso, mas isso tudo ficará escondido por baixo da massa plástica.

Fiz quatro furos nos quatro cantos do buraco que restou na traseira da câmara. Ali fiz roscas de 1/4 de polegada para colocar um parafuso em cada. A idéia é poder ajustar a posição do back 4×5″ antes de colá-lo no lugar.

Aqui o back 4×5″ ameaçado no lugar. Tive que usar um processo semelhante para recortar a estrutura do back e fazê-lo caber ao redor do visor da câmara.

Aqui um detalhe do parafuso que descrevi, sendo usado para ajustar a distância do back para a câmara. Com o vidro despolido no lugar e com a câmara sobre um tripé, usei o telêmetro da câmara para focar um objetivo brilhante. Depois fui ajustando os quatro parafusos até o foco no despolido coincidir com o do telêmetro.

Uma outra visão para mostrar quanto espaço sobrou aberto entre câmara e back.

Aqui uma visão frontal, mostrando o espaço já preenchido com massa plástica (Iberê), um dos meus materiais prediletos para criar engenhocas.

E a parte traseira também preenchida com massa plástica.Em breve algumas imagens após a pintura e a instalação dos componentes que haviam sido retirados.

Trens

Estou fazendo um pequeno ensaio sobre as vias férreas do Estado de São Paulo, prum livro que deverá ser lançado no fim desse ano.

Já estive em Jundiaí e já rodei São Paulo mesmo bastante até o momento.

Estou trabalhando no formato panorâmico, usando uma câmara 8×10″ com um pedaço de cartão que reduz o fotograma para 4×10″. Usando filmes vencidos, é claro. Como o Ektachrome acima, que já tem manchas pelas bordas. Ou o EPR abaixo, todo mofado, vencido desde 1983, que eu virei em PB.

Mas o Kodalith pancromático 2568 funcionou direitinho. Vencido desde 1979, exposto em ISO 16 (originalmente seria ISO 40) e revelado em Dektol bem diluído.

Cheirando a vinagre II

Fui adiante com a idéia de usar o filme esquisito.

Fotografei uma série de coisas com linhas retas, duplas exposições e tudo mais. Revelei tudo em DK-50 1:1, 8 minutos a 24C.

O filme já começa a secar e já está tentando se retorcer. O cheiro está ficando mais e mais forte depois que tudo saiu da geladeira.

Enrolei tudo, antes mesmo de olhar o resultado e coloquei num pote plástico para alimentos. Embrulhei isso em filme plástico, para segurar a tampa no lugar mesmo com a pressão interna crescendo. E vamos ficar de olho, ver quanto tempo leva para enrrugar tudo.

Papel Talbot vermelho

Papéis fotográficos velhos têm características interessantes e algumas dificuldades a mais no processamento, tais como véu de base e baixo contraste.

Um revelador normal, com Metol, ressalta os problemas desse tipo de material fotossensível.

Recentemente usei um papel estranho da Talbot (Uruguai) que tem base com tom vermelho.

Não sei onde vi, mas anotei uma fórmula do revelador Kodak D-64b que é a seguinte:

Sulfito de Sódio 33,8g (aprox. 5 colheres de chá)

Hidroquinona 19,2g (aprox. 2 colheres de sopa)

Carbonato de Sódio 26,9g (aprox. 2 colheres de sopa)

Brometo de Potássio 2,4g (aprox. 1/2 colher de chá)

Água para 1 litro.

A hidroquinona desse revelador não está muito protegida e ele logo se oxida. É fazer, usar e tchau. O papel Talbot levou entre 6 e 8 minutos para revelar totalmente nesse tanto de Brometo, mas o resultado foi ótimo. A diluição foi 1:1.

Algumas lições reaprendidas: a agitação inicial na revelação de papel é importantíssima, para uma cópia sem manchas, mesmo com um tempo bem longo de revelação. Vacilei numa e mesmo depois de 8 minutos a cópia ficou manchada. Outro detalhe é olhar a tira de teste sempre depois de fixada. Às vezes tenho preguiça e olho no interruptor, com esse papel a imagem muda muito em relação ao fundo ao chegar no fix.

Um opção de revelador que vai durar mais na bandeja é o Ansco 81, que tem ácido cítrico para conter ainda mais oxidação da hidroquinona. Mas note como ele é muito mais concentrado!

Sulfito de Sódio 55g

Hidroquinona 35g

Carbonato de Sódio 80g

Ácido Cítrico 5,5g

Brometo de Potássio 10g

Água para 1 litro.

Nova coifa

Duas fotos mostrando a finalização da coifa feita com gatorfoam preto para a ventilação do lab. A idéia era usar a própria veneziana da porta como entrada de ar. Numa outra parede do lab já existia um exaustor que não aparece nessas fotos. A prateleira com ganchos sobre a porta é onde prendo o tecido preto para fazer um passador, para deixar a porta aberta enquanto trabalho.