Imagens Irrecuperáveis

Essas oficinas que envolvem informática tem uma tendência óbvia de repetirem o que eu um dia chamei de “a revolta das máquinas“.

E assim eu esperava que tudo acontecesse e assim parecia estar acontecendo. A oficina era um experimento envolvendo um software de recuperação de dados, um HD lotados de imagens e outros arquivos e uma galera ávida por ver uma imagem sequer.

O pressuposto da atividade era que o software falhasse. No entanto toda vez que abríamos uma pasta contendo os arquivos recuperados pelo programa, através do File Browser do Photoshop CS, lá estavam todos os thumbnails das imagens resgatadas, impecáveis.

Nos debatemos com essa situação dois dias inteiros e nada do programa falhar. Até que hoje abrimos uma das imagens e sim! a imagem estava corrompida, mas por alguma razão absurda o CS ainda conseguia gerar um thumbnail perfeito para ela. A proposta era obter imagens corrompidas e conseguimos!

Quanto tudo que tinha que dar errado estava dando certo eu realmente fiquei chateado. Mas era um grande engano, tudo deu errado, como esperado e foi lindo.

As impressoras resgatadas do centrão voltaram à vida e conseguimos imprimir umas 4 fotos antes de estragarmos completamente o cartucho de tinta que estávamos usando.

Oficinas no Pompéia

Oficinas no Sesc Pompéia se aproximam, o link leva para os detalhes no site do Pompéia e para as inscrições que estão abertas:

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Imagens Irrecuperáveis

Essa oficina visa explorar os limites físicos das fotografias digitais. Vamos descobrir como a recuperação de dados perdidos pode alterar a formação das imagens digitais e depois vamos tentar recuperar impressoras inkjet defeituosas para gerar imagens de arquivos mal recuperados.
Duração: 3 encontros. A partir de 16 anos. 15 vagas. Orientação: Lu Arembepe e Guilherme Maranhão.
15/09, 16/09, 17/09. Terça, quarta e quinta, das 19h às 21h30.

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Fotografia com Sucata de Scanner

A proposta dessa oficina é construir e fotografar a partir de uma máquina fotográfica feita com um scanner de mesa. Serão exploradas as técnicas envolvidas para fotografar a linha de chegada de provas de atletismo, fotos panorâmicas e fotos do perímetro de objetos circulares e como medir os padrões de movimento dos objetos fotografados.
Duração: 3 encontros. A partir de 16 anos. 15 vagas. Orientação: Guilherme Maranhão.
29/09, 30/09, 01/10. Terça, quarta e quinta, das 19h às 21h30.

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Fotogramas e Quimiogramas

Essa semana começa uma nova oficina lá no Sesc Pinheiros, de Fotogramas e Quimiogramas, como no ano passado lá no Sesc Santana. A oficina faz parte de uma programação maior, que gira em torno da exposição do Geraldo de Barros que está em cartaz lá!

SESC Pinheiros
Dia(s) 14/05, 21/05
Quintas, das 13h30 às 16h30

Nessa oficina os participantes poderão criar fotogramas e quimiogramas instantâneos, com papel fotográfico, pincel e químicos apropriados. Uma oportunidade de entender a formação da imagem química na fotografia e de como modificá-la para um trabalho artístico. Com Guilherme Maranhão. Não recomendado para menores de 16 anos. 20 vagas. Inscrição no balcão da Internet Livre. Sala de Oficinas, 2º andar. Grátis.

Daguerreótipos em POA

Vai rolar um workshop de Daguerreotipia em Porto Alegre com Francisco da Costa.  A proposta  é oferecer uma imersão nesta técnica fotográfica oitocentista, permitindo que cada participante experimente o processo desde o polimento da placa de cobre até obter a imagem sobre a prata. Data: 20 a 24 de abril de 2009. Horário: das 9 às 12 horas. Quantidade de vagas: 8. Local: Casa de Cultura Mario Quintana – Porto Alegre.

Campus Party • pensando no Flusser

Hoje foi uma dia curto para mim no CP. Aqui continua a oficina tocada pelo Glerm, Bits e Volts na Unha, na foto abaixo. Mas nada mais é muito assim aqui.

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Ganhei um livro que o 2F editou com a história da Metareciclagem, o Mutirão da Gambiarra. O Mutirão da Gambiarra é um esforço colaborativo para promover a coleta, organização e análise da documentação gerada pela rede MetaReciclagem. O livro é uma apostila de 115 páginas, impressa em xerox ou laser gráfico, nada demais, o que conta ali é a história, que está impressa agora, e os textos que são imperdíveis. Alguns só estão na íntegra na web, como esse do Hernani, que dá uma idéia do que foi o projeto Metá:Fora e quais braços ele lançou por ai. Lá pelas tantas, 2F reproduz um texto do Sergio Rosa pinçado do Overmundo, sensacional, boas perguntas, boas respostas.

A parte mais interessante até agora, do CP, é essa constatação de algumas coisas que Flusser colocou sobre o aparelho (pelo menos para mim, nas entrelinhas). Quando Flusser separa os operadores de aparelhos entre Funcionários e Fotógrafos, pensando na câmara fotográfica, e estabelece o quão escura a caixa preta pode ser para um ou para outro como a diferença que os separa em suas diferentes categorias ele me parece tocar numa questão muito importante. Aqui vieram pessoas que consideram o computador quase transparente, eles só vêem quem está no chat do lado de lá ou o soldado palestino que está tentando matá-lo em um game. E outras pessoas que fazem questão de torná-lo transparente com acrílico ao invés de metal, o que pode tornar o computador ainda mais escuro e desconhecido apesar de suas cores vivas. Por outro lado o pessoal do desenvolvimento parece conhecer a fundo os meandros das máquinas. Alguns se perdem em seu caminho exigindo que o mundo inteiro avance em tandem com a tecnologia, desculpa, isso é inviável! Cada um de nós tem as suas prioridades. Funcionários e operadores avançados vêem nos aparelhos soluções para problemas diferentes.

Essa “forçação de barra” dos desenvolvedores não é diferente da dos que defendem a inclusão digital irrestrita. Para muita gente blog, orkut, youtube simplesmente não querem dizer nada, nem nunca vão querer, é mais razoável e humano deixar as pessoas viverem as suas vidas. Mas isso é só a minha opinião

E pensando na bola que Flusser já tinha cantado, sobre a intenção do aparelho, que é intenção programada nele pelo seu fabricante: o aparelho indústria, chego a uma conclusão que essa “forçação de barra” é exatamente o resultado do que Flusse colocou como o aparelho tentando programar o seu funcionário para melhorado infinitamente.

Nada é definitivo aqui, são só versões, 1.0, 2.0, 3.0, e esse encontro serve para gerar a necessidade da 4.0.