Solargraphy • teste

solar

Uns dias atrás falei do projeto Solargraphy de Tarja Trygg. Inspirado nas dicas que ele dá no site dele preparei uma câmara formato 5×7″ com um pedaço de papel P&B fibra dentro (Ilford Gallerie, G3, vencido). E a câmara está ai, imóvel, desde o dia daquele post (28/10/09).

O tempo virou aqui em Sampa, o Sol abriu e nos últimos dias o céu esteve assim, completamente azul. Isso foi ótimo para por em dia uns projetos fotográficos e deve estar causando uma velatura bacana no papel dentro da câmara.

Coloquei o diafragma em f/45 e colei um filtro polarizador por cima da lente para diminuir um pouco mais a intensidade de luz. Apontei a câmara para o poente. Tive o cuidado de fazer uma limpeza especial da janela logo a frente da câmara, que estava imunda.

Exposições muito longas

Um figura chamado Tarja Trygg colocou no ar um site chamado Solargraphy.

Vale a pena olhar a galeria e ver se interessa ajudar o caro Tarja, como um voluntário, na sua empreitada.

Bom, se não for por isso, vale a pena porque as imagens e as informações do site são simplesmente incríveis!

Segure o fôlego e clique no link. Esse trabalho mexe com as bases da fotografia e questiona algumas das crenças mais simples que temos, como faz também o trabalho de Michael Wesely.

A Invenção de Um Mundo

A Invenção de Um Mundo, no Itaú Cultural: exposição e debates, imperdível.

Ontem, quando Ronaldo Entler comentou as fotografias de Valérie Belin, me perguntei: o que será a cópia de uma cópia que não deu certo? Temo em descrever o assunto das fotografias dela aqui, não sei se seria capaz, mas são essas aqui. Os fotografados são cópias de algo que Entler caracterizou um original que não é, e colocou uma observação: se acaso o original estivesse ali, seria ele prontamente descoberto como tal? A palestra de Fontcuberta encerrou com uma fala sobre a possibilidade das fotografias dele agirem como uma vacina, criando anticorpos nos olhos. Mentira e verdade. Cheguei em casa, olhei para uma pedra, um presente que ganhei há muitos anos, nela uma palavra escrita: believe. Imediatamente pensei naquela série de tv que virou filme.

Mas o fato por trás de todos os questionamentos que surgiram foi o pensar. Como observador dessas imagens fui ativado, lembrando a fala de Rosângela Rennó em Paraty que comentei aqui. O anticorpo contra a mentira que Fontcuberta descreve é o ruído de Rennó, de certa maneira. Voltei para casa pensando nisso. No ônibus as imagens passavam pela janela, eu imaginava a exposição de Walker Evans que eu tinha acabado de ver no MASP. Na época em que essas fotografias foram feitas, o olhar aguçado de Evans talvez fosse suficiente para fazer surgir um braço invisível que saísse de dentro da fotografia e chacoalhasse a cabeça do observador. Infelizmente nossa percepção saturada nos impede de sermos sensíveis a esse braço invisível hoje, me parece. Hoje esbarramos nas poeiras que jazem ali, nas cópias vintage, esbarramos no contraste suave demais, será? Fontcuberta mesmo diz que suas fotografias são muito simples no fazer, a construção está no discurso, ali ele coloca um ruído muito intenso, que não passa despercebido mesmo meio a toda essa saturação. Aerofantes!!?!?!? Hahaha Erectus pseudospinosus!?!?!?!? Hahaha Um gênio!

Oficinas no Pompéia

Oficinas no Sesc Pompéia se aproximam, o link leva para os detalhes no site do Pompéia e para as inscrições que estão abertas:

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Imagens Irrecuperáveis

Essa oficina visa explorar os limites físicos das fotografias digitais. Vamos descobrir como a recuperação de dados perdidos pode alterar a formação das imagens digitais e depois vamos tentar recuperar impressoras inkjet defeituosas para gerar imagens de arquivos mal recuperados.
Duração: 3 encontros. A partir de 16 anos. 15 vagas. Orientação: Lu Arembepe e Guilherme Maranhão.
15/09, 16/09, 17/09. Terça, quarta e quinta, das 19h às 21h30.

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Fotografia com Sucata de Scanner

A proposta dessa oficina é construir e fotografar a partir de uma máquina fotográfica feita com um scanner de mesa. Serão exploradas as técnicas envolvidas para fotografar a linha de chegada de provas de atletismo, fotos panorâmicas e fotos do perímetro de objetos circulares e como medir os padrões de movimento dos objetos fotografados.
Duração: 3 encontros. A partir de 16 anos. 15 vagas. Orientação: Guilherme Maranhão.
29/09, 30/09, 01/10. Terça, quarta e quinta, das 19h às 21h30.

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