Quando os backs digitais chegam ao lixo

Já foi em outro post aqui eu falei sobre o valores dos scanners na década de 1990 e como ele acabaram indo para sucata logo depois por conta do fim da interface SCSI nos computadores novos. Backs digitais no início dos anos 2000 eram bem caros, 12 mil dólares era o preço de um back econômico como o DCS Pro Back da fotografia abaixo. E não era só isso o investimento, por vezes um computador específico era necessário para operar o back e interpretar suas imagens.

Mas chega uma hora que mesmo com uma qualidade de imagem ainda alta, 16 MP e pixels grandes, o back perde tanto valor e utilidade que ele vai pro lixo mesmo. A Horseman chegou a criar uma câmera mais ágil para que as pessoas pudessem acoplar a seus backs mais antigos e dar uma sobrevida a eles com objetivas mais interessantes, mas até essa câmera foi descontinuada (uma pena).

Como aproveitar esses sensores maravilhosos (que foram feitos às centenas, nem aos milhares, nem aos milhões)?

Infravermelho com a Sony F828

Além de escanear o Tatuapé, aproveitei essas paisagens incríveis da cidade se modificando para fazer algumas imagens em infravermelho com uma nova câmera, uma Sony F828 de 8MP.

Essa câmera tem a função Night Shot, que por si só não é bacana para IR, mas que abre algumas brechas. Uma delas é que com o uso de um super imã, você pode mover o filtro IR-cut dentro da câmera abrindo as portas para o IR sem ter que acionar o Night Shot.

Usei um filtro de 850nm que é bem escuro, fotografei em RAW e em ISO 64 para segurar tudo que se pode e converti no Lightroom posteriormente. Um novo caminho para explorar.

Oficina • Negativos Digitais

Começa dia 18/10 no Sesc 24 de Maio: https://m.sescsp.org.br/#/cursos/134208

Existe uma esquina entre a fotografia digital e o laboratório preto-e-branco quando uma imagem obtida em uma câmera digital é impressa sobre um filme para depois ser impressa por contacto sobre um papel fotográfico. Com criatividade, uma impressora inkjet caseira e um pacote de transparências vamos criar negativos que podem ser usados para fazer cópias preto-e-branco no laboratório. Vamos estudar o uso das cores e das curvas para controlar os tons da imagem final.

ICE e filmes preto-e-branco 

A tecnologia ICE no escaneamento consiste em escanear o original com uma luz infravermelha e utilizar essa imagem para determinar o que é imagem e o que é sujeira nos arquivos obtidos com luz branca de originais  tais negativos coloridos e positivos coloridos.  O software processa as duas imagens e faz comparações entre as duas para localizar a sujeira.

Com filmes preto-e-branco a coisa não funciona tão bem, já que a prata reflete luz infravermelha tanto quanto a sujeira. Bom, isso provoca uma certa confusão por parte do algoritmo que faz a “limpeza”, que pode ser bem interessante como essa solarização localizada que ocorreu em um negativo de Tri-X escaneado no Pakon F135 Plus com o ICE ligado.