Shopping Aricanduva fica para trás. Sentido oposto ao da Radial Leste. Ali na frente a Av. Aricanduva acaba, tomo uma outra e logo estou no centrinho de São Mateus. Sigo pela Av. Sapopemba. Em alguns pontos a vista alcança longe, um mar de casas, quase como se não fossem pessoas que morassem ali, apenas as estatísticas da cidade. As chuvas trouxeram um tanto de coisas ruins nesse início de ano, mas a quaresma está florida. As quaresmeiras (que não têm esse nome à toa) estão roxas, de cima abaixo. As paneiras, mais comuns nessa lado da cidade, tem flores rosas com detalhes em amarelo, fechando uma bela chave de cor. Sigo agora pela Av. Luis Inácio de Anhaia Melo, no canteiro central as mesmas cores. De repente, uma bananeira! Entro pelo Ipiranga, começa a chover.
Cursos Regulares do Pompéia
Para os interessados em Fotografia, especialmente em Laboratório P&B, segue um alerta:
INSCRIÇÕES
Cursos de Fotografia, nas Oficinas de Criatividade do SESC Pompeia.
Dia 23/2, terça, das 14h às 20h, para comerciários.
Dia 24/2, quarta, das 14h às 20h, para usuários e interessados em geral.
MENSALIDADES
R$ 56,00 para interessados em geral.
R$ 28,00 para usuário matriculado, estudante, idoso acima de 60 anos e professor da rede pública de ensino.
R$ 14,00 para trabalhador no comércio de bens e serviços matriculado no SESC e dependentes.
IMPORTANTE
[Devido ao número restrito de vagas, só é possível uma inscrição por pessoa.]
[A reinscrição em cursos feitos anteriormente só será permitida se existirem vagas remanescentes.]
[Inscrições para vagas remanescentes a partir de 3/3, quarta, às 14h.]
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Fotografia – básico
Aborda história, linguagens, técnicas e recursos para a manipulação de câmera reflex 35mm. O laboratório fotográfico será utilizado para a revelação de filmes e a ampliação de papéis em preto e branco. Orientação de Celina Yamauchi.
Pré-requisito: possuir câmera fotográfica reflex 35mm (filme).
Datas e horário: de 12/3 a 2/7. Sextas, das 19h às 21h30.
Fotografia – intermediário
Faz um aprofundamento dos conhecimentos fotográficos dos alunos e uma experimentação de novas possibilidades visuais, tais como revelação seletiva, alteração na revelação do negativo e uso do filtro de contraste na ampliação. Orientação de Celina Yamauchi e Simone Wicca.
Pré-requisito: possuir câmera fotográfica reflex 35mm (filme) e ter conhecimento do uso da câmera e dos processos de revelação e ampliação em preto e branco (técnicas ensinadas no módulo básico).
Datas e horário: de 11/3 a 1/7. Quintas, das 19h às 21h30.
Projeto fotográfico
Apresenta etapas importantes para a elaboração de um projeto pessoal fotográfico. Entre elas, montagem de cronograma de trabalho, pesquisas teóricas e experimentação prática. Orientação de Simone Wicca.
Pré-requisito: conhecimento de técnicas fotográficas.
Datas e horário: de 9/3 a 29/6. Terças, das 19h às 21h30.
Expedição São Paulo
Caminhar, observar, aproximar-se dos moradores e reconhecer a cidade é a proposta desta vivência em linguagem fotográfica. Será feito um trabalho coletivo de observação, registro e reinserção das imagens produzidas. Orientação de Angela Di Sessa.
Pré-requisito: já ter participado do curso Projeto fotográfico.
Datas e horário: de 10/3 a 30/6. Quartas, das 19h às 21h30.
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Angela Di Sessa é fotógrafa, graduada em comunicação visual pela Faap em 1981, mestra pelo Instituto de Artes da Unicamp em 2002 e atua como docente na Universidade São Judas.
Celina Yamauchi é artista plástica, doutoranda em artes pela ECA/USP e leciona fotografia no Santa Marcelina e nas Faculdades Integradas Rio Branco.
Simone Wicca é bacharel em fotografia pelo Senac desde 2002. Trabalhou em laboratórios e estúdios fotográficos da Faculdade de Belas Artes, das Faculdades Integradas Rio Branco e do Centro de Comunicações e Artes – Senac.
Reveladores de papel
Existem reveladores de filme que ficaram famosos como o Rodinal, por exemplo, mas e os reveladores de papel? Bom, comecei a descobrir alguns reveladores de papel que seguiram o caminho oposto, o da obscuridade. Hoje apresento dois: o Solarol (presente do amigo Bento) e o Edwal Platinum Papel Developer.
Primeiro, o Solarol, que ainda é vendido na Adorama com a seguinte descrição: Print development with Solarol provides a new dimension of image control through the use of the Sabattier effect, commonly called “solarization”. The effect is produced by re-exposing the print to white light while it is in the developer. With other developers, this procedure gives a dark, muddy picture, but with Solarol, contrast is maintained, sharp edge effects appear, and a beautiful surreal image is obtained. The results are predictable and repeatable, and you control the process just as in conventional printing. Makes 2 quarts of working solution. The tray life of Solarol equals that of the best of print developers, and it keeps for over two months in a well stopped bottle.
With extended use, its developing action becomes slower, but its solarizing ability actually improves! It should be discarded when it is too exhausted to produce a good black with two minutes of development.

Interessante que a embalagem não mudou muito ao longo do tempo. Continua sendo vendido em latas de metal. Ainda não testei praticamente para solarização, mas em breve dou notícias.

E o da Edwal, note bem o logotipo da Edwal com as palavras “negativus positivus”.

Esse revelador vem como líquido concentrado, em garrafas marrons, eu experimentei com um Ektalure vintage e achei muito interessante o contraste que ele deu. Na internet não se encontra mais esse revelador, alguns sites mostram uma segunda versão dele, mas Adorama e B&H parecem não tê-lo mais em estoque.

Erosão
Estou me divertindo bastante com o envelhecimento dos meus Polaroids. É divertimento porque em 2006 tomei a iniciativa de reproduzí-los digitalmente enquanto ainda era tempo. Mês passado comecei a escaneá-los novamente para comparar as imagens com as de 3 anos atrás e a diferença é impressionante.

Acima, uma imagem reproduzida em 2006, abaixo a mesma imagem reproduzida em 2010.

Perceba que eu já utilizei os Polaroids após sua data de validade, não é a toa que o químico ressecou e não se espalhou bem pela superfície do filme durante o processamento.
Além disso, as impressões digitais do manuseio das cópias ficaram bem marcadas ao longo do tempo.

Um outro par de reproduções da mesma imagem.

Laboratório da Tabapuã #1
No idos de 2004 fotografei o meu laboratório na época para um revista inglesa especializada em preto-e-branco. Já não tenho mais esse laboratório, nem metade das coisas, fui doando meus ampliadores para outros interessados, o espaço foi minguando. Mas encontrei as fotos hoje e resolvi comentar algumas coisas.
O lado seco era esse. Uma bancada com os ampliadores menores e uma mapoteca com os dois maiores sobre ela. O lab era totalmente branco, a luz de segurança ao invés de direta, era rebatida do teto, o que a tornava mais fraca, mas dava menos sombras, demorava mais para se acostumar, mas funcionava melhor para mim e não velava os papéis. O pequeno armário no chão era um caixote com 4 rodas e ia para onde ele fosse necessário.

O banco é extremamente útil para esperar o ampliador fazer o lance dele. Os ampliadores eram os seguintes: dois Durst (M605 Color 6×6 e M800 6×9), um Omega D5 4×5″ e um Elwood 5×7″. O Elwood é um ampliador bem antigo, não funciona nem por difusão nem por condensação. Ele possui um refletor de metal que foca a luz no negativo através de um vidro despolido que funciona como um filtro anti-vignetting. As prateleiras no canto esquerdo, sobre a mesa guardavam as lentes e livros de referência. As prateleiras guardavam os papéis – é possível que apenas umas duas caixas desse papel todo estivesse ainda na validade. Do lado direito a porta que dava para o resto do ateliê.

Virando para a esquerda um detalhe da janela com o fechamento de madeira compensada (um Ventokit instalado nas placas que fecham a janela não era o sistema de exaustão ideal, mas resolvia). Para esquerda começa a parte molhada.

Um pedaço da parte molhada, as lâmpadas voltadas para o teto. Um gaveteiro ao fundo guarda os tanques de revelar filmes, na prateleira os químicos e mais um carrinho/caixote sobre a bancada.

E por fim a parte ainda mais molhada, garrafas com químicos, bandejas e um pequeno tanque daonde vinha toda a água usada. Encostados na parede, sobre a bancada, ficavam placas de polietileno e de acrílico com as receitas e anotações mais usadas no lab, era um jeito de organizar a informação para leitura no escuro, rapidamente, mesmo com as mãos molhadas.

Scitex Smart 340 • scans opacos
Um update do post passado com imagens:

Escolhi essa imagem para o teste porque era uma 30x40cm que estava aqui fácil, uma cópia de trabalho. Uma cópia antiga com alguns defeitos que seriam interessantes de olhar de perto (escaneei a 600 dpi).
A primeiro deles: a poeira.

A 50% a poeira ganha toda uma vida. Alguns arranhões mínimos também estão lá.
Depois comecei a olhar as bordas da cópia, onde haviam umas áreas mal fixadas no processamento. Percebi que o scanner aplica o que parece ser um unsharp mask direto na imagem. Preciso fuçar uma maneira de desligar isso. Veja as bordas acentuadas. Aqui a 100%, mostrando um leve desfoque.
