
Só um alerta para esse talk no mês que vem, e aqui já tem o link no site da Fbaup: https://www.fba.up.pt/2020/02/19/da-camara-artesanal-ao-scanner-camara-guilherme-maranhao/
-update- o evento foi cancelado dentro da quarentena do covid-19
câmeras, scanners, filmes… quebrados, obsoletos, vencidos, mofados, estragados…

Só um alerta para esse talk no mês que vem, e aqui já tem o link no site da Fbaup: https://www.fba.up.pt/2020/02/19/da-camara-artesanal-ao-scanner-camara-guilherme-maranhao/
-update- o evento foi cancelado dentro da quarentena do covid-19
Visitei hoje essa exposição permanente do centro.

Várias câmeras de grande formato tinham seus obturadores abertos para permitir que os visitantes pudessem ver as imagens se formando nos vidros despolidos, divertido.



Vitrines e vitrines com câmeras de viagem e câmeras de campo, todas em madeira muito bem conservada.


Uma das primeiras SLR, a Reflex Korelle, muito bacana poder ver isso assim.






Lembra dos instantâneos que fizeram Erich Salomon famoso, foi com uma Ernemann dessas, com essa objetiva Ernostar desenhada pelo Ludwig Bertele.

Uma câmera para separação de cor instantaneamente.

Plastic magic!

Uma cela para ampliadores.
“Feliz aniversario!
Que você meu amigo querido seja muito, mas muito feliz mesmo, do fundo do coração.
Estou em Portugal depois de uma maratona de NY.
Já tenho uma maquina nova…
Estive no Porto no final de semana e na rua encontrei a Graziela!!!!
Pode?
Tenho que te apresentar um senho em Coimbra que constrói maquinas fotográficas e um grupo em Lisboa que faz arte.
Estou com saudade de todos, Dani, Pedro e Felipe
Diga a Dani que o tal cinto funciona mesmo, mas que os nossos tem florzinhas…
Beijo grande e até o fim de semana
Faró”

Era meu aniversário em 2012 e a Fátima Roque me mandou esse email com fotos. Levou uns anos até eu conseguir ir conhecer o Arlindo, mas o resultado está aqui:
Viaje pelas 6 horas do workshop em apenas trinta e poucos segundos, veja se a pausa para o almoço não foi perfeitamente cronometrada, rsrsrs
O Alexandre tirou algumas fotos do workshop no domingo passado:

E aqui tem uma imagem que os alunos produziram:

Hoje foi publicado no Emulsive um artigo que fiz detalhando a construção da câmara ULF, segue aqui o link: https://emulsive.org/articles/projects/measure-twice-cut-once-building-my-multi-format-8×20-16×20-and-12×16-camera
Começa mais ou menos assim:
I lived most of my life in São Paulo, Brazil, with its 20+ million people. I have photographed São Paulo in many different ways, but ever since I got a box of expired 16×20” lith film I have imagined shooting large landscape negatives with lots of details and contrast, this is a small tale about a camera that came to be as part of this desire.
My story begins a little before my first son, Pedro, was born – he was due in March 2002 and I decided to build him a crib. At that time, I was working in a plant that packed auto parts for export in Tillsonburg, Ontario, Canada. My job was to photograph packaging procedures and make up some instructions for each part that came by.
We also had a woodshop to make trial crates for large parts, the man responsible for this shop was Joe Marshall and we used to talk a lot about travelling and woodworking. He offered to help me with the crib and one day during lunch we went to the outskirts of town to see a lumberjack. I ended up buying a large chunk of maple…
Enquanto volto para Braga, vou aproveitar o translado para contar aqui umas coisas sobre esse festival.
Antes de mais nada, se não leu meu post de 20 dias atrás sobre a página de transparência do festival, vale correr lá agora. O resumo é uma galera jovem com idéias simples e com muito pouca grana inventou o festival e compartilhou com todo mundo suas limitações e dificuldades para criar o evento.
Bom, o resultado disso foi um terreno muito fértil para as conversas e discussões. Todo os envolvidos chegaram à Barcelona em pé de igualdade. Os crachás de artistas convidados e participantes pagantes eram idênticos. Cada pessoa ainda ganhava um número no crachá e só havia uma outra pessoa com esse número em todo o festival (46 artistas, 154 participantes, 26 voluntários). Cada um precisava encontrar seu match e a equipe então faria uma polaroid dessa dupla. O jogo ficou apelidado de polaroid tinder e para a coisa funcionar era necessário vencer as barreiras linguísticas e sair conhecendo gente.
Conheci mexicanos, suecos, argentinos, poloneses, ucranianos, norte-americanos, ingleses, alemães, um japonês e inúmeros espanhóis.
Aida Navajas ao encerrar uma mesa de discussão sobre corpo e gênero, deu um tom muito bacana pro festival, pedindo às pessoas que levassem idéias e sensações para casa e que aquilo mudasse sua fotografia e seus experimentos.
Pawel Kula, o inventor da solargrafia, um cara que pesquisa a fotografia dos astros, do céu, me confessou que nunca viu o céu do hemisfério Sul. De repente, nessa rodinha surgiu então um papo sobre tudo que não conhecemos, pouca gente sabia que a Lua fica de ponta-cabeça no hemisfério Sul, que anda pro lado oposto, essas coisas.
Com a Chrystal Cherniwchan, minha colega de mesa sobre fotografia digital experimental, tive uma longa conversa sobre os limites do que o artista deve revelar sobre seus processos, um tema recorrente para mim. Nossa mesa teve poucas perguntas ao final, o festival ganhou um tom muito analógico e talvez nosso assunto rompa com a pureza que tanta gente busca na fotografia com filme.
O workshop com Virginia Dal Magro e Sara Poer foi incrível, algumas idéias muito interessantes sobre sobreposições de processos alternativos.
Ainda tenho que fazer um post só sobre a montagem da exposição, mas com calma. O resto você encontra aqui” https://refotografia.wordpress.com/tag/exp20










