Para ser capaz de demonstrar sobre o que falava meu texto do TCC, cujo assunto é o mesmo desse blog, eu me pus a criar um quimiograma imenso no próprio dia da apresentação. O quimiograma deveria juntar 100 folhas de papel fotográfico tamanho 18x24cm, acabaram sendo apenas 92. Com minhas duas mãos e o auxílio de um saco plástico amarelo de um livraria imprimi os 92 quimiogramas e com 378 alfinetes prendi as folhas em um tecido de algodão.
O painel ainda molhado serviu para explicar o mais simples: certas coisas parecem impossíveis, mas não o são. Uma caixa de papel velado virou um painel fotográfico e as provas eram e são irrefutáveis.

A principal razão para a criação desse blog se acabou. Era o TCC. Foi entregue ontem pela manhã. No entanto, as construções e invenções continuam.
Nesse último feriado experimentei pela primeira vez a Pentax 67. Grande e pesada. O resultado com a lente 2.4 é bem interessante, profundidade de foco bem pequena. Revelei filme negativo colorido sem o branqueador, as imagens ficaram carregadas, intensas.

Segundo o Heidegger, a técnica é uma forma de desencobrimento. E a técnica fotográfica é uma forma de desencobrimento de imagens fotográficas. No entanto, não há menção, no texto do Heidegger, com relação à quantidade de megapixels necessária para tal operação. Será que tá faltando uma página do meu xerox?

As variáveis do mundo são muitas. E reaproveitar o lixo é jogar com elas. Utilizar o que a indústria oferece é tentar evitar variáveis.
Essa idéia de que a tecnologia busca sempre estabalecer pequenas certezas onde habitam enormes variáveis no mundo é o que tem me levado adiante na pesquisa com o lixo.
Onde muitos vêem a incerteza como possibilidade de erro, eu vejo a liberdade de acertar. Retórico e abstrato.
Concreto mesmo só as coisas que eu tenho sobre a minha mesa cinza agora.