O Rafael me lembrou que a arte é uma atividade onde não há limites. Na verdade, é talvez também a única das atividades humanas em que isso (ausência de limites) é aceito, concordamos. E se a fotografia apresenta seus limites ao artista, suas limitações, o que fazer então?

Segue um comentário ao último post, que mais é uma questão ligada à última coluna publicada no Fotosite:
“glauco said… Agora fiquei curioso: onde revelar c41 sem banho branqueador?”

Ora, a resposta mais cretina seria: no laboratório, onde mais você revelaria um filme!?

O fato é que a revelação colorida pode ser feita em qualquer laboratório. No caso do professor Sérgio Ferreira ele usa as processadoras com controle de temperatura e semi-automáticas do Senac para suas aulas, mas nada disso é necessário.
Eu revelo os meus filmes coloridos nos meus tanques de aço inox com espirais, à temperatura ambiente. Sabe aqueles tanques que as pessoas chamam preconceituosamente de “tanques de revelar filmes preto-e-branco”? Sim, eles. E eu até poderia fazer um controle de temperatura por “banho maria”, mas não acho necessário dentro das minhas aplicações.
É só descolar a química, expor um filme teste e descobrir seus tempos de revelação. De preferência discutir os resultados com alguém e/ou mandar copiar as fotos desse filme num minilab para fazer uma avaliação.

Mais um copy and paste:

“Na época da invenção do daguerreótipo a exposição à luz era exageradamente longa e a cada mês ou mesmo semana avanços nas pesquisas tornavam possíveis exposições cada vez mais curtas. Nos anúncios dos comerciantes da fotografia esse tempo de exposição (cada vez mais curto) figurava sempre em destaque. Assim se media o avanço da técnica. Hoje é o megapixel que mede o avanço tecnológico da fotografia. E de lá para cá a história se repetiu exaustivamente. Não é difícil se imaginar a queda de preços que cavaletes e pincéis sofreram na década de 1840.”

Um G3 transmutado em G4 adentrou o atelier, fruto de uma troca feita com um laptop antigo que usava um sistema operacional muito datado, até para mim. Descobri que a ajuda dos foruns eletrônicos norte-americanos sobre informática é inestimável. O dito computador pulou de um score de 566 para um de 1071, no MacBench 5.0, e eu nem sabia o que poderia ser MacBench. O scanner da Polaroid está rápido e certeiro, tiff após tiff.

Os dois primeiros filmes da nova Leica foram um sucesso, foco e exposição correto, o que mais pode se querer de uma câmara. A lente do Dr. Raulino encontrou um lugarzinho onde será aproveitada.

Ainda tomado pelos computadores, descobri um site também certeiro: http://www.threemacs.com/ sobre networking com Macintoshes. Cheio de dicas para quem ainda não se desvencilhou dos beges mais antigos.

E ai, você também se pergunta quem é Sandra Alves?

Tem dias em que muita coisa dá errado. E mexendo com coisas velhas e computadores enferrujados, esse dias são cada vez mais frequentes. Ontem foi um desses dias, em que tudo pifou, saiu até fumaça de um micro, um fio derreteu, um resistor virou vapor. O ferro de solda saiu da caixa de ferramentas mas não foi capaz de consertar nada por aqui. Só trouxe mais cheiro ruim.
Quando finalmente relaxei, me sentei para escanear uns slides. Dai a revolta tomou conta do Performa e o monitor se recusou a calibrar, travou, apagou e foi embora. Não voltou mais, nem ligou de novo, não quer mais mostrar nada.
O G3 ficou instável com a memória que eu adicionei a ele, tive que tirar fora. E tudo voltou a ser como a alguns dias atrás. Engraçado.

O melhor desse fim-de-ano repleto de bad computer days é que a Leica do meu bisavô voltou do conserto. O Celso fez ela voltar a funcionar. E agora estou fotografando de novo com ela. E isso é ótimo.

Mais um copy-paste:

Não me incomoda a tecnologia em si, me incomoda o fato dela não conseguir conviver em harmonia com o talento e o conhecimento individuais de cada fotógrafo. Isso fica evidente dadas as circunstâncias em que o marketing utilizado pela indústria fotográfica insere a tecnologia, como solução única, na cultura fotográfica. O resultado disso pode ser constatado pela existência de fotógrafos que medem a imagem pela câmara que foi usada para fazê-la e não pelos atributos da imagem em si, dentre eles: processamento, grão, ruído, montagem, manipulação, composição, matéria, suporte, tamanho, referente, resolução, formato, momento, dificuldade, luz, foco, profundidade de campo, bidimensionalidade, perspectiva, reprodutibilidade, degradação, acaso, intencionalidade, intervenção, gradação de tons e contraste.