Rolou mais um hiato. Desses.
Férias de julho talvez. Aproveitei para fazer uma limpeza no estoque de sucata, através do ML.
Tenho preparado a próxima oficina, sobre revelação alterada de papel fotográfico. Coisas do passado.
LGPrado esteve aqui, foi um papo ótimo.
E a semana passada mal tinha chegado ao auge da intensidade. Depois ainda fizeram uma gambiarra em mim!
Dois links. Às vezes algumas pessoas conseguem colocar em palavras muita coisa que vinha se juntando na nossa cabeça, de uma maneira impressionantemente clara, faz muito sentido. Falo das ferramentas, das Gambiarras nesse plano físico, da execução da obra de arte. Gambiarra 01 é um texto do Ricardo Rosas (texto que deu ao Ciclo Gambiarra de oficinas seu nome) e Gambiarra 02 é da Lisette Lagnado.
Trinta anos depois, as fotos dos meus bisavós se reencontram com o ar seco. À medida que perdem a umidade, se retorcem tentando se esconder da luz.
A vida é sempre a mesma e sempre o mesmo
O homem que a sonha nova e singular
E vai vivendo, e vai sonhando a esmo,
Iludindo a si mesmo
Pela doce mentira de sonhar
O destino não volta, e sempre adiante
Os homens leva para a mesma dor!
Mas em meio à miséria circundante,
O homem prossegue adiante,
Para o clarão do uimérico amor.
Nada perturba a marcha do universo.
Inútil ilusão a de viver.
Mas canta o poeta, e quer conter num verso
Tôda a luz do universo
E a grandeza dinâmica do ser.
Septicismo é uma poesia inédita da minha bisavó Anna Amélia.


