Química e oficinas de fotografia

Pensando sobre a oficina lá no SESC e em tantas outras. Às vezes fica a impressão de que os participantes estão à espera de uma apostila, contendo todos os segredos e fórmulas para revelar e modificar o papel fotográfico.
Dai eu invento ali uma fórmula mirabolante de rebaixador, meia colher de chá de ferricianeto, meia colher de sopa de tiossulfato. Não tenho bacharel em química, não! Tanto é que esqueci o brometo, mas tenho a certeza de que ferricianeto e tissulfato juntos vão rebaixar a cópia, de um jeito ou de outro.
O rebaixador funciona. Também funcionaria caso eu colocasse uma colher de sopa de ferricianeto e uma de chá de tiossulfato, faz diferença, mas não deixa de cumprir o propósito.
Antes eu ficasse apenas com a fotografia, mas quero transmitir fotografia, química e uma atitude experimentalista para os participantes, dai não dá, sem apostila não dá!!!

Na sexta fiz algo que há muito tempo não fazia. Brincadeiras com a tridimensionalidade.
Experimentei dobraduras em alumínio. Luish, obrigado pelo material!
O trabalho que eu queria fazer, na verdade, eram as fotos dessas dobraduras em preto-e-branco.
Montei a 5×7″. O filme vencido desde 1966 não deixou a desejar.
E para acompanhar a minha dobradura escolhi uma matriz que ganhei de presente da Iara.
Duas fotos só para testar a revelação, agora o resto.

Rolou mais um hiato. Desses.
Férias de julho talvez. Aproveitei para fazer uma limpeza no estoque de sucata, através do ML.
Tenho preparado a próxima oficina, sobre revelação alterada de papel fotográfico. Coisas do passado.
LGPrado esteve aqui, foi um papo ótimo.