Clóvis Dariano

Outro dia fui a uma exposição ali no Instituto Tomie Ohtake, sobre a arte brasileira nos Anos 70. No meio daquilo tudo, de várias coisas interessantíssimas vi três fotos de um desconhecido para mim até então: Clóvis Dariano.
As fotos eram reproduções de colagens com outras fotos, o trabalho me chamou muito a atenção. Às vezes vejo a metalinguagem num trabalho, aquilo me pega. E o trabalho era muito bem acabado, um primor. Fino.
Fui atrás do indivíduo pela web, só achei outras coisas, até na coleção do Paiva ele está, mas com fotos de bondage. Enfim, anos 70. As imagens do link que deixei aqui também não refletem o que vi, mas são o único portfolio dele que encontrei na rede, já é uma outra vibe.

Esculturas em alumínio

Ontem entrei no laboratório para ampliar algumas imagens como há muito tempo eu não fazia. Fiz contatos de vários negativos das fotos das esculturas em alumínio. E depois fiz umas ampliações. O resultado dos negativos tamanho 13x18cm é muito diferente do que se está acostumado a ver em uma ampliação de um negativo 35mm, o desfoque e a profundidade são o primeiro choque, mas tem outras diferenças mais sutis.
Usei papéis bem antigos, um Agfa Brovira literalmente pré-histórico e uns outros papéis não-identificados que um amigo me deu. Depois experimentei um pouco de papel da marca Talbot, uruguaio, com acabemento prateado, um papel fibra bem estranho, mofado demais e com uma velatura intensa, não rolou.
O leve movimento das escultura foi captado nas fotos, o filme de ISO 3 pediu uma exposição de 10 segundos, com a lente bem fechada sob a luz da nossa estrela. Não sou escultor e por óbvio as fotos ficaram mais interessantes que as dobraduras de metal.

Intencionalidade e Comprometimento

É um emaranhado de coisas. Hoje uma visita ao meu ateliê me fez pensar em toda a complexidade que há nessa história de intenção e resultado, seja na feitura de uma imagem, seja nas escolhas em uma carreira de artista.

Às vezes os resultados surgem nas fontes mais inusitadas. E tem sido um caminho longo até chegar a certos lugares. Tantas coisas outras que tem que ser feitas antes das que realmente queremos fazer.

Pensei muito no filme Santiago. De um dos Salles. De como fiquei feliz quando o filme acabou e não tinha nenhum logotipo de nenhuma empresa, de nenhum orgão federal. Aquele filme é dele, do João. Bom, é verdade que eu não tenho nem pai diplomata, nem avô barão, mas com a sucata eu viabilizei algumas imagens sem o logo do MinC no verso. E o João não fez o filme assim de bate-pronto, levou um bom tempo, para juntar a energia suficiente para pô-lo em movimento. Parece que a coisa funciona assim, tudo tem seu tempo, cada foto, cada trabalho, cada ensaio, cada série, cada exposição, cada publicação, cada contato, cada amizade, cada solução, cada impressão.

E a gente tem que perceber que nós somos um, nosso trabalho é outro, cada um a sua velocidade, cada um tem seu alcance.

Blogspot para WordPress

Enfim, um primeiro post depois de apertar o botão mágico. Não é brincadeira, não! Para importar um blog aqui para dentro do WordPress existe um “botão mágico”. E de fato, o que se sucede é surpreendente, levou menos que 10 segundos para importar 154 posts e seus respectivos comentários.

O assunto deve continuar o mesmo. Eu ainda aguardo o software que o francês prometeu mandar pelo correio para fazer funcionar meu novo scanner Lynx A3 e assim segue a vida.