Memórias

Caixas pretas. Compact flash e memória RAM.

Escorreguei e comprei um cartão Compact Flash de 4Gb em uma loja do StandCenter. A câmara ficou extremamente lenta, chegou um momento em que levou 20 segundos para gravar uma única imagem. Quase perdi fotos de um trabalho, a câmara demorava muito para ligar. Era um cartão dos mais baratos que podia encontrar ali, talvez fosse reformatado de alguma maneira, uma memória de baixa qualidade, algum tipo de desvio ele apresentava. Voltei lá, o rapaz nem discutiu, devolveu o dinheiro como quem está habituado (de certa forma ele sabia que não adiantaria trocar o cartão).

Na Santa Efigênia, em busca de memória Dimm para um Mac fui a várias lojas. Os preços dessa memória específica variavam entre 107 e 370 reais. Por fim, em uma última loja encontrei as ditas memórias genéricas por 40 reais. Loucura, o Mac é sabidamente um computador crica com memórias. Um dono de loja da Região da Rua do Triunfo se ofereceu para me ajudar. Ele tinha vários Macs a venda, escolhi um igual ao meu e coloquei 3 memórias de 40 reais nele (antes de comprá-las). Sem problemas a máquina ligou.

Como entender o que se passa dentro desses chips?

Banquet cameras

Em um evento que eu fotografei nessa última quarta-feira, tentei usar conscientemente o ISO 800 da minha digital. O ruído é alto, mas essa sensibilidade me permitiu fotografar a sala de espetáculos cheia, numa luz quase mínima, sem o auxílio de um tripé. Descobri que mesmo com o pé direito enorme de mais de 10m e com teto de madeira, um flash rebatido desse teto, em potência total, preenchia bem a platéia escura nessas fotos com a lente toda aberta.

Quem já vagou por sites e livros sobre câmaras de grande formato antigas talvez já tenha lido sobre as câmaras de banquete do início do século XX. Foi nelas que passei a noite pensando. São projetos simples de câmaras de formatos panorâmicos, como o 8×12″, para fazer uma única foto de todas as mesas com todos os convidados de um banquete.

Esses convidados eram chamados a posar, estáticos, para a foto, é claro, mas não era necessário flash. A lente permanecia quase toda aberta, os movimentos da câmara é que eram usados para obter foco em todo o pessoal sentado no salão. Essas câmaras em geral eram dotadas apenas dessas básculas, para colocar o foco no plano das mesas, sem possuir outros movimentos.

O filme enorme garantia a resolução suficiente para que reconhecessemos os rostos dos presentes que conseguiram ficar quietinhos.

Artigo na ZoneZero

Emplaquei um artigo na Revista do ZoneZero, é sobre Photofinish (a técnica de registrar em uma única imagem a chegada de uma corrida) e a relação que ela tem com a foto com scanner.

Sejam cavalos ou velocistas olímpicos, a coisa é bem simples, os pixels são os milésimos de segundo e no fim da corrida é só contá-los para saber qual o tempo de prova de cada atleta ou animal. Com o scanner é fácil bolar um sistema para contar quanto tempo leva cada pixel para ser capturado e dai você pode usá-lo para fazer algo semelhante ao photofinish, dá até para medir a velocidade dos carros passando na rua.

Conteúdo e direitos autorais

Escrevi um texto sobre conteúdo para a coluna no Fotosite. Uma questão que andou rondando o meu pensar ultimamente. Um amigo me recomendou uma visita ao site do Creative Commons (e eles têm um site brasileiro também). Foi uma visita interessante para refrescar, com idéias novas sobre direitos autorais, aquilo que veio sendo depositado no meu cérebro a esse respeito desde que fotografo.

O fato é que me incomodei recentemente com umas intrusões nos meus direitos. Tem gente que acha que pode simplesmente usar aquilo que você produziu como tem gente que quer mudar aquilo que você vai produzir. Ridículo. Há muito espaço no mundo, para aprender, pensar e criar. Todo mundo pode fazer essas coisas, sem precisar usar o copy-paste e sem precisar incomodar os outros.

Ateliê

O ateliê tem que estar dentro de você, disse o professor Wladimir um dia. Viajei onde nascem as gravuras dele e imaginei o que seria o ateliê que ele imaginava naquele momento. Desde esse dia vejo as mudanças que faço no meu ambiente de trabalho como reflexo das mudanças que ocorrem no meu fluxo de trabalho.

Troquei uma grande mesa por duas estantes, uma mesa menor e mais espaço no chão. O que será que isso quer dizer?