
Fui convidado para participar do Clube de Colecionadores de Fotografia do MAM, edição 2008 com a imagem acima. No site do museu há uma boa explicação do que isso quer dizer, siga os links para Participe do MAM e depois Seja Colecionador.
câmeras, scanners, filmes… quebrados, obsoletos, vencidos, mofados, estragados…

Fui convidado para participar do Clube de Colecionadores de Fotografia do MAM, edição 2008 com a imagem acima. No site do museu há uma boa explicação do que isso quer dizer, siga os links para Participe do MAM e depois Seja Colecionador.
Recentemente publiquei aqui uma entrevista que fiz com o Dan Watson, um fotógrafo norte-americano que está passando uma temporada no Brasil. Conversamos sobre os espelhos de telescópios que ele construiu ao longo da sua carreira em astronomia e ele me contou que tinha guardado uma série de fotos que ele fez ao longo de dois anos, enquanto construia o primeiro espelho de telescópio com 8.4 metros de diâmetro. Bom, convenci Dan a trazer os negativos para o Brasil depois de passar o ano novo com a família no interior do Texas. Digitalizamos os negativos e usando um editor de vídeo fizemos um stop motion com as fotos do Dan. Confira!
Uma visão da primeira câmara com adaptação para levar muito filme, talvez até um rolo de cinema de 100m. Uma engenhoca movida à mola na parte inferior traciona o filme e isso hipoteticamente arma a câmara a cada foto (nunca tentei fazer funcionar).

Já a outra câmara, numa visão interna aqui, tem um dispositivo que possibilita a remoção do seu interior somente o fotografama exposto, depois de cada foto. Não sei se a luz do flash mais ajuda do que atrapalha.

Uma imagem para ilustrar o lance das duas Exas modificadas. O modelo escolhido por esses pessoas foi exatamente o mesmo. Não acho que seja coincidência, mas sim uma facilidade de acomodar mudanças na câmara.
O que me chamou atenção nessas duas modificações de fontes diferentes são as coincidências, desde a câmara usada até os materiais, como o latão. Uma veio de Porto Alegre e a outra aqui de São Paulo. A Ihagee de Dresden produziu diversos modelos da Exa, mas sua câmara mais famosa foi a Exakta, a irmã maior da Exa.
A Exa para retratos rápidos do FotoFlash em Porto Alegre. Essa imagem mostra o lado de fora da câmara, com viso angular e a alavanca de avanço do filme saindo da caixa cinza.
Do outro lado fica uma enorme bobina de filme e um pequeno compartimento onde há até uma gilhotina que corta o filme já exposto. O fotografama era enviado por um duto de ar (propulsionado por um aspirador de pó) até o laboratório no segundo andar e os retratos em p&b eram entregues em 40 minutos (sem desperdício de filme).

POA – Fui ao brique (a feira de antiguidades dos gaúchos) em busca de câmaras antigas passíveis de reformas, fotografei tudo com Plus-X super-vencido na 6×4,5.
Achei, não no brique, mas através da internet, um equipamento fotográfico modificado artesanalmente. É uma câmara Exa que foi instalada em uma tábua de madeira para fazer fotos 3×4, o segredo é que o negativo fica já do lado de lá da tábua, que estaria dentro do laboratório e pode ser cortado um a um evitando o desperdício de filme.
É a segunda Exa que eu vejo em modificações do tipo. Essa câmara parece a preferida porque tem um sistema de avanço do filme que aceita várias mudanças simples. O botão de avanço puxa o filme e é o próprio filme que fazendo girar o “sprocket” arma o obturador e levanta o espelho. Ambas as câmaras foram adaptadas para operar com 30m de filme de uma vez só.