Achei uma página interessante com idéias que podem ser usadas na fotografia. O cara se chama Barry, não diz muito além disso. Pinhole com espelhos!
Tratamento “por” Imagem
Foi divertidíssimo, um pouco de teatro para explicar o funcionamento do obturador de cortina. Dois alunos eram os roletes das cortinas, duas alunas faziam as cortinas (a primeira e a segunda), uma última aluna era o CCD/filme. Quando não tinha nenhuma cortina na frente, separando CCD da sala, os phótons (todos os outros alunos) tinham que acenar para o CCD, o sensibilizando. Fofo.
Plural III no IVAM em Valencia
Essa foto feita pela Iara Freiberg durante a montagem da exposição (Desidentidad, no IVAM na Espanha) e já é antiguinha, isso foi no fim do ano de 2006. Dá a idéia do problema que é uma foto com 11 ou 13 metros de comprimento. A imagem montada na parede é a Plural III, minha avó.

Autofocus
Olhando os testes que o Rob Galbraith fez com a Canon 1D Mark III ficou claro para mim que a questão do foco vai longe. Basta dar um google no nome dele junto com o da câmara para ver o quanto isso foi discutido por ai.
O fato é que todo mundo esperava que o autofocus da Mark III fosse melhor que o da Mark II, mas não é ele constatou, por várias razões. A primeira é um vacilo, uma peça do conjunto do espelho que quando quente se deforma e causa um erro constante no foco. A segunda é um problema que não deveria ser problema. O foco da Mark III parece rápido demais, assim coloca Galbraith. Ou seja, o foco segue movimentos que não deveria seguir porque é capaz de seguí-los e isso é um problema. Um atleta correndo na pista, a 50 metros do fotógrafo que tem uma 400mm/2.8, a mão do atleta passa pela frente de seu torso durante a corrida e imediatamente o foco vai para mão, saindo do rosto do atleta. É impressionante, são páginas e páginas que Rob Galbraith escreveu contando todos os testes que fez com a câmara. As câmaras anteriores simplesmente não capturam variações tão rápidas da cena, a ponto de mudar o foco para a mão do atleta como no exemplo que ele mostra.
Encontrando caminhos com o Silverfast e o PFU
Falei antes aqui do scanner PFU 2400D, ou Lynx A3, que eu achei no meio da sucata, no centro da cidade. E falei também do francês bacana que me mandou o CD de instalação do software original pelo correio.
O software é uma versão antiga de um programa de escaneamento chamado Silverfast. A PFU nunca chegou a desenvolver uma interface própria para seu scanner, prefiriu usar um programa pronto de muito boa qualidade. Esse programa é vendido pelo fabricante de maneira avulsa também, ou seja, para ser usado com outros scanners, um detalhe é que o fabricante embute os drivers do scanner em questão dentro do software, tornando-o unica e exclusivamente compatível com determinado modelo de scanner. Ou seja, não bastava simplesmente achar uma cópia do Silverfast, tinha que ser a que funciona com os scanners da marca PFU.
Posto tudo isso, o Silverfast é um programa incrível, com requintes espetaculares muitos dos quais funcionam com meu scanner que também é cheio de recursos realmente úteis. Por exemplo, o Silverfast consegue controlar o autofocus do scanner, ativando-o quando necessário ou permitindo o foco manual, o que é bem útil para escanear negativos sem que eles estejam diretamente colocados no vidro do scanner. O programa também oferece um controle que encontra tanto o ponto mais claro na imagem como a sombra mais profunda, põe esses pontos nas pontas do histograma e isso tudo sem causar brechas no desenho do histograma, que poderiam causar posterização da imagem.
Dicionário Fotográfico e Fotoquímico
Da série Livros Obscuros da Fotografia Brasileira:
“Clichê – Palavra francesa que, nesse idioma, significa qualquer negativo. Embora já tenha sido empregada em português é conveniente não fazê-lo, pois atualmente o têrmo em nosso país significa exclusivamente as chapas de zinco, ou de qualquer outra substância usadas para a impressão de gravuras em sistema tipográfico.” (sic)
É assim que João Koranyi explica a palavra clichê na terceira edição (de 1964) do seu Dicionário Fotográfico e Fotoquímico (nas primeiras duas edições ele era entitulado ABC Fotográfico). Publicado pela Editora Íris. Segue outros dois verbetes:
“Imagem – Representação de um objeto, produzida pela reflexão ou pela refração da luz. Diz-se que a imagem é real quando é formada pela convergência dos raios luminosos atravessando uma lente e projetada sôbre um plano, e virtual quando seria formada pela intersecção dos referidos raios caso fôsse, nesse ponto da intersecção, inserida uma superfície sôbre a qual êles incidissem.” (sic)
“Imagem fantasma – Imagem de contorno duplos que em geral é produzida por uma objetiva defeituosa. A correção só se faz trocando a objetiva.” (sic)
