Into the wild

Não sei precisar quando foi que eu chorei tanto numa sala de cinema quanto hoje. O filme era Into the Wild. É verdade que essa semana tinha me deixado sensível. Foi o post da Wicca de 19.03, as idas e vindas a respeito do consumo consciente que algumas pessoas acham que é uma solução para algo que eles mesmos acham que é o problema, o puro e simples descaso nas relações cotidianas.

Também não sei precisar o que exatamento no filme me atingiu com tanta intensidade. Não quero falar muito, não quero estragar o filme para ninguém. Acho que é a noção de desprendimento material, essa liberdade de que o filme trata. O filme é pontuado por despedidas, mas não foram elas que trouxeram as lágrimas à tona. Foram alguns diálogos cheios de simplicidade. Foi a fuga desesperada das distorções nos relacionamentos.

“If you are not having dinner, I can sit with you all night long.”

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O filme me fala do Zen também. Que é associado à viagem, simbólicamente. O caminho a ser percorrido. Essa associação pode ser deixada de lado, pode-se exercitar o Zen percorrendo um caminho a lugares próximos, cotidianos talvez. Para o Zen não importa o destino final e sim o próprio caminho. E a clareza para com ele.

Realidade, verdade, mentira, amor, carinho. Família. Tudo pode ser tão simples, esse filme é tão claro a esse respeito. Difícil impedir a emoção de fluir. E no fim do filme um sorriso te pergunta: está você tão cego para tudo isso?

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Ele é um fotógrafo, quem diria.

Sobre o que faz que o lixo vire lixo

Esse papo sobre o laptop que não quebrou e a impressora que perdeu a lubrificação só me fizeram lembrar de uma máquina copiadora que eu peguei no lixo no Canadá. A empresa deve ter jogado fora por duas razões: uma ela só travava, a luz do paper jam ligada direto, outra era ela velha demais para se contratar um plano de manutenção.

O fato é que com a ajuda de uma lanterna comecei a investigar dentro da copiadora a razão para o paper jam que nunca ia embora. Encontrei um pedaço de papel de 3x3mm preso sob o sensor de carregamento de papel. O pedaço deve ter ficado ali quando de fato houve um aprisionamento de papel e a pessoa puxou o papel na direção errada. E dai para o lixo.

Problema de impressão

Ganhei uma impressora de uma amiga, junto com mais umas tranqueiras bacanas. O filho dela pelo visto achou o plástico transparente interessante e encheu a impressora de coisas ao longo dos anos. Achei pedaços de plástico, pedaços da própria impressora e muita poeira.

Depois de limpa e montada novamente, tentei fazer funcionar. A cabeça de impressão ficou louca e saiu batendo para ambos os lados, como quem diz: Eu me nego!!!!! Não quero!!!! Ah!!!  Uma coisa assim meio manicômio. Todas as luzes piscando!

Digitei no Google: Epson 740 odd problem. Não é que tava lá! Algumas gotas de óleo na barra cromada e fomos em frente. O fato é que a cabeça de impressão tem dificuldade de se mover e perde a noção do seu posicionamento. Vai entender!? Com o óleo na barra a cabeça se move normalmente e freia quando tem que frear.

Google é uma ferramenta ótima e basta uma palavra-chave para encontrar uma solução.

Será que é a placa de vídeo

Tem um tutorial bem legal na internet sobre como usar álcool ou vela para consertar um problema comum na placa de vídeo dos iBooks de 2002. Eu já tinha passado por lá antes, por curiosidade, mas hoje voltei por necessidade, assim pensava eu.

No domingo a tela do meu laptop mostrou sinais muito esquisitos e depois não acendeu mais. O tal problema, pensei eu. Consegui limpar o HD com o Firewire Target Disk Mode e me preparei para tocar fogo no computador.

Usando um outro tutorial comecei simplesmente abrindo a máquina para fuçar e ver se pondo pressão sobre o chip de vídeo, eu conseguia alguma imagem, comprovando o mal contato. De cara cai um parafuso de dentro do laptop. Estranho.

Não é que depois de 8 anos de vida, boa parte dos parafusos do micro haviam ficado frouxos. Um deles se soltou e deve ter dado um curto na placa-mãe. Foi apertar todos eles de novo, achar o lar do fujão e pronto. De volta a vida, quem sabe mais 8 anos.