Virada Cultural no Pompéia

Um post sobre o que rolou durante a Virada Cultural. A primeira imagem foi o grupo que saiu atrás da Lua na noite do sábado, ainda na esquina da Clélia com a Barão do Bananal.

Mais tarde chegamos a uma quadra poliesportiva do Sesc, para fazer um gato-mia rápido, fotograficamente falando.

Depois foi a hora de subir no alto do prédio do complexo esportivo do Pompéia, de lá a vista estava linda, sem nuvens, com uma Lua incrível. Friozinho, mas agradável. Essa foto é do Cristiano Andrigheto que participou da saída!

De manhazinha, começou uma outra coisa. fotografamos a paisagem vista do Sesc das 6h às 9h! Esse é um vídeo que a Wicca fez na Oficina de Time Lapse com Software Livre:

Para ver o que rolou o que mais rolou nessa oficina, você vai ter que acessar o You Tube e ver os vídeos! Ou quem sabe assistir o programa Vitrine na TV Cultura, no próximo fim-de-semana!

Depois rolou a oficina Para Ver o Sol. Construímos uma caixa preta no SESC!

Virada Cultural no Pompéia, inscreva-se!

A Virada Cultural chegou, vou orientar algumas atividades lá no Sesc Pompéia. Confira!

Aula Aberta: Experimentos Ópticos para ver o Sol
Observar o Sol com o auxílio de um espelho, habitar uma câmara fotográfica,
descobrir de que cores é feita a luz que vemos são propostas dessa oficina.
Traga sua câmara fotográfica para registrar o que você vai ver. Inscrição 30min antes. Dia 27. Domingo, das 12h30 às 15h30.

Saída Fotográfica atrás da Lua
Jornada fotográfica noturna com orientação e dicas para a realização dos
efeitos de luz para retratos, paisagem, movimento e light-painting
(“pintura com luz”). Flashes não serão utilizados. Necessário trazer câmera
digital ou analógica e uma caixa de fósforos ou isqueiro. Duração: 2 dias.
Inscrição 30min antes. Dias 26 e 27. Sábado, das 22h às 1h. Domingo, às 16h.

Mini curso: Time Lapse com Software Livre – GRÀTIS
Time lapse são seqüências de fotos se tornam cenas de vídeo aceleradas. Os
participantes são convidados a fotografar com suas câmaras digitais
apoiadas em tripés para depois, com o auxílio de software de edição de
vídeo, criar cenas de vídeo em que o tempo passa rapidamente. É necessário
trazer câmera digital e tripé. Duração: 6 horas. Inscrição a partir do dia 01/04.
Dia 27. Domingo, das 6h às 12h. (Esse mini curso já lotou, no entanto se os inscritos não aparecerem depois de 15 minutos de iniciado, vagas serão abertas instantaneamente).

Fotoativa

Fui conhecer a Fotoativa em Belém. São 24 anos de histórias. A Tília e o Miguel me contaram um cadinho delas. Hoje a Fotoativa mora em uma casa cedida pela prefeitura, uma mansão na cidade velha, com um tanto a mais de passado. A casa é do século XIX.

Eles têm um laboratório p&b, algumas salas e um grande espaço meio galeria, meio sala, com portas que dão para a Praça das Mercês, nos fundos do prédio da antiga Alfândega.

Tive a oportunidade de assistir uma aula do Miguel para um grupo de recém iniciados ao pinhole (câmaras de orifício). A aula funciona como uma brincadeira de telefone sem fio, o que propicia uma super-interação entre os alunos.

O que eu vi foi uma instituição com 24 anos bem vividos que ainda tem a energia para fazer um grupo bem heterogêneo de pessoas bricarem como crianças. Homo ludens diria Flusser. Que lugar mais acolhedor.

Roraima, rumo norte

Uma planície enorme. No horizonte recortes no céu. Os carcarás curtem pousar no meio da estrada, o carro vai chegando e podemos assistir um vôo lindo. Para Amajari pegamos a BR-174, sentido Norte. A bússola marca N o tempo todo. Dia nublado. Ao lado direito da rodovia um morro invade as nuvens que estão baixas. Chove agora. Esse lado de Roraima é parecido com o cerrado, mas eles dizem lavrado. Km 572. Ao longo da estrada está a linha que traz eletricidade da Venezuela para Boa Vista. Gilvan acompanha Bon Jovi num cover de Bridge Over Troubled Water. Quem dirige é Arquimedes. Uma reta só. Campos de arroz. Uma raposa morta no acostamento depois do Urariquera. Buritizais entregam de longe para onde corre e se esconde a água da chuva. No Km 598 as árvores começam a parecer mais altas. Fica tudo mais verde, apesar ainda retorcidos os troncos. Ciclistas. Com a bússola apontando Oesta agora, viramos na RR-203. Arquimedes aponta o platô no horizonte. Uma silhueta azulada linda e sem texturas. Uma cruz na beira do asfalto. O vôo de um carcará só. As árvores somem. Um tuiuiu. A ruína de um bar. Um post sem foto.