Campus Party • preparação

Separando imagens de sucata e lixo para levar numa apresentação do Campus Party.

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A idéia é criar um workflow de equipamento obsoleto para gerar essas imagens. Digitalizei fotos em papel e negativo, juntei com outras digitais, transformei tudo em PB imprimindo em filme TMax 100 vencido pelo Palette. Agora vou ampliar em papel PB dos anos 70.

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Aproveitando isso estou fazendo alguns testes para calibrar o Palette de uma maneira externa, já que o calibrador dele se foi. Para isso estou reduzindo a quantidade de preto nas imagens, usando o comando Curves do Photoshop. Estou imprimindo as imagens duas vezes, tentando achar o ponto ideal para essa redução. O input 0 (zero) está virando output 30 e 60. Os negativos que tiverem os melhores detalhes de sombra revelarão a melhor maneira de usar o Palette.

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Tenho me divertido encontrando impressoras inkjet que tem cabeças entupidas ou problemas de movimentação da cabeça, gerando imagens um tanto diferentes.

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Aproveito os problemas com imagens que são problemáticas também, ou no caso das multifuncionais, escaneando assuntos que completam a situação, como acima.

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Abri assim uma nova frente de reaproveitamento de fotografia digital.

Campus Party • Planejamento

Tá na hora de começar a pensar no que vai para o Campus Party: laptop que só liga na tomada (quem sabe com uns adesivos bonitinhos para aparecer em público), um HD externo para backups (com uma etiqueta bem grande com o meu nome), cabos de força e firewire, câmara 6×6, câmara 5×7″, filmes diversos (pb e cor), saco preto para trocá-los, nível de bolha para por a câmara no prumo, cabo disparador, lupa para fazer o foco, kit limpeza de lentes, câmara scanner (duas) e seus cabos e bateria, ferro de solda e outras ferramentas prevendo o pior, dinheiro para um salgado aqui e ali, tripé, carregador de celular, caderno de notas, umas fotos para mostrar aqui e ali…

Point-and-Shoot 5×7″ • pronta!

Era um sonho antigo construir uma câmara formato 5×7″ para fotos com uma grande angular. Como a que o Bill Brandt usava para fazer suas fotos distorcidas. Tá pronta!

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A intenção aqui não é fazer nada parecido com o que ele fez, mas sim ter uma câmara ágil para fazer panorâmicas do Campus Party agora em Janeiro. Usando filme Plus-X nesse tamanho, aberturas em torno de f/45, deve dar um tempo bem longo. A lente é uma Zeiss Protar 90mm f/18.

Estou pensando em ir para lá somente com câmaras que eu fiz: essa 5×7″, uma câmara scanner e uma médio formato improvisada também, para fazer alguns retratos.

O Instante Contínuo

Aproveitei minha viagem para terminar de ler O Instante Contínuo de Geoff Dyer. Na contra-capa uma explicação do que é o livro: “…o jornalista inglês examina como certos objetos e assuntos reapareceram em imagens ao longo do tempo e embalado por eles discorre sobre a vida e a obra de grandes fotografos…”

Chapéus, cercas brancas, bancos quebrados, ruínas, capôs de carros, camas, mendigos, homens de sobretudo preto, portas. Me dei conta que fotografei quase todos esses temas/assuntos. As associações de Geoff me parecem muito pertinentes. Para quem não é fotógrafo ele parece entender muito bem a influência que diferentes modos de fotografar e que diferentes equipamentos fotográficos podem ter sobre uma imagem.

O que ficou do livro, o que mais me cativou na leitura, foi poder entender um pouco mais a motivação de certos fotógrafos, seus percursos. E além disso poder apreciar como Geoff faz a leituras das imagens, como as descreve em palavras.

Rio Grande do Sul

Seis horas de carro entre POA e São Miguel das Missoes. Planalto. Dois campos de milho recém colhido metade já tem soja brotando, o que dá um verde e amarelo divertido para a paisagem.

RS-342, perto de Ijuí. Resolvo fazer uma lista das coisas que li ou ouvi no Sul essas dias: cangibrina, exu mal despachado, mais feio que o diabo no meio das taquareiras, chuco, gringo, brigadiano, mais feio que um paraguaio baleado, engoliu com chumbada e tudo, na beira da lomba, tachão no eixo.

De volta a POA, que os locais carinhosamente chamam de Forno Alegre. Vale a pena ver o Brique Fotográfico do Didi, uma lojinha de usados na Rua Dr. Flores.