Point-and-Shoot 5×7″ • imagens

Alguns exemplos de imagens com a 5×7″ nova com uma 90mm de foco fixo:

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Levou uns 20 minutos em f/32 para expor essa no Campus Party, uma visão da área das barracas, onde a galera dormiu no CP.

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Era de manhãzinha e o Sol lambia as pontas dessas bromélias (?). Deixei o Sol invadir o canto do quadro, para ver o que ele virava, virou um triângulo branco interessante. A casa e as jaboticabeiras fazem o fundo. Com Sol, tudo mais fácil, levou uns 20 segundos em f/45 para “capturar” essa.

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O negativo mostra a imagem bem retinha, mas o scanner (um Agfa Duoscan) não pressiona o filme contra o vidro, de modo que fica assim, tudo meio arredondado, o filme secou pendurado. Essa foto é do lado de dentro de janelas como as que vemos acima.

Grafite Digital em Belo Horizonte

Lá para setembro do ano passado fui a Belo Horizonte e escrevi isso aqui. Um post sobre uma grafite digital que eu vi rolar. Demorou mas finalmente revelei os filmes daquela noite e escaneei um fotograma para cá:

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A foto mostra o datashow sobre o carro vermelho, a filmadora DV está num tripé e escondido atrás do Fred (de preto e boné) está o laptop. Uns dos meninos da direita tem o laser na mão. Quando ele desenha, projeta o laser sobre a parede do prédio, o computador vê o laser através da câmara DV que está ligada pelo Firewire e vai desenhando uma imagem no prédio com o datashow, seguindo o laser e dando a esse desenho uma cara, que pode ser de spray ou no caso de pincel largo.

Corporate Light Pro • um flash a bateria improvisado

Em outubro de 2006 eu até fiz um post sobre isso, mas segue aqui a reprodução de um texto de coluna sobre o Corporate Light Pro (rsrsrs…) uma pequena invenção:

Tudo começou com a má notícia que o Zé Antonio me deu. Os dois flashes da Mako da década passada foram para o brejo e o conserto não compensava. Laranjinhas, os mais fraquinhos da linha, mas quebravam o
galho por completo. Quebravam, quebraram. Num passeio pelas paralelas e transversais da Rua Santa Efigênia achei em uma loja dessas que revende sucata de todos os tipos um SB-15 da Nikon com um compartimento de bateria todo marcado de oxidação, de uma ou várias baterias que vazaram. Custou dois reais. De volta ao ateliê, ligado em uma fonte de 6v o flash funcionou intermitentemente. Até que localizei o problema em um transformador com mal contato. Um palito de fósforo cortado em cunha travou o
transformador no lugar e o flash passou a carregar normalmente. O fio ligando a fotocélula (responsável pelo automático) ao circuito do flash havia se partido também e o aparelho só funcionava em manual, disparando a carga por completo. Perfeito!
Olhando o SB funcionando todo desmontado sobre a mesa tive a idéia de dar a ele uma nova casa. Ao invés de devolvê-lo ao case de plástico da Nikon, estudei as adaptações necessárias para que ele funcionasse
dentro do case laranja da Mako. Queria combinar a possibilidade de usar acessórios de iluminação (hazy ou sombrinha) com a portabilidade de uma flash à bateria. Queria um Lumedyne!!!
Os intestinos do flash Mako foram facilmente removidos de sua casca, deixei no case as conexões no painel traseiro: conexão de sincro e o plug para o cabo de força, além do LED verde que indica a carga do flash.
Abri um buraco retangular no refletor de alumínio da frente da tocha. Com o auxílio de muita cola quente e um pouco de fita fui prendendo as placas de circuitos impressos do SB dentro da estrutura do case
laranja. Arranquei o LED do SB e fiz extensões que ligavam o LED do Mako aos terminais do SB, soldei tudo no lugar. Testei e comprovei que o SB quando carregado fazia acender a luz no painel do Mako. Liguei
também os terminais do hot shoe do SB ao plug de sincro do painel do Mako, testei. Por fim liguei a entrada de força do painel Mako aos pólos das pilhas no SB. Modifiquei o cabo de força para que ele encaixasse em apenas uma posição evitando um erro de polaridade. Já na outra ponta do cabo de força cortei fora a tomada para ligar na parede e soldei dois terminais para ligar em uma bateria chumbo-ácido de 6v.
O flash apitou dando o sinal que tudo ia bem e que estava carregando.Comparei o meu novo flash à bateria com um terceiro Mako igual aos dois sem conserto constatei que a potência ficou quase a mesma. O
tempo de recarga com a bateria chumbo-ácido ficou em torno de 4 segundos, o que é bem razoável para sessões de retrato a céu aberto.

abateria

Fui para o município de Itaberá, num assentamento de agricultores que começaram a plantar girassol para fazer biocombustível, no meio da plantação fiz essa foto. A bolsa vermelha pendurada no flash guarda a bateria de 6v e o cabo para ligar ao flash, além de um carregador.

Químicos domésticos

Há umas semanas atrás um comentário da Michelle me apresentou um figura muito interessante, o Roger Bunting, o artigo dele na Revista Shutterbug é muito bacana.

Ele fala de usar materiais caseiros para revelar filmes. A informação que mais me chamou a atenção foi poder usar água salgada para fixar filmes fotográficos. Genial!

Estou tendo uma dificuldade enorme para encontrar Tiossulfato de Amônia para vender e agora fiquei tranquilo…

Isadora

Recentemente fui fazer uma foto para uma revista que ainda não existe. A personagem é Isadora, ela é surda e adora dançar. Isso por si só assunto para uma vida.

isadora

Mas o fato é que uma das imagens resultantes desse ensaio suscitou inúmeras discussões dentro de mim. Cheguei ao local da foto e fiquei de papo com duas pessoas, uma delas a responsável naquele dia pelo espaço onde a foto seria feita (uma escola de dança). O atraso da fotografada foi providencial, o papo foi indo, lá pelas tantas falamos de vizinhos, ela apontou triste o toldo verde todo furado pelos cigarros jogados do prédio acima da escola.

Olhando o toldo comecei a refletir sobre a incompreensão entre as pessoas, o gesto de jogar uma bituca acessa pela janela de um prédio quando se sabe que o vizinho está logo abaixo, a história de busca de compreensão por parte de Isadora, imaginei a dança dos pontinhos brilhantes ao redor dela.

A foto nasceu naturalmente.

Mais tarde pensei que os furos eram pinholes e no momento da foto sobre mim eram projetadas inúmeras imagens das casas dos vizinhos de cima da escola de dança. Não parei para contar quantos pontos são. Talvez seja legal voltar lá num dia de eclipse do Sol e fotografar o chão de pedras onde deitei para fazer essa foto!