Se eu tivesse que localizar no tempo o momento exato em que isso se deu, eu teria que lembrar do Seu Carlos. Ele me incentivava a comprar as coisas mais baratas de uma forma peculiar. Foma, Talbot, os outros restos da Cinótiva da Rua Conselheiro Crispiniano.

Nota transcrita do bloco azul:

Fechar o texto como uma implosão.

É exercício de reciclagem também a procura por imagens para um banco de imagens. Às vezes elas acabam sendo encontradas nos lugares mais inimagináveis, quase a ponto de irem para o lixo de fato. Tem que saber sambar, dizem eles.

Levei o Festa Lite Pro v.P2 para Floripa, parece que foi bem. Mas em Floripa nada achei para trazer de volta. Só imagens bem legais.

Acho que o v.P2 vai de presente para um amigo de longe, em breve, e então surgirá o v.P3.

Foi um papo longo que tive com a Faró hoje. Falamos de objetos-lixo, de técnicas-lixo. Sob o ponto de vista do processo criativo, do produtor de imagens. Faró falou de menosprezo e desprezo. Falamos do conhecimento desprezado por força da indústria, ou por vontade própria. A opção entre a solução tecnólogica e a solução através do conhecimento, empenho pessoal. O menosprezo/preconceito como ferramenta da indústria para organizar a escalada da tecnologia. Será? O menosprezo: uma barreira na linguagem do fotógrafo. E tem a centralização. De tudo. Tem as perdas de conhecimento que sucederam o autoexposure, e hoje sucedem o avanço digital, de um dia para o outro o passado é obsoleto, vai pro lixo, e a tecnologia nem sempre cumpre suas promessas, quem perde é o fotógrafo. Pensando assim, o processo obsoleto, encontrado no lixo, pode até ser mais completo, confiável, reliable if I may.

O Festa Lite Pro v.P2 foi super aprovado numa pauta na noite passada. Festa em apê, pouca luz, muita gente dançando, o foco automático rolou legal e ajudou bem.

O problema do olho vermelho foi violento, a única coisa que dificultou o trabalho, mas só depois. De resto ficou tudo bem.