Não me incomoda a tecnologia em si. Me incomoda o fato dela não conseguir conviver em harmonia com o talento e o conhecimento individuais dos fotógrafos, dadas as circunstâncias em que o marketing utilizado pela indústria fotográfica insere a tecnologia, como solução única, na cultura fotográfica. Me incomoda que ainda existam fotógrafos que medem a imagem pela câmara que foi usada para fazê-la, e não pelos atributos da imagem em si. Mas ao mesmo tempo esse texto não oferece uma proposta específica de como as coisas poderiam ser nesse setor, apenas de como os subprodutos desse processo, leia-se o lixo fotográfico, podem e devem ser aproveitados. A minha proposta é que as pessoas percebam que a indústria vende uma imagem da fotografia em alto contraste: ou funciona porque é novo ou não funciona porque é obsoleto. Na verdade há milhares de meios tons nessa imagem, bastar ver.

A semana no Rio foi das mais interessantes, e como de praxe fui à feira da Pça XV. Sensacional! Sai de lá com a minha DCS, que eu tanto procurava, é uma DCS 420c, um modelo de 1.5MP que usa o corpo de uma N90 para funcionar, a grande vantagem desse modelo é como o sensor fica exposto e pode ser modificado mais facilmente por essa razão. Achei também umas outras tranqueirinhas…

E o computador que ligou e me espantou, não ligou nunca mais…
Construi a câmara com a lente do scanner. Até que ficou algo relativamente prático de usar. A imagem tem vinhetas bem presentes, mas fazer o quê???
Falta uma alça para poder carregar por ai.

Só porque escrevi sobre o Mac ontem, hoje ele permaneceu ligado mais de uma hora, continuo com os dedos cruzados. O mais surpreendente disso tudo é que com esse Mac consegui ler um disquete de 3 polegadas e meia que é de densidade dupla, com backup de documentos criados por mim no Mac LCII que eu tive entre 1993 e 1996. Sensacional!
Me propus uma série de atividades no Carnaval, para correr atrás do tempo perdido e levar o TCC bem adiante enquanto há tranquilidade.
Pretendo também construir uma versão da Hasselblad SWC nesses dias, com uma lente de scanner, um back 6×6 da Singer e umas outras peças que forem aparecendo.

Faz algumas semanas eu fui à uma empresa buscar uma doação de impressoras e scanners. As impressoras, uma pena, todas estavam com as cabeças entupidas pela tinta que havia secado completamente. A razão para o descarte era a interface dos aparelhos, as impressoras eram de porta paralela e os scanners de porta SCSI, ou seja, os novos computadores do escritório não aceitavam muito bem aquilo tudo.
Comecei a pesquisar o scanner mais importante dos que eu trouxe de volta e descobri que esse modelo da Sharp vendia por mais de dois mil dólares na época do seu lançamento em 1994. Escaneia até transparências tamanho ofício.
Fiz uma enquete rápida no Senac com alguns amigos e descobri que tinha um figura que tinha um Mac PowerPC antiguinho dando sopa, tomando poeira num estúdio fotográfico. A idéia de conseguir tal máquina seria por o dito scanner em funcionamento normal. Me foi oferecido e fui buscar. A máquina é sensacional, mas não fica ligada, algo na fonte, provavelmente…