andei meio de cama, e por isso o sumiço.

hoje volto e trago boas novas, mas ainda estão no bolso.

tem dias que somos abençoados com acontecimentos que reforçam a confiança que a gente tem de não está fazendo cagadas tão grandes assim. essa foi uma semana desses acontecimentos, um atrás do outro.

com relação ao lixo, e aos assuntos que trato aqui nesse espaço, dois acontecimentos fundamentais: a chamada para a exposição do prêmio porto seguro e a aquisição de duas imagens pelo museu de arte moderna de são paulo. na verdade, para quem mora em são paulo, e ouviu aquele foguetório ontem à noite, isso era eu comemorando a confirmação pelo e-mail que chegou do MAM.

nessas horas tenho a certeza de que ainda não me perdi, e me foquei demais no lixo e nas apropriações, ainda ando em uma direção, parece.

agora, sobre o livro do Duchamp. pegou o breu. mas o tal do thomas, o biógrafo, bem que quis dar uma enrolada duchampiana no prefácio… safado o carinha!

ainda penso nas coisas que joguei fora uns blogs atrás. ainda não me arrependi, mas estou quase. o espaço é um limitante, e preciso lembrar disso bastante no texto que pretendo escrever. não adianta defender que as coisas têm seu tempo e que temos que esperar elas acontecerem. as coisas ocupam espaço. hoje vou buscar um baú que me ajudará a ocupar melhor o espaço.

já são uns vinte filmes para revelar guardados num ziplok. é um espanto. usar filme é uma coisa já meio remota.

ganhei um livro da faró, sobre o duchamp. putz, como é foda, o biógrafo que escreveu passa o prefácio falando de como tudo tinha duplo sentido e como estudiosos de duchamp não têm certeza de nada, nunca. vou ler o livro e ver se dele sai algum pensamento interessante.

Olhando para trás brevemente

olha… eu fico pensando o que essa história de lixo já me fez fazer. às vezes acho engraçado quando repito pela milésima vez que meu cartão de visita é um pedaço reaproveitado de foto em papel fibra com um carimbo no verso. as pessoas olham, e ficam em dúvida. será isso bom?
eu não sei ao certo. às vezes penso que sacrifico minha carreira profissional com essas besteiras. pelo menos não sacrifico o papel, que iria para o lixo.