e tem as pastas com as fotos das coisas que nunca tiveram um texto associado a elas: a reforma do ampliador Narita, o trampo de fazer lensboards com massa plástica, entre outros.
vi o livro do Brassai novo, saiu em abril, ele fala de Proust.
guilhermeMaranhão • refotografia
câmeras, scanners, filmes… quebrados, obsoletos, vencidos, mofados, estragados…
e tem as pastas com as fotos das coisas que nunca tiveram um texto associado a elas: a reforma do ampliador Narita, o trampo de fazer lensboards com massa plástica, entre outros.
vi o livro do Brassai novo, saiu em abril, ele fala de Proust.
ainda penso nas coisas que joguei fora uns blogs atrás. ainda não me arrependi, mas estou quase. o espaço é um limitante, e preciso lembrar disso bastante no texto que pretendo escrever. não adianta defender que as coisas têm seu tempo e que temos que esperar elas acontecerem. as coisas ocupam espaço. hoje vou buscar um baú que me ajudará a ocupar melhor o espaço.
já são uns vinte filmes para revelar guardados num ziplok. é um espanto. usar filme é uma coisa já meio remota.
passei o dia fanzendo faxina no atelier. uma bagunça enorme. agora até parece que alguém trabalha por lá. joguei tanta coisa fora. coisas que até eu acho que não serei capaz de usar um dia. que dó.
ganhei um livro da faró, sobre o duchamp. putz, como é foda, o biógrafo que escreveu passa o prefácio falando de como tudo tinha duplo sentido e como estudiosos de duchamp não têm certeza de nada, nunca. vou ler o livro e ver se dele sai algum pensamento interessante.
olha… eu fico pensando o que essa história de lixo já me fez fazer. às vezes acho engraçado quando repito pela milésima vez que meu cartão de visita é um pedaço reaproveitado de foto em papel fibra com um carimbo no verso. as pessoas olham, e ficam em dúvida. será isso bom?
eu não sei ao certo. às vezes penso que sacrifico minha carreira profissional com essas besteiras. pelo menos não sacrifico o papel, que iria para o lixo.