Traquitana do Claudio • Av Paulista 

Em março mesmo eu finalmente levei a câmera para uma volta pela Av Paulista em busca de coisas que se movessem de um jeito caótico interessante, na cabeça a idéia de um transe, na bolsa Kodak Tri-X velho e bem mofado.

Eu tinha feito vários testes com a finalidade de calcular o tamanho dos negativos em função do tempo de exposição, queria negativos com um tamanho de 12cm de comprimento para ampliar usando um ampliador 4×5″. Na hora das fotos a coisa foi de outro jeito. Fotografei o que eu via se mexer sem me preocupar muito com o tempo e o comprimento do filme. Depois dos filmes revelados, com uma janela de papelão de 24x54mm (optei por uma imagem muito mais “curta”) eu escolhi as imagens que eu queria ampliar direto na mesa de luz.

Usei papel Polycontrast (fibra, peso duplo) em tamanho 20x25cm e usei o filtro no. 5 para conseguir uma boa separação de tons do negativo. Não fiz nada para evitar o véu de base violento e irregular, deixei ele competir com as texturas dos fungos no filme. O véu irregular tem uma grande vantagem sobre o mais regular que aparece apenas como um cinza sobre a imagem, o véu irregular e ruidoso aparece como um problema do papel e não da imagem e isso pode ser interessante.

Maio • Exposição, Oficinas e Intervenções

Muitas atividades acontecendo nesse mês, vou contar um pouco de tudo nesse post.

guilherme maranhão e penna prearo rxdcc

Amanhã e depois, sábado e domingo, 7 e 8 de maio, no Sesc Belenzinho, das 13h às 17h com o Penna Prearo apresento mais um vez o Lambe-Lambe-Quem-Você-Pensa-Que-É? Não tem como não achar a gente, a roupa laranja clássica, no meio da praça na entrada do Sesc, ou se chover, sob a marquise! Isso faz parte da programação que é apresentada junto à exposição do Retrato Pintado, vale a pena conferir.

conversaodesaopaulo

Na terça, dia 10/05, às 19h abre no Ateliê Fidalga a exposição A Conversão de São Paulo, com curadoria de Juan José Santos. Vou mostrar a série Vzor, visões do mundo que me cerca pela minha janela cotidiana. Com lindas molduras na cor grafite da Rebeca da Somar!

Depois, a partir do dia 11/05 rola a oficina para a construção de um lab portátil no Sesc Belenzinho, esse lab ficará lá e servirá a outras atividades na sequência.

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No dia 14/05 chego em Campinas para a Oficina de Construção de Câmera Digital Artesanal no Sesc de lá. Estou levando 3 scanners para desmontar e vamos tentar fazer uma câmera ali na hora. Além disso levo algumas prontas para nossa diversão!

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Volto a Campinas no dia 28/05 para a Oficina de Megapinhole, estou levando papéis enormes e calhas para revelação. Vamos construir uma câmera grande com papelão e revelar umas fotos!

Se der certo, dia 29/05 ainda em Campinas, na recém inaugurada Casa de Eva da querida Ana Angélica Costa, rola um café com foto pela manhã, a confirmar.

Ufa!

ICE e filmes preto-e-branco 

A tecnologia ICE no escaneamento consiste em escanear o original com uma luz infravermelha e utilizar essa imagem para determinar o que é imagem e o que é sujeira nos arquivos obtidos com luz branca de originais  tais negativos coloridos e positivos coloridos.  O software processa as duas imagens e faz comparações entre as duas para localizar a sujeira.

Com filmes preto-e-branco a coisa não funciona tão bem, já que a prata reflete luz infravermelha tanto quanto a sujeira. Bom, isso provoca uma certa confusão por parte do algoritmo que faz a “limpeza”, que pode ser bem interessante como essa solarização localizada que ocorreu em um negativo de Tri-X escaneado no Pakon F135 Plus com o ICE ligado.

LED RGB no ampliador 8×10″

Descobri que as fitas de LEDs RGB vm acompanhadas de controles remotos que fazem eles mudarem de cor e que mesmo quando a corrente elétrica é cortada e volta, eles possuem memória e mantem a cor selecionada anteriormente, ou seja, são perfeitos para uma cabeça colorida ou multicontraste de ampliador.


Nesse primeiro teste a luz não ficou uniforme, mas já mudei o caminho dos fios e consegui melhorar a situação. Luz verde deve dar baixo contraste com os papéis de contraste variável e luz azul faz o alto contraste.

 


Ainda aguardo encontrar um pedaço de isopor para rebater os cantos e uniformizar a luz nas beiradas do negativo.