Infravermelho com a Sony F828

Além de escanear o Tatuapé, aproveitei essas paisagens incríveis da cidade se modificando para fazer algumas imagens em infravermelho com uma nova câmera, uma Sony F828 de 8MP.

Essa câmera tem a função Night Shot, que por si só não é bacana para IR, mas que abre algumas brechas. Uma delas é que com o uso de um super imã, você pode mover o filtro IR-cut dentro da câmera abrindo as portas para o IR sem ter que acionar o Night Shot.

Usei um filtro de 850nm que é bem escuro, fotografei em RAW e em ISO 64 para segurar tudo que se pode e converti no Lightroom posteriormente. Um novo caminho para explorar.

Escaneando pelo Tatuapé

A convite da FSP eu dei umas voltas pelo Tatuapé para registrar um pouco das paisagens desse bairro de uma maneira diferente. Espero que o resultado seja publicado em breve, mas ficam aqui dois registros de como isso foi feito.

Ao contrário de todas as vezes anteriores que escaneei, como dessa vez era um trabalho de paisagem que exigia um pouco mais de similaridade com o assunto, utilizei um filtro IR-UV-cut que impede que tanto infravermelho como ultravioleta cheguem ao sensor (os sensores de scanners de mesa não são protegidos contra esse comprimentos de onda).

Oficina • Objetivas Fotográficas

Começa dia 16 de janeiro ali no IMS Paulista:

https://ims.com.br/eventos/oficina-objetivas-fotograficas/

Update:

Algumas imagens do que rolou na oficina.

Depois de cada teste a gente revelou as chapas e fez provas de contato no lab do IMS.

As provas de contato dos negativos em filme raio-x.

Um agradecimento especial pro Adonay que foi modelo na terceira aula e pro Rodnei que foi na segunda.

Aqui a última aula com o debate sobre o resultado do teste de 5 objetivas com designs diferentes.

FRoFA

Para quem ainda não sacou, estou organizando junto com o Massao Matsuhashi uma feira de fotografia analógica, ela se chama FRoFA (Feira do Rolo • Fotografia Analógica). Os 20 frofs (expositores) vão ter de tudo um pouco, gente escaneando ao vivo, livros e publicações, prints e MUITAS câmeras, lentes e outras coisas incríveis, uma oportunidade única. Ah! Vai ter cannoli e umas paradas de beber também. Rola no domingo, dia 10 de dezembro de 2017, no Estudio 318 do Rafael Jacinto e tem mais detalhes ali naquele link que você acabou de ler, mas já adianto, é super fácil de chegar de metrô, de ônibus e de carro, principalmente no domingão.

Consumo de coisas fotográficas

Nessa experiência que tive de Março desse ano até agora, vendendo as sucatas da oficina do Celso, acabei conhecendo mais dos compradores e seus gostos. Em geral o processo é marcado por uma pressa, uma urgência, em muitos casos a pessoa quer aquilo, mas não sabe ao certo o que aquilo faz ou como funciona, nunca experimentou. E em alguns momentos pude até testemunhar uma agressividade, em especial de pessoas que não se conformaram em perder uma oportunidade talvez única de adquirir um produto raro. Dai apelaram agressivamente na tentativa de reverter a situação. É muito desejo por uma câmera ou lente, muita sofrência por vê-la ir na outra direção.

Bom, não resta dúvida de que no Brasil há uma infinidade de coisas que são difíceis de serem adquiridas, equipamentos fotográficos são uma delas. As soluções encontradas pelos fotógrafos para navegar por esses mares de impostos e burocracia foram diversas através dos anos, nem todas lícitas, mas todas sem exceção encarecem demais esses produtos. Aquela máxima que diz que em países desenvolvidos a mão de obra é cara e as coisas são baratas e em países em desenvolvimento a situação de inverte, as coisas são caras e a mão de obra é barata só fica mais verdadeira.

Essa imagem de 2009 captada por um amigo que prefere não se identificar mostra a solução encontrada na época para esse problema.

Um relato de vitória sobre o sistema, talvez. Há uma certa agressividade nesse registro, pela quantidade. Quanto isso onerou uma empresa em demasiado para a execução de um simples trabalho fotográfico? Como é que esse esquema em que vivemos muda o nosso jeito de fotografar, de comprar coisas fotográficas? O que fica dessa história para nós? Essa são algumas das questões que surgiram em 2017 aqui e que permanecem sem resposta.