A Mamiya da Petra Costa e os fotolivros da Susana Paiva

Essa quarta vou publicar mais uma entrevista na série Fotografia Portuguesa, com a fotógrafa Susana Paiva que vive em Lisboa. Ela cuida do Photobook Club de Lisboa e lá pelas tantas ela fala de como os fotolivros agradam aos fotógrafos que os produzem, mas nem tanto ao público que o compraria.

Venho pensando nessa relação da fotografia e do vídeo na minha vida. Sim, por conta dessas entrevistas e do que elas podem comunicar, do seu alcance.

Para extrapolar, pensei também que Democracia da Vertigem foi indicado ao Oscar de melhor documentário e os veículos que noticiaram isso usaram a foto de perfil da Petra Costa em que ela posa com uma Mamiya RB67 em Brasília. Tenho certeza que ela deve ter feito umas fotos bacanas de Brasília, mas sem dúvida o alcance do seu trabalho em vídeo na mesma cidade foi muito maior. Consigo imaginar ela voltando a São Paulo e levando os filmes no Gibo para ele revelar e fazer contato. Será que essas imagens impressas poderiam contar para tanta gente que o que aconteceu no Brasil foi golpe?

Construção de Câmera Digital Artesanal • workshop no Tira Olhos

Dia 2 de fevereiro de 2020, em Lisboa, na Associação Tira-Olhos, voltarei a oferecer minha oficina sobre como libertar a câmera digital que está aprisionada dentro dos scanners de mesa, fique de olho!

Mais informações e inscrições, direto com a Tira-Olhos no tiraolhos.info@gmail.com

guilherme maranhão tira olhos lisboa

Espero ver vocês lá!

Festival de Fotografia Experimental em Barcelona EXP.20 • Transparência

Daqui a 15 dias começa o Festival de Fotografia Experimental de Barcelona. Tenho me surpreendido cada vez mais com as informações que vou recebendo do pessoal de lá na medida em que os dias se aproximam, eles são super organizados e transparentes.

Dá uma olhada nessa página aqui e se por acaso você já viu isso em algum outro festival, me conta nos comentários:

https://www.experimentalphotofestival.com/transparencia

Eu estarei lá para uma mesa de debates na tarde de sábado, vou apresentar a história de diversos processos experimentais digitais com os quais eu me envolvi.

Décimo segundo episódio da série Fotografia Portuguesa, um season finale of sorts

Décimo segundo episódio da série Fotografia Portuguesa. É uma produção de arquivo com imagens da fotógrafa e áudios gravados recentemente com ajuda e amigas que leram os textos da Fátima. Esse é o último episódio dessa primeira temporada, um season finale of sorts, um especial de natal se quiseres, uma homenagem merecida para essa artista lá e cá!

Fátima Roque

n. 20 de abril de 1960, São Paulo, Brasil
m. 20 de fevereiro de 2019, Santo André, Brasil

Fotógrafa e investigadora da fotografia na área dos processos fotográficos, da fotografia precária, para além da técnica. Fotografa com frequentes incursões pelos rios da Amazônia e a ministrar cursos à população local. Participa em grupos de discussão e atuação nas artes visuais e, especialmente, surrealismo, integrando o Grupo Surrealista de São Paulo.

Expôs individualmente no Mezanino de Fotografia, Instituto Cultural Itaú SP e integrou várias exposições coletivas dentre elas Exposição Internacional do Surrealismo Atual – O Reverso do Olhar/Coimbra; Atelier da Imagem/RJ; Centro Cultural da CPFL/Campinas; Prêmio Porto Seguro de Fotografia; Olhares Paulistanos/Paço das Artes e Outdoors, nas ruas; Luzenças, atual Estação Pinacoteca; Habitat II, em Instambul.

É autora de livros-objectos, dentre eles: Gaveta Fotográfica; Caixas de Quase Nada; Frederich Van Velthem e o Mar de Chacororé; Para sempre não existe; O Espírito do Tempo; O que está não é; “Outras Paragens”; Caderno de Descontroles e Aldeia.

Publicações: Sá, Lúcia – Life in the Megalopolis: México City and São Paulo – Editora Routledge, Londres; Rev. Brasileira de Educação – Anped – Rio de Janeiro; “O que está não é” – Revista Fotofagia; Eder Chiodetto – Revista SENAC e Retrato dos Índios no Brasil – Séc. XIX .

Recebeu alguns prêmios, dá aulas e dedica-se a criação de pequenos livros e pequenas edições. Viveu entre Santo André e Seixas.

Carbono na Epson 1400

Comecei misturando a base da tinta, de acordo com a receita do Paul Roark. Água destilada, glicerina líquida, dois umectantes diferentes, pronto. Enchi os cartuchos recarregáveis com a base e coloquei na impressora até que não saia mais tinta coloridas nas impressões.

Esse vídeo mostra um pouco dessa etapa:

Comprei diversos tamanhos de seringa para ver o que funcionava melhor com os cartuchos da 1400 que são bem menores do que os cartuchos que eu usei nas impressoras anteriores. Acabei me entendendo melhor com as seringas de 10ml e 2.5ml para acertar as medidas dessas diluições. Preparei 50ml de cada tinta (2%, 6%, 9%, 18% e 30%) e o cartucho K leva a tinta sem diluição, ou seja, 100%.

Primeira etapa é abrir o “inkseparation6.tif” para começar a descobrir quais os limites das tintas.

Nesse momento descobrir que alguns canais ainda tinham pequenos entupimentos e voltei atrás um pouco. Fiz umas 3 limpezas e carreguei a tinta novamente (tirando os cartuchos e os recolocando, fazendo a impressora entender que eram diferentes).

Fiz todas essas primeiras etapas com papel sulfite, simulando a operação normal com papel fotográfico, a idéia era mesmo descobrir esses pequenos problemas antes poder calibrar o sistema com o papel que vou usar daqui para frente.

Descobri diversos pequenos problemas no processo, usei uns perfis genéricos que eu tinha guardados para imprimir algumas imagens e ver se os tons pareciam estar ok, se nenhum canal começaria a dar mais problemas com o uso.

Com as fotos em sulfite saindo com os tons certos, sem manchas, riscos ou falhas, foi a hora de começar a calibrar o Hahnemuhle Matt Fibre Duo, meu preferido com essa tinta de carbono.

Estabeleci que o limite de tinta default seria 35% e refiz a impressão do “inkseparation6.tif” com 35% da tinta, depois de seco esse alvo será lido no scanner para definir os limites das outras 5 tintas e como elas vão interagir para produzir os diversos tons da cópia.