É exercício de reciclagem também a procura por imagens para um banco de imagens. Às vezes elas acabam sendo encontradas nos lugares mais inimagináveis, quase a ponto de irem para o lixo de fato. Tem que saber sambar, dizem eles.

Levei o Festa Lite Pro v.P2 para Floripa, parece que foi bem. Mas em Floripa nada achei para trazer de volta. Só imagens bem legais.

Acho que o v.P2 vai de presente para um amigo de longe, em breve, e então surgirá o v.P3.

Foi um papo longo que tive com a Faró hoje. Falamos de objetos-lixo, de técnicas-lixo. Sob o ponto de vista do processo criativo, do produtor de imagens. Faró falou de menosprezo e desprezo. Falamos do conhecimento desprezado por força da indústria, ou por vontade própria. A opção entre a solução tecnólogica e a solução através do conhecimento, empenho pessoal. O menosprezo/preconceito como ferramenta da indústria para organizar a escalada da tecnologia. Será? O menosprezo: uma barreira na linguagem do fotógrafo. E tem a centralização. De tudo. Tem as perdas de conhecimento que sucederam o autoexposure, e hoje sucedem o avanço digital, de um dia para o outro o passado é obsoleto, vai pro lixo, e a tecnologia nem sempre cumpre suas promessas, quem perde é o fotógrafo. Pensando assim, o processo obsoleto, encontrado no lixo, pode até ser mais completo, confiável, reliable if I may.

O Festa Lite Pro v.P2 foi super aprovado numa pauta na noite passada. Festa em apê, pouca luz, muita gente dançando, o foco automático rolou legal e ajudou bem.

O problema do olho vermelho foi violento, a única coisa que dificultou o trabalho, mas só depois. De resto ficou tudo bem.

Saiu do forno o Festa Lite Pro v.P2 (o segundo protótipo do acessório de iluminação). Entre as novidades dessa versão está a canaleta para a luz de auxílio ao foco automático, a base que se prende as Canon EOS pelo soquete do tripé, o acabamento bem mais bonitinho que o do P1, mas o que melhorou bastante foi a relação de perda de luz, que agora é de apenas 3 pontos (o P1 perdia até 4 pontos). Isso só foi possível com uma revisão do sistema de coleta de luz da boca do flash, assim mais luz é aproveitada e refletida na direção correta. Esse sistema tá bem legal. Do ponto de vista da produção, o v.P2 sai totalmente reprodutível, não leva nenhuma peça ou material indisponível no mercado local, a principal meta para essa versão. BTW, a alma do FLP é uma caixa de papel fotográfico vazia!

Andei procurando uma Kodak DCS 520 por ai, mas fácil mesmo só no *bay. Quero explorar a fotografia digital sem filtro dententor de infravermelho, nem filtro antialiasing. Agora o bicho vai pegar. Uma DCS qualquer outro número também serviria…

Os cacarecos continuam aparecendo, foi a professora que me trouxe polaróides, foi o amigo que me deu uma cabeça ballhead baleada, papéis e mais papéis, etc, etc. Revelei mais de 30 filmes diapositivos em C-41 essa última semana, muitas coisas pré-históricas apareceram. Mais de seis meses atrás, épocas de indefinição e definição.