O Zé Antônio me deu a má notícia outro dia. Os dois compactos da Mako que eu mandei lá para consertar não tinham solução. Eram muitos problemas e os componentes em geral estavam muito velhos para que eles continuassem caminhando comigo.
Na verdade, meu sonho era ter algo à bateria, para poder fotografar por ai, sem depender da Eletropaulo. Liguei uma coisa à outra, e me lembrei de um SB-15 da Nikon que eu havia encontrado na casa de sucatas onde eu compro meus scanners. O SB-15 disparava em manual, carga total, e só. Era impulsinado por 4 pilhas AA. Desmontei ele e desmontei uma das cabeças Mako. Fiz um transplante de coração. Com a boa e velha ajuda de cola quente, solda, etc. Consegui aproveitar boa parte do painel traseiro do Mako e conectar o SB-15 lá para poder ter o mínimo de controle do seu funcionamento por ali. Recortei a frente de alumínio do Mako e ali coloquei com cola a lâmpada flash do SB. Pronto. Tenho um flash à bateria que aceita softbox, sombrinha prata, branca, etc. Posso montar num tripé em qualquer lugar e operar com o radioslave emprestado da Dani. Para largar as pilhas vou atrás de uma bateria de 6v como as dos Fratas.

Não quero me alongar, mas faz tempo. Um Performa foi a segunda doação recebida desde a abertura do estúdio (a primeira foi um mimeógrafo). Consegui até agora fazer os scanners SCSI funcionar nele, e não no G3 como era minha intenção inicial.

As extensas leituras dos sites especializados em Macs antigos redenram uma compra certa de um G3 azul e branco Rev. 2. Ou seja, a placa mãe não é a primeira revisão da produção dessa máquina. Segundo um dos sites já mencionados, a Rev. 1 poderia oferecer problemas de corrupção de dados em HDs slave muitos rápidos para a época de fabricação da máquina (entenda-se aqui que os HDs de 7200 rpm aos quais estamos acostumados se encaixam nessa descrição). Ainda busco uma placa SCSI para poder conectar o resto da estação gráfica…

Da mesma maneira que os controles remotos universais salvam tvs antigas cujos controles se perderam, agora os drivers universais salvam os hardwares abandonados pela indústria.
Essa semana foi a vez de experimentar o Macam. Um software que faz funcionar quase qualquer webcam em um Macintosh. É sensacional. Não é perfeito, mas nem 20% das webcam saem de fábrica com drivers para Mac, logo Harald (o figura que mantem o software) teve que fazer uma reengenharia com inúmeros modelos adaptando drivers de outros sistemas operacionais.
O Vuescan é outro driver universal, esse para scanners. Muito interessante, principalmente para o tipo de trabalho que eu realizo, já que ele em hipótese alguma faz coisas como aconselhar você, usuário, a buscar a ajuda da rede autorizada para consertar o seu scanner.
O pessoal que faz o Vuescan faz algo semelhante para impressoras.
O Sane é um projeto ainda maior para levar drivers de scanner para o ambiente Linux, vale a pena ler a respeito.