PFU DL2400 pro

Uma questão de escala. Finalmente, com ajuda de um francês boa praça, consegui fazer meu scanner novo funcionar. Para ilustrar o tamanho da criatura fiz uma foto dele junto com o que eu achava ser um scanner grande, um Umax 1220S. Para dar escala coloquei uma Nikon FM2 no meio. O Lynx A3 tem 25Kg e a julgar pelas marcas nele todo, ele foi jogado para lá e para cá no galpão das sucatas, impressionante como o vidro não quebrou e ele continua funcionando normalmente.

A comparação

Slit video

O Braz falou várias vezes e eu agora me ponho a imaginar uma maneira de fazer algo que poderá se chamar slit video. Porque a fotografia com CCD linear se chama slit photography. Ou seja, estou pensando em como viabilizar uma maneira de escanear o vídeo, escanear frames.
Um amigo sugeriu um approach interessante, através de programação para modificar um arquivo AVI ou MPEG e chegar na visualidade pretendida. Será que finalmente vou aprender Visual Basic?
E o assunto é programação mesmo. O software que o francês prometeu enviar nunca chegou (ainda). Acessei os arquivos do SANE e nada que sirva para meu scanner. Comecei a conversar em um lista sobre como criar um driver para o meu scanner que funcione com o SANE.
Acho que não tem volta.

Clóvis Dariano

Outro dia fui a uma exposição ali no Instituto Tomie Ohtake, sobre a arte brasileira nos Anos 70. No meio daquilo tudo, de várias coisas interessantíssimas vi três fotos de um desconhecido para mim até então: Clóvis Dariano.
As fotos eram reproduções de colagens com outras fotos, o trabalho me chamou muito a atenção. Às vezes vejo a metalinguagem num trabalho, aquilo me pega. E o trabalho era muito bem acabado, um primor. Fino.
Fui atrás do indivíduo pela web, só achei outras coisas, até na coleção do Paiva ele está, mas com fotos de bondage. Enfim, anos 70. As imagens do link que deixei aqui também não refletem o que vi, mas são o único portfolio dele que encontrei na rede, já é uma outra vibe.

Esculturas em alumínio

Ontem entrei no laboratório para ampliar algumas imagens como há muito tempo eu não fazia. Fiz contatos de vários negativos das fotos das esculturas em alumínio. E depois fiz umas ampliações. O resultado dos negativos tamanho 13x18cm é muito diferente do que se está acostumado a ver em uma ampliação de um negativo 35mm, o desfoque e a profundidade são o primeiro choque, mas tem outras diferenças mais sutis.
Usei papéis bem antigos, um Agfa Brovira literalmente pré-histórico e uns outros papéis não-identificados que um amigo me deu. Depois experimentei um pouco de papel da marca Talbot, uruguaio, com acabemento prateado, um papel fibra bem estranho, mofado demais e com uma velatura intensa, não rolou.
O leve movimento das escultura foi captado nas fotos, o filme de ISO 3 pediu uma exposição de 10 segundos, com a lente bem fechada sob a luz da nossa estrela. Não sou escultor e por óbvio as fotos ficaram mais interessantes que as dobraduras de metal.