Banquet cameras

Em um evento que eu fotografei nessa última quarta-feira, tentei usar conscientemente o ISO 800 da minha digital. O ruído é alto, mas essa sensibilidade me permitiu fotografar a sala de espetáculos cheia, numa luz quase mínima, sem o auxílio de um tripé. Descobri que mesmo com o pé direito enorme de mais de 10m e com teto de madeira, um flash rebatido desse teto, em potência total, preenchia bem a platéia escura nessas fotos com a lente toda aberta.

Quem já vagou por sites e livros sobre câmaras de grande formato antigas talvez já tenha lido sobre as câmaras de banquete do início do século XX. Foi nelas que passei a noite pensando. São projetos simples de câmaras de formatos panorâmicos, como o 8×12″, para fazer uma única foto de todas as mesas com todos os convidados de um banquete.

Esses convidados eram chamados a posar, estáticos, para a foto, é claro, mas não era necessário flash. A lente permanecia quase toda aberta, os movimentos da câmara é que eram usados para obter foco em todo o pessoal sentado no salão. Essas câmaras em geral eram dotadas apenas dessas básculas, para colocar o foco no plano das mesas, sem possuir outros movimentos.

O filme enorme garantia a resolução suficiente para que reconhecessemos os rostos dos presentes que conseguiram ficar quietinhos.

Artigo na ZoneZero

Emplaquei um artigo na Revista do ZoneZero, é sobre Photofinish (a técnica de registrar em uma única imagem a chegada de uma corrida) e a relação que ela tem com a foto com scanner.

Sejam cavalos ou velocistas olímpicos, a coisa é bem simples, os pixels são os milésimos de segundo e no fim da corrida é só contá-los para saber qual o tempo de prova de cada atleta ou animal. Com o scanner é fácil bolar um sistema para contar quanto tempo leva cada pixel para ser capturado e dai você pode usá-lo para fazer algo semelhante ao photofinish, dá até para medir a velocidade dos carros passando na rua.

Conteúdo e direitos autorais

Escrevi um texto sobre conteúdo para a coluna no Fotosite. Uma questão que andou rondando o meu pensar ultimamente. Um amigo me recomendou uma visita ao site do Creative Commons (e eles têm um site brasileiro também). Foi uma visita interessante para refrescar, com idéias novas sobre direitos autorais, aquilo que veio sendo depositado no meu cérebro a esse respeito desde que fotografo.

O fato é que me incomodei recentemente com umas intrusões nos meus direitos. Tem gente que acha que pode simplesmente usar aquilo que você produziu como tem gente que quer mudar aquilo que você vai produzir. Ridículo. Há muito espaço no mundo, para aprender, pensar e criar. Todo mundo pode fazer essas coisas, sem precisar usar o copy-paste e sem precisar incomodar os outros.

Ateliê

O ateliê tem que estar dentro de você, disse o professor Wladimir um dia. Viajei onde nascem as gravuras dele e imaginei o que seria o ateliê que ele imaginava naquele momento. Desde esse dia vejo as mudanças que faço no meu ambiente de trabalho como reflexo das mudanças que ocorrem no meu fluxo de trabalho.

Troquei uma grande mesa por duas estantes, uma mesa menor e mais espaço no chão. O que será que isso quer dizer?

iMac firewire

Um computador que eu recebi de uma amiga recebeu por sua vez um transplante de cérebro. O iMac era um 350Mhz, achei por acaso uma placa mãe de um modelo 400Mhz (com firewire) anunciada por um shaper californiano (sim, o figura faz pranchas de surf!) na internet.

A placa mãe era perfeita para fazer um upgrade nesse Mac e torná-lo mais útil para um fotógrafo. Os correios facilitam tudo hoje em dia e depois de algumas semanas a placa cá chegou a salvo.