Em Belém, fui surpreendido com uma ótima notícia. Esse é o resultado da seleção do Programa de Fotografia do Centro Cultural São Paulo, estou entre os seis escolhidos.
Autor: Guilherme Maranhão
Roraima, rumo norte
Uma planície enorme. No horizonte recortes no céu. Os carcarás curtem pousar no meio da estrada, o carro vai chegando e podemos assistir um vôo lindo. Para Amajari pegamos a BR-174, sentido Norte. A bússola marca N o tempo todo. Dia nublado. Ao lado direito da rodovia um morro invade as nuvens que estão baixas. Chove agora. Esse lado de Roraima é parecido com o cerrado, mas eles dizem lavrado. Km 572. Ao longo da estrada está a linha que traz eletricidade da Venezuela para Boa Vista. Gilvan acompanha Bon Jovi num cover de Bridge Over Troubled Water. Quem dirige é Arquimedes. Uma reta só. Campos de arroz. Uma raposa morta no acostamento depois do Urariquera. Buritizais entregam de longe para onde corre e se esconde a água da chuva. No Km 598 as árvores começam a parecer mais altas. Fica tudo mais verde, apesar ainda retorcidos os troncos. Ciclistas. Com a bússola apontando Oesta agora, viramos na RR-203. Arquimedes aponta o platô no horizonte. Uma silhueta azulada linda e sem texturas. Uma cruz na beira do asfalto. O vôo de um carcará só. As árvores somem. Um tuiuiu. A ruína de um bar. Um post sem foto.
Amazonas
Manacapuru é sensacional, coloquei os pés dentro do Solimões. O Brasil é infinito, cada viela uma dezena de histórias. Cada cidade amazônica uma centena de mistérios.
No Acre
Em Rio Branco conheci a Carmem. Quanta energia. Aprendi bastante. No avião, indo e vindo de uma cidade para outra, li Flusser. Ele questiona até onde vai a intenção do aparelho numa fotografia e a intenção do operador. Ele acredita que o aparelho fotográfico nos programa para esgotar o programa dele próprio. Assim, logo achamos que nosso aparelho é obsoleto, o que nos faz querer adquirir outro aparelho mais novo do aparelho indústria fotográfica. Será?
Chico Divino em Paraty

Fotografei o artesão Chico Divino lá em Paraty. O Chico ficou famoso pelas suas representações do Espírito Santo, as famosas pombinhas e ganhou esse apelido. O Chico gosta de passar na frente das construções e descolar pedaços de madeira que possivelmente acabariam no lixão da cidade ou boiando pelo mar. Com essa madeira ele faz sua arte.
Saída Noturna na Av Paulista

Foi uma saída eclética. Ali do vão do Masp cada um escolheu o que fotografar numa noite com nuvens que se moviam rápidamente. Eu ainda não revelei minhas chapas de 8×10″. Foto by Daniel Malva!
