Tartaruguinhas em Noronha

Em Fernando de Noronha, para você encontrar 20 pessoas numa praia precisa muita coincidência. No entanto, quando o Tamar alerta sobre a abertura de ninhos de tartaruga, a coisa muda de figura e aparece muito curioso. Por alguns segundos me senti num pit do FashionWeek, não chegou a rolar cotovelada, mas faltou espaço para tantos CCDs.

Montagem de Pluracidades

Ontem abriu a exposição organizada pelo Samba na Leo Burnett, em São Paulo. Enquanto isso eu montava a exposição no Ateliê, no Rio.

“Dá um confere no olhômetro!” Foi assim que a Tabajara explicou pro Caiçara como acertar as fotos na parede. A casa é antiga e as paredes provam que a engenharia civil nem sempre foi algo exato. O laboratório não usou esquadro para cortar as cópias, de modo que paralelismo e perpendicularidade eram utopia.

Para montar as fotos impressas em inkjet sobre papel de algodão usei tachinhas de estofador. É uma maneira que eu curto, de montar fotos direto na parede. Isso tem uma vantagem que eu acho importante, a foto continua somente a foto, sem montagem, placa e etc. Que faz sentido para fotos com mais de 1 metro ou coisa do gênero. Assim elas não deixam de ser enormes, mas continuam fáceis de transportar para lá e para cá (enroladas e leves). Essa tachinhas são mais rústicas do que os pushpins tradicionais, o que confere um toque mais refotografia para a coisa, se bem que pushpins com cabeça plástica transparente são interessantes para certos trabalhos.

Com um fio de nylon marcando a altura da imagem na parede é fácil colocar a foto em três minutos com a ajuda de outras duas pessoas, uma desenrola a imagem aos poucos, enquanto alguém prega as tachinhas e outra pessoa mantém o fluxo de tachinhas para o pregador. Assim nenhuma tachinha recebe carga demais, evitando o risco de rasgar a foto em algum momento. Um reforço na parte posterior da imagem pode ser legal caso a imagem seja muito larga!

Pluracidades embaladas

Embalei toda a exposição que vai comigo para o Rio e fiz uma alça para carregar no caminho até lá. A Dani fez essa foto enquanto eu experimentava o peso no meu ombro.

No chão, é um encerado que eu ganhei de um amigo, modelo 86, único dono, 4 por 6 metros, tinha mofo até. Foi fundo de fotografias nos anos 80, cobriu churrasqueira nos 90 e agora dá a volta por cima. Lavei com sabão na garagem do prédio, enfregando com vassoura os dois lados. Desinfetante e mais. Tá cheiroso!