Eu sou muito grato ao Nafoto por ter trazido o cara em 1993. Foi uma das primeiras exposições que eu vi na vida e até hoje inesquecível. Eram duas salas com dois trabalhos de uma mesma época, mas distintos. Numa retratos em formato quadrado, ampliados com a objetiva “errada”, cantos fugindo ao branco, uma luz dura. Na outra Paris vista pelas janelas de um apartamento no sotão de um prédio, janelas imundas, a silhueta da cidade.
Das coincidências da vida, meu livro que contem um agradecimento a ele ficou pronto umas duas semanas antes de uma viagem à Tóquio. Mandei um e-mail pelo site dele, ele foi super gentil e me convidou para um chá, tivemos uma conversa sensacional e presenteei ele com um livro, ele ficou surpreso, foi um dia muito feliz. Falamos das nossas janelas, das francesas imundas dele, dos meus filmes mofados, falamos de como assim fotografia é.
Ainda naquela viagem ele me escreveu de volta e fomos jantar no último dia de Tóquio, pude tomar um porre com ele. Saudades.